A activista sueca Greta Thunberg uniu-se aos pedidos de um esforço conjunto para combater o novo coronavírus e a crise climática, dizendo que o 50º aniversário do Dia da Terra, celebrado esta quarta-feira marca a altura «de escolher um novo caminho a seguir», de acordo com a agência ‘Reuters’.
A adolescente participou num evento para celebrar o Dia da Terra, dizendo que o facto de ser urgente agir para combater a pandemia da Covid, não significa que a crise climática já tenha sido ultrapassada. «Temos de enfrentar as duas crises ao mesmo tempo», disse.
«Quer gostemos ou não, o mundo mudou, parece completamente diferente do que aconteceu há alguns meses e provavelmente não será o mesmo novamente e teremos que escolher um novo caminho a seguir», afirmou Thunberg.
Também o chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu esta quarta-feira aos governos, no âmbito das comemorações do Dia da Terra que usem as suas respostas económicas à pandemia para combater a «emergência ainda mais profunda» das alterações climáticas.
«Neste Dia da Terra os olhos estão postos na pandemia da Covid-19», disse Guterres, sublinhando que «existe outra emergência ainda mais profunda: a crise ambiental do planeta».
Com a crise do novo coronavírus a qualidade do ar e da água sofreu algumas melhorias, alcançadas com baixas emissões de dióxido de carbono (CO2), contudo, segundo a agência, a necessidade de que milhões de pessoas regressem ao trabalho está a dificultar o cumprimento das metas ambientais.
O encerramento das economias a nível mundial, fez com que a vida selvagem regressasse à cidade, com lobos, veados e cangurus vistos em ruas habitualmente cheias de trânsito, avança a ‘Reuters’. Foram vistos peixes nos canais de Veneza não poluídos pelos barcos a motor, enquanto moradores de algumas cidades indianas relataram ter visto o Himalaia pela primeira vez em décadas.
Imagens de satélite mostraram melhorias significativas na qualidade do ar na Europa e na Ásia, incluindo a China, onde surgiu a pandemia de coronavírus. Contudo, os moradores de algumas das cidades chinesas com maior nível de poluição, temem que o céu azul não dure, numa altura em que a segunda maior economia do mundo regressa ao trabalho.














