Grandes empresas são as que têm maior desigualdade de género em cargos de gestão e de liderança

As grandes empresas são aquelas onde há menor percentagem de mulheres quer em cargos de gestão, quer de liderança, e onde a disparidade de género é mais acentuada com e evolução na hierarquia. De acordo com os dados divulgados por Teresa Cardoso de Menezes, Diretora-Geral da Informa D&B, na 11ª Grande Conferência da Liderança Feminina, estas empresas são responsáveis por quase 40% do emprego total das empresas, e nelas o desequilíbrio de género na gestão é ainda mais significativo pois são as que têm maior percentagem de trabalhadores femininos. Os números mostram que 42% dos empregados das empresas são do género feminino. Mas apenas 30% dos cargos de gestão e 27% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. Além disso, apenas 17% das funções de direção geral são exercidas por mulheres e 16% de mulheres presidem nos conselhos de administração. Regista-se um grande número de empresas com gestão masculina em setores como a indústria. Por outro lado, existe uma maior percentagem de microempresas em setores com maior presença feminina, como o dos Serviços gerais. Para além destas, outros setores com maior presença feminina, como o Alojamento e restauração ou o Retalho, têm também as maiores percentagens de mulheres no…

André Manuel Mendes

As grandes empresas são aquelas onde há menor percentagem de mulheres quer em cargos de gestão, quer de liderança, e onde a disparidade de género é mais acentuada com e evolução na hierarquia.

De acordo com os dados divulgados por Teresa Cardoso de Menezes, Diretora-Geral da Informa D&B, na 11ª Grande Conferência da Liderança Feminina, estas empresas são responsáveis por quase 40% do emprego total das empresas, e nelas o desequilíbrio de género na gestão é ainda mais significativo pois são as que têm maior percentagem de trabalhadores femininos.

Os números mostram que 42% dos empregados das empresas são do género feminino. Mas apenas 30% dos cargos de gestão e 27% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. Além disso, apenas 17% das funções de direção geral são exercidas por mulheres e 16% de mulheres presidem nos conselhos de administração.

Regista-se um grande número de empresas com gestão masculina em setores como a indústria. Por outro lado, existe uma maior percentagem de microempresas em setores com maior presença feminina, como o dos Serviços gerais. Para além destas, outros setores com maior presença feminina, como o Alojamento e restauração ou o Retalho, têm também as maiores percentagens de mulheres no exercício de cargos de gestão, mas mesmo assim não atingem um terço.

Em funções de direção executiva, as direções de qualidade/técnica e de recursos humanos são ocupadas em mais de metade dos casos por mulheres (59% em ambas os casos).

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O estudo destaca ainda que a instauração de quotas relativas ao género é um acelerador da participação feminina na gestão, como foi o caso das empresas cotadas e do setor empresarial público, onde a presença feminina em cargos de decisão é superior ao restante tecido empresarial.

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