A ativista ambiental sueca Greta Thunberg foi detida em Oslo, na Noruega, durante um protesto contra a implementação de turbinas eólicas em pastos de renas em terras indígenas.
Apesar de ter sido já libertada, esta é a segunda vez que a jovem é fotografada a ser levada pela polícia em dois meses, após o seu aparecimento numa marcha contra a expansão de uma mina de carvão que implicava a demolição da vila de Luetzerath, em janeiro, na Alemanha.
Os manifestantes, entre os quais naturais do povo indígena do Ártico, os Sami, não apoiam o funcionamento destes parques no país, o que têm demonstrado nos últimos dias através de bloqueios em vários ministérios na capital da Noruega.
Esta quarta-feira, foi a vez de se sentarem em frente ao ministério das Finanças, onde as autoridades retiraram do local não só Greta Thunberg como outros jovens, segundo a Reuters.
O intuito dos ativistas é conseguir que dois parques eólicos na região de Fosen, no oeste do país, sejam demolidos, argumentando que são “ilegais” devido à decisão do Supremo Tribunal norueguês, tomada em outubro de 2021, que defendeu que o projeto não respeita a cultura das famílias Sami, o que viola um documento da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos civis e políticos.
Apesar de o tribunal ter decidido por unanimidade que as autorizações para a construção de 151 turbinas eram inválidas, os 11 juízes não esclareceram o que iria acontecer. Assim sendo, as autoridades norueguesas ordenaram a realização de novas investigações de forma a encontrar uma solução para a coexistência entre geradores de eletricidade e a criação de renas pelo povo Sami.
Politiet bærer bort aktivister nå: pic.twitter.com/RMY5J1BI9z
— Filter Nyheter (@FilterNyheter) March 1, 2023
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