A proposta de Donald Trump para um projeto de perfuração offshore no Ártico foi esta quarta-feira rejeitada por um tribunal federal dos Estados Unidos, um passo que os especialistas consideram uma «grande vitória para os ursos polares», de acordo com a ‘Euronews’.
O polémico projeto Liberty foi aprovado em 2018 e, desde então, enfrentou uma forte oposição por parte de ambientalistas que afirmam que a perfuração artificial e o oleoduto subaquático representavam risco de derramamento de óleo na região.
Para além disso os ambientalistas também alertaram para o facto deste projeto constituir uma ameaça aos ursos polares e às comunidades locais do Ártico, classificando-o como um «desastre prestes a acontecer».
Na decisão do tribunal norte-americano, as autoridades consideraram que a administração Trump não teve em conta os impactos climáticos do projeto, de acordo com a Lei de Política Ambiental Nacional.
Numa vitória para a vida selvagem em risco, o tribunal também considerou que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA falhou em analisar o verdadeiro impacto da medida nos ursos polares, o que inclui a importância de preservar o habitat crítico desta espécie, bem como os danos que podem vir a sofrer como resultado da perturbação sonora.
«Esta é uma grande vitória para os ursos polares e para o nosso clima», disse Kristen Monsell, diretora jurídica de oceanos do Centro de Diversidade Biológica dos Estados Unidos. «Este projeto foi um desastre que nunca deveria ter sido aprovado. Estou emocionada pelo facto de o tribunal ter percebido a tentativa da administração Trump de levar este projeto em frente sem estudar cuidadosamente os seus riscos», acrescentou.




