O Governo vai rever o estado de calamidade decretado para a região de Lisboa e Vale do Tejo na próxima semana, segundo avança o ‘Expresso’. As 19 freguesias dos concelhos de Lisboa, Sintra, Amadora, Odivelas e Loures deverão assim passar a ter regras menos restritivas.
Na reunião desta segunda-feira entre o Governo, representado pelos ministros da Administração Interna, Educação e secretário de Estado Adjunto, e autarcas da Grande Lisboa foram esmiuçados os números e os dados de transmissão da Covid-19 que, consensualmente, está numa evolução mais controlada, depois de ter sido decretado o estado de calamidade no início do mês.
Segundo declarações do autarca de Loures, Bernardino Soares, ao ‘Expresso’, a evolução no concelho, tal como na região circundante, é “positiva”. Ainda assim, deixa o alerta: “é preciso fazer muito para evitar uma recaída já em setembro e outubro, com o presumível regresso às aulas e reabertura da economia no pós-férias”, detalha a publicação.
Já Hugo Martins, autarca de Odivelas, considera necessário “flexibilizar o horário escolar, dando mais autonomia às direções; reorganizar os espaços de tempos livres; aumentar os rácios de pessoal não docente; e reforçar o apoio informático aos professores”.
O autarca apela também que não se baixe a guarda. “Estou preocupado com a possibilidade da existência de falta de zelo, de cuidado por parte de cumprimento das regras pelas diversas entidades”, assume.
Recorde-se que no final desta reunião, o ministro da Administração Interna afirmou que o estado de calamidade se mantém até final de julho, remetendo mais novidades para o Conselho de Ministros da próxima semana.
Ressalvando que esta reunião não visava tomar decisões, mas sim aferir os resultados obtidos nas últimas semanas, Eduardo Cabrita, sublinhou que os números da Grande Lisboa e das 19 freguesias mais afetadas pelos surtos permitem ter algum otimismo, atendendo a que tem sido possível identificar os casos positivos e fazer um acompanhamento controlado pelas equipas que estão no terreno.
Outro dos temas abordados nesta reunião foi a preparação do arranque do próximo ano letivo que, também nestes concelhos, “se pretende que seja através de um regime de ensino presencial”, o que “obriga a que esteja já a ser feito um grande trabalho de preparação”, acrescentou Cabrita.
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, marcou presença nesta reunião e debateu com os autarcas o regresso às escolas a partir de 14 de setembro, considerando que tanto nestes municípios como em todo o país, “só o ensino presencial garante o combate às desigualdades, a proximidade e garante a plenitude das medidas de apoio social que, em articulação entre o ministério da Educação e os municípios serão promovidos”.













