Graça Freitas, diretora geral da saúde, admitiu esta segunda-feira que a Direção Geral da saúde (DGS) já se encontra a «projetar o que se poderá fazer no Natal», mas pede cautela para ver o impacto das medidas já adotadas.
Em conferência de imprensa a especialista sublinha que o «grande desafio» é aprender a vier com um vírus que parte da natureza, que apareceu entre nós e nós não nos podemos deixar dominar por ele, mas sim controlá-lo».
No que diz respeito ao Natal em concreto, Graça Freitas refere que «todos temos muitos casos na Europa, mas houve países que começaram mais cedo (esta nova vaga) e por isso já estão a rever as medidas» para as festividades, decisões que para já, em Portugal ainda não estão tomadas.
«No entanto, não posso deixar de dizer que nós em Portugal também já estamos a projetar o que se poderá fazer no Natal, mas primeiro vamos ter que esperar para ver o impacto das medidas tomadas atualmente na incidência do vírus», afirma a responsável dizendo que os concelhos que foram alvo de restrições «já estão a mostrar uma tendência de abrandamento e isso é uma notícia positiva».
Graça Freitas revela que «a epidemia está a crescer, não podemos relaxar nas medidas, mas temos de ter também, em atenção que o seu nível de crescimento já foi mais acentuado no passado», neste sentido, a DGS garante estar a acompanhar as medidas previstas para o Natal e «esperemos que quando lá chegarmos seja possível abrandar de alguma forma» as restrições atuais, sem que isso signifique qualquer tipo de relaxamento», ressalva.
«Temos que continuar a nossa vida mas minimizando ao máximo os riscos e isso passa pela forma como fazemos o nosso dia a dia», afirma deixando uma mensagem otimista: «Vamos ter o Natal de certeza, com mais ou menos pessoas, mais ou menos à distância, mas eu estou certa de que o vamos comemorar», conclui.




