Governo tem nova ferramenta de combate à Covid-19: Saiba o que é o BI SINAVE

A diretora geral da saúde, Graça Freitas, anunciou esta segunda-feira a entrada em funcionamento do ‘BI SINAVE, uma plataforma que pretende melhorar os sistemas de informação.

Simone Silva

A diretora geral da saúde, Graça Freitas, anunciou esta segunda-feira a entrada em funcionamento do ‘BI SINAVE’, uma plataforma que pretende melhorar os sistemas de informação para responder a uma «atividade epidémica intensa».

«Temos a comunicar que entra hoje em funcionamento o BI SINAVE, uma plataforma que resulta do trabalho conjunto entre as equipas da direção geral da saúde e da serviços partilhados do ministério da saúde e que constitui um melhoramento ao Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) a pensar no futuro», explicou na habitual conferência de imprensa.

Graça Freitas refere que em todos os países, «os sistemas de informação epidemiológica cuja função é ligar o conhecimento à ação, ou vice-versa, estão sujeitos a uma enorme pressão que resulta dos muitos casos notificados diariamente», afirma dizendo que no caso português há já mais de três milhões de notificações no SINAVE.

«O BI SINAVE é um sistema mais avançado e robusto para o tratamento dos dados e para o visionamento da informação relevante, para efeitos de intervenção na pandemia Covid-19», sublinhou a diretora geral da saúde, acrescentando que o novo sistema «permite recolher e analisar através de automatismos, um volume cada vez maior de dados e comunicar a informação de forma mais rápida, com maior qualidade e detalhe».

Segundo a diretora geral da saúde, «as diferenças em relação ao anterior sistema resultam essencialmente do facto de os números do último relatório de situação diário, serem o somatório de fotografias estáticas, enquanto que o BI SINAVE é um sistema dinâmico» e também «mais sensível e mais capaz de detetar a generalidade das atualizações feitas às notificações».

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«Também através do BI SINAVE é possível identificar desde o início da pandemia, 142.155 doentes recuperados, destes 9,5%, ou seja 13.529 doentes foram identificados do cruzamento da informação do BI SINAVE, com a informação da plataforma Trace Covid», revela.

A responsável esclarece também que esta plataforma «não acrescenta dados às bases de dado, limita-se sim, a incluí-los de forma mais correta e a obter informação mais fiável e atempada, que continuará a ser a fonte usada no boletim diário», refere acrescentando que a sua base de dados «ficará disponível para estudos da academia».

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