O Governo aprovou um reforço de 150 milhões de euros no investimento da Linha Violeta, o metro de superfície que ligará Odivelas a Loures. A decisão foi tomada em Conselho de Ministros a 10 de março, alterando a Resolução n.º 155/2023, de 27 de novembro, e aumentando em cerca de 28% o valor da empreitada.
A nova Resolução não só ajusta o montante da obra como também estende o prazo de conclusão para 2029 e abre caminho para novas fontes de financiamento nacionais e europeias. O reforço financeiro será assegurado através do Banco Europeu de Investimento (BEI), do Orçamento de Estado e do Fundo Ambiental, substituindo assim parte do financiamento inicialmente previsto pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que devido aos atrasos na empreitada deixou de ser viável.
“A importância da realização desta obra – e sendo um desígnio deste Governo trazer mais pessoas para os transportes públicos – leva ainda a que a substituição do PRR passe pelo recurso ao BEI e pelo reforço da componente nacional do financiamento, através do Orçamento de Estado e do Fundo Ambiental”, esclarece o gabinete liderado por Miguel Pinto Luz.
O concurso público para a construção da Linha Violeta resultou na exclusão de todas as propostas apresentadas, uma vez que os valores propostos excediam em média 46% o preço base definido pelo anterior Governo. O aumento dos custos de construção desde a elaboração do estudo inicial até à abertura do concurso levou ao necessário ajuste financeiro agora aprovado.
A Linha Violeta terá uma extensão de 11,5 km e contemplará um total de 17 estações, distribuídas pelos concelhos de Loures e Odivelas. No concelho de Loures serão construídas 9 estações, servindo as freguesias de Loures, Santo António dos Cavaleiros e Frielas, numa extensão de cerca de 6,4 km. Já no concelho de Odivelas, estão previstas 8 estações para as freguesias de Póvoa de Santo Adrião e Olival de Basto, Odivelas, Ramada e Caneças, numa extensão de aproximadamente 5,1 km.






