As autoridades britânicas incluíram a organização não-governamental Greenpeace e a associação de defesa dos animais PETA numa lista de organizações terroristas, a que o jornal “The Guardian” teve acesso.
O guia do programa governamental anti-radicalização Prevent, feito pela unidade anti-terrorismo do Reino Unido (Counter Terrorism Policing, em inglês), foi distribuído em Novembro juntos dos trabalhadores do sector público.
«Juntar ambientalistas e organizações terroristas não vai ajudar a combater o terrorismo», disse John Sauven, director executivo do Greenpeace. «Só vai prejudicar a reputação de autoridades trabalhadoras… Como é que podemos ensinar às crianças sobre devastação causada pela emergência climática se, ao mesmo tempo, é insinuado que aqueles que tentam impedi-la são extremistas?», questiona-se
Já a directora da PETA, Elisa Allen, diz que se trata de «uma tentativa sinistra de anular organizações legítimas – algo que é tão perigoso quanto antidemocrático».
A lista de 24 páginas inclui ainda o movimento Extinction Rebellion, que tem sido o instigador dos protestos pela justiça climática em Inglaterra, ao lado da extrema-direita, como a Frente Nacional britânica ou o Combat 18, e jihadistas. A estes, soma-se, por exemplo, a organização ecológica Sea Shepherd, o movimento pela paz Stop the War, activistas veganos, grupo anti-fascismo, anti-racistas e militantes contra a expansão das infraestruturas aeroportuárias.
Esta revelação já veio obrigar as autoridades a recuar, dizendo ter havido um erro. Porém, o Extinction Rebellion veio dizer que irá avançar com um processo por ter sido incluído na lista.
Os partidos políticos comunistas e socialistas também estão na lista. Figuram ao lado de grupos de extrema-direita e do grupo neonazi Ação Nacional.














