Numa tentativa de atrair novos residentes, a Grécia está a oferecer isenção de impostos a quem se quiser mudar para o país. Além disso, o país está também a salientar o sua capacidade de resposta à pandemia.
“A tecnologia significa que agora podemos escolher onde trabalhar e morar”, salientou Alex Patelis, conselheiro económico do primeiro-ministro grego, à Bloomberg, reforçando ainda que a Grécia tem para “oferecer incentivos fiscais e sol”.
A Grécia foi elogiada pela forma como lidou com a pandemia na sua fase inicial, durante a primavera. O país implementou um segundo bloqueio na tentativa de impedir a disseminação mais recente do vírus. O país enfrentou a primeira vaga da pandemia com uma taxa de mortalidade relativamente baixa em comparação com os seus vizinhos europeus, mas, na segunda vaga, o país tem contabilizado dezenas de mortes por dia desde o final de outubro.
Depois de quatro anos menos favoráveis para os negócios, a Grécia procura agora atrair novos investimentos, de acordo com a Bloomberg. O governo está a prometer que metade dos rendimentos dos novos residentes serão isentos de impostos.
Desta forma, o país poderia reverter o desempenho do país depois da crise de 2008, que abalou a economia nacional e custou cerca de 25% do PIB grego. Segundo dados da Comissão Europeia, o PIB sofreu uma queda de 9% este ano, devido à pandemia, e prevê-se que o desemprego atinja os 18% da população. No pico da pandemia, esta taxa foi de 30%.
Esta quinta-feira, o país decidiu prolongar o confinamento geral por uma semana, até 14 de dezembro, devido a uma taxa ainda elevada de contágios pelo coronavírus, mas autorizou a abertura excecional de lojas de decoração de Natal. Imposto desde 7 de novembro, o confinamento geral do país, assim como o recolher noturno, já tinha sido prorrogado por uma semana, até 7 de dezembro.



