A revista Nature elegeu Greta Thunberg como uma das pessoas mais relevantes do ano, no que ao campo da Ciência diz respeito. A jovem activista sueca surge ao lado de outras figuras como Nenad Sestan (que conseguiu ressuscitar cérebros de porcos) ou Sandra Díaz (pelo seu trabalho sobre biodiversidade).
No entanto, Greta Thunberg destaca-se na lista por não ser investigadora ou cientista, parecendo um pouco deslocada em relação aos outros nomes seleccionados. A Nature justifica a escolha com o facto de a jovem ter conseguido pôr as pessoas a falar no clima e de ter canalizado a raiva da sua geração para este tema.
Citada pelo jornal El Mundo, uma das responsáveis da Union of Concerned Scientists sublinha que a influência de Greta Thunberg será ainda maior sobre a próxima geração de investigadores.
O top 10 inclui ainda John Martinis (que alcançou a supremacia quântica com a Google), Victoria Kaspi (pelo trabalho com as ondas rápidas de rádio) e Wendy Rogers (que revelou informações sobre transplantes de órgãos sem consentimento na China). Ricardo Galvão (autor de um relatório sobre a desflorestação da Amazónia), Yohannes Haile-Selassie (que deu um rosto à espécie Australopithecus anamensis), Jean-Jacques Muyembe Tamfum (pelo trabalho desenvolvido contra o vírus Ébola) e Hongkui Deng (que implementou a técnica de edição genética CRISPR-cas9) completam a lista.














