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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Produção industrial da China cresce 5,3% em junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:06:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A produção industrial chinesa acelerou para um crescimento homólogo de 5,3% em junho, enquanto as vendas a retalho recuperaram após a primeira queda desde 2022 e o investimento em ativos fixos aprofundou o declínio devido à crise imobiliária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A produção industrial chinesa acelerou para um crescimento homólogo de 5,3% em junho, enquanto as vendas a retalho recuperaram após a primeira queda desde 2022 e o investimento em ativos fixos aprofundou o declínio devido à crise imobiliária.</P><br />
<P>A produção industrial da China cresceu 5,3%, em termos homólogos, em junho, uma aceleração de 0,8 pontos percentuais face ao mês anterior e acima das previsões dos analistas, que apontavam para uma subida em torno de 4,6%, segundo dados divulgados hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE).</P><br />
<P>Entre os três principais setores analisados pelo organismo, a produção e fornecimento de eletricidade, aquecimento, gás e água registou o maior crescimento, com uma subida homóloga de 7,4%, seguida da indústria transformadora, que avançou 6%.</P><br />
<P>Em sentido contrário, a produção mineira recuou 2,2%.</P><br />
<P>No conjunto do primeiro semestre, a produção industrial aumentou 5,4% face ao mesmo período de 2025.</P><br />
<P>O GNE divulgou igualmente os dados das vendas a retalho, principal indicador do consumo privado, que cresceram 1% em junho, recuperando da contração de 0,6% registada em maio, a primeira queda desde 2022.</P><br />
<P>O resultado superou também as expectativas do mercado, que antecipava um regresso ao crescimento, mas limitado a 0,1%.</P><br />
<P>A taxa oficial de desemprego nas áreas urbanas desceu de 5,1% para 5%.</P><br />
<P>Em contrapartida, o investimento em ativos fixos agravou a tendência negativa, recuando 5,7% no primeiro semestre, após uma queda de 4,1% registada entre janeiro e maio.</P><br />
<P>O setor imobiliário continuou a ser o principal fator de pressão, com o investimento a cair 18% nos primeiros seis meses do ano.</P><br />
<P>Também o investimento na indústria transformadora registou uma diminuição de 1,2%, enquanto o investimento em infraestruturas, que tinha resistido na leitura anterior, recuou 2,4%.</P><br />
<P>As vendas de imóveis novos, medidas pela área de construção comercializada, caíram 11,6% em termos homólogos no primeiro semestre, aprofundando a descida em 0,8 pontos percentuais face aos dados acumulados até maio.</P><br />
<P> </P><br />
<P>JPI //</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789378]]></sapo:autor>
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		<title>Mundial2026: Campeã Argentina e Inglaterra procuram segunda vaga na final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:06:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A campeão em título Argentina e a Inglaterra disputam hoje a segunda vaga na final do Mundial de futebol de 2026, no domingo, na qual já está a Espanha, que bateu a França, por 2-0, na terça-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A campeão em título Argentina e a Inglaterra disputam hoje a segunda vaga na final do Mundial de futebol de 2026, no domingo, na qual já está a Espanha, que bateu a França, por 2-0, na terça-feira.</P><br />
<P>Na segunda meia-final, marcada para o Estádio Mercedez-Benz, em Atlanta, pelas 15:00 locais (20:00 em Lisboa), os argentinos procuram uma sétima final, e segunda consecutiva, depois de 1930, 1978, 1986, 1990, 2014 e 2022, enquanto os ingleses tentam repetir o feito único de 1966.</P><br />
<P>Há 60 anos, a formação dos três &#8216;leões&#8217; começou precisamente por bater os argentinos no primeiro jogo a eliminar, então dos &#8216;quartos&#8217;, por 1-0, com um golo de Geoff Hurst, superando depois Portugal e, na final, a RFA (4-2, após prolongamento).</P><br />
<P>Depois disso, a Argentina já ripostou, primeiro num dos mais famosos jogos da história dos Mundiais, o 2-1 dos &#8216;quartos&#8217; de 1986, selado com um &#8216;bis&#8217; de Diego Armando Maradona, primeiro com a &#8216;mão de Deus&#8217; e depois após fintar meia equipa inglesa.</P><br />
<P>Em 1998, nos &#8216;oitavos&#8217;, a formação sul-americana voltou a superiorizar-se, agora nos penáltis (4-3), depois de 2-2 nos 120 minutos, num embate marcado pela expulsão do inglês David Beckham, após &#8216;desentendimento&#8217; com o argentino Diego Simeone.</P><br />
<P>A Inglaterra está nas &#8216;meias&#8217; depois de três jogos muitos complicados a eliminar, frente à República Democrática do Congo (2-1), ao México (3-2) e à Noruega (2-1, no tempo extra), sendo que a Argentina ainda penou mais, perante Cabo Verde (3-2, no tempo extra), Egito (3-2) e Suíça (3-1, no tempo extra).</P><br />
<P>No conjunto de Thomas Tuchel, o protagonismo tem sido dividido a &#8216;meio&#8217; entre Hary Kane e Jude Bellingham, ambos com seis golos &#8212; somam em conjunto 12 dos 13 tentos dos ingleses, que sofreram seis &#8211; e uma assistência.</P><br />
<P>Por seu lado, Lionel Messi, que durante a prova completou 39 anos, tem sido a grande figura da Argentina, com oito golos e duas assistências, isto tendo desperdiçado dois penáltis, num conjunto que soma 17 marcados e seis sofridos.</P><br />
<P>A final, que já se sabe que será inédita, realiza-se no domingo, pelas 15:00 (20:00), no Estádio MetLife, em East Rutherford, enquanto o embate de apuramento do terceiro e quarto classificados está marcado para sábado, no Estádio Hard Rock, em Miami Gardens, às 17:00 (22:00).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789377]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Arqueólogos redescobrem um dos primeiros hospitais do Atlântico em Cabo Verde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:05:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Arqueólogos estão a escavar uma encosta da Cidade Velha, primeira capital de Cabo Verde, e a devolver à luz do dia as ruínas de um dos hospitais pioneiros no Atlântico, com cerca de 500 anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Arqueólogos estão a escavar uma encosta da Cidade Velha, primeira capital de Cabo Verde, e a devolver à luz do dia as ruínas de um dos hospitais pioneiros no Atlântico, com cerca de 500 anos.</P><br />
<P>&#8220;Será mesmo um dos primeiros&#8221;, admite André Teixeira, arqueólogo da Universidade Nova de Lisboa, que colabora com o Instituto do Património Cultural (IPC) cabo-verdiano.</P><br />
<P>O espaço &#8220;aparece em documentação desde finais do século XV, portanto, entre 30 a 40 anos após a descoberta de Cabo Verde&#8221;, em 1460.</P><br />
<P>&#8220;Desde o início da expansão além-mar que se percebe que é preciso haver espaços de assistência. Esta é uma dessas primeiras experiências. Cabo Verde é, a muitos títulos, um espaço de experimentação&#8221; nas rotas portuguesas da época, refere.</P><br />
<P>Os trabalhos já duram há ano e meio e a redescoberta levou as autoridades a redesenhar o projeto de requalificação daquela zona da cidade classificada como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, em inglês).</P><br />
<P>Num projeto com apoio do Banco Mundial, as ruínas do complexo da Misericórdia vão acolher o primeiro núcleo museológico da Cidade Velha, a 10 quilómetros da cidade da Praia, com muitas histórias para contar.</P><br />
<P>Por exemplo, André Teixeira mostra à Lusa os restos de um cachimbo que se supõe tenha sido usado no antigo hospital, encontrado no subsolo, ao lado de pedaços de porcelanas.</P><br />
<P>&#8220;O fumo para aliviar as dores não é inédito nestes contextos hospitalares&#8221;, descreve.</P><br />
<P>Um dos membros da equipa, num trabalho minucioso, continua a picar o chão e bate em alguma coisa: devagar e com ajuda de uma escova, surge do meio da terra mais um pedaço de cerâmica &#8212; certamente de produção local, aponta André.</P><br />
<P>Tem sinais de ter ido ao lume e há ossos de galinha desenterrados mesmo ao lado, naquilo que pode ter sido uma cozinha ou refeitório no rés-do-chão do antigo hospital.</P><br />
<P>A equipa vai &#8220;removendo a montanha e as estruturas vão emergindo&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>O edifício, incrustado numa encosta rochosa que os séculos se encarregaram de cobrir com terra, teria um primeiro andar com enfermarias (nota-se o nível do chão) e terá sido abandonado no século XIX, reflexo da mudança da capital para a cidade da Praia.</P><br />
<P>Com o tempo, acabou por ficar soterrado, tal como a base da antiga Igreja da Misericórdia, cuja nave central está à vista, mas das paredes restam apenas vestígios, alguns com pedaços de azulejos pintados junto ao chão, com as variações de cor a testemunhar a passagem do tempo.</P><br />
<P>A torre sineira &#8212; que era o único pedaço do complexo que estava à superfície &#8211;, continua de pé e completa o quadro, juntamente com as capelas laterais e o que se julga ter sido a residência do bispo, com um pavimento e escadaria preservados, acima do complexo.</P><br />
<P>&#8220;Este espaço funcionou como sé de Cabo Verde durante mais de um século, enquanto não era concluída a construção da catedral, lá no alto&#8221;, detalha André Teixeira.</P><br />
<P>Há &#8220;uma grande presença religiosa, central, como era tradição, a igreja, em comunicação com o hospital&#8221;, evocando &#8220;a dupla função das misericórdias, a assistência social e na saúde&#8221;.</P><br />
<P>Em fevereiro de 2025, numa fase inicial das prospeções, André Teixeira dizia à Lusa, no memo local, que ainda só se vislumbrava &#8220;a ponta do iceberg&#8221;.</P><br />
<P>Havia &#8220;o topo de dois murinhos&#8221; e &#8220;não se via mais nada&#8221;, recorda, mas o resultado surpreendeu a equipa da Nova e do IPC.</P><br />
<P>&#8220;Só víamos pequenas estruturas do complexo da Misericórdia, mas agora, depois de várias campanhas de escavação, estamos a descobrir uma estrutura monumental, com maior dimensão do que pensávamos&#8221;, refere à Lusa Jaylson Monteiro, arqueólogo do IPC.</P><br />
<P>A prazo, &#8220;tudo vai estar completamente diferente: há um projeto de arquitetura finalizado, vai haver um espaço musealizado e uma estrutura de proteção, para evitar degradação por chuvas ou intempéries. Isto vai ter outra imagem&#8221;, diz.</P><br />
<P>O objetivo é enriquecer o roteiro de visita da Cidade Velha, com a preservação do património aliada ao usufruto dos residentes e ao turismo &#8212; motor da economia cabo-verdiana e em crescimento nos últimos anos, fruto do aumento de ligações aéreas com a Europa.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789376]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA: São Tomé/Eleições: Nito d&#8217;Abreu nega divisão na ADI e garante partido unido em torno da candidatura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:05:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>São Tomé, 15 jul 2026 (Lusa) &#8212; O candidato presidencial são-tomense Nito d&#8217;Abreu negou em entrevista à Lusa qualquer divisão na ADI, que garantiu estar unida em torno da candidatura, à exceção de &#8220;um grupinho&#8221; que tentou &#8220;uma rebelião&#8221;, sem sucesso.</P><br />
<P>O candidato apoiado pelo partido no poder, a Ação Democrática Independente (ADI), refuta a ideia de que qualquer divisão interna possa afetar a candidatura às presidenciais que se realizam no domingo, apesar de existir uma ala que se opõe ao líder Patrice Trovoada e apoia a candidatura do atual Presidente, Carlos Vila Nova.</P><br />
<P>&#8220;A ADI não está dividida. Está [mobilizada] em torno de uma candidatura que é a minha candidatura, [de] um militante que cresceu dentro do partido&#8221;, salientou, argumentando que existe apenas &#8220;um pequeno número de militantes, que tendem a criar rebelião interna&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;E até pensavam, talvez, que tinham 30% ou 40% da militância. Mas, nos 15 dias, os últimos cenários até aqui, já tem estado a revelar que o militante do ADI manteve-se firme. (&#8230;) O atual líder é Patrice Trovoada. Então, logo caiu por terra essa questão&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Sobre a tensão política que se vive desde o início de 2025, quando o atual Presidente e recandidato, Carlos Vila Nova &#8211; alegando prolongadas ausências do país e deslealdade institucional -, exonerou o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, líder da ADI, Nito d&#8217;Abreu fica-se por duas ideias principais.</P><br />
<P>Primeiro, a de que o próprio Nito d&#8217;Abreu foi um pilar para a eleição em 2021 de Carlos Vila Nova, então apoiado pela ADI. E, segundo, aponta o recandidato como um adversário político e não com um inimigo, sendo que prefere não fazer qualquer apreciação sobre o primeiro mandato de Vila Nova. E porquê? &#8220;Caso eu tiver que falar, possivelmente teria considerações que não são boas&#8221;, num momento em que se assiste a uma &#8220;usurpação do poder&#8221;, resumiu.</P><br />
<P>O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D&#8217;Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.</P><br />
<P>Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789375]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA: São Tomé/Eleições: É urgente um plano nacional, o povo está cansado dos velhos rostos e velhas manias &#8212; Nito d&#8217;Abreu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:05:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>São Tomé, 15 jul 2026 (Lusa) &#8212; O candidato a Presidente de São Tomé e Príncipe Nito d&#8217;Abreu defendeu, em entrevista à Lusa, a urgência de um plano nacional e avisou que o povo está cansado &#8220;dos velhos rostos&#8221; e de &#8220;velhas manias&#8221;.</P><br />
<P>O candidato apoiado pelo partido no poder, a Ação Democrática Independente (ADI), afirmou que o futuro Presidente, a ser eleito no próximo domingo, deve sentar-se à mesa com o Governo, com as outras instituições, para formular &#8220;um plano que possa elevar o país a atingir o desenvolvimento desejado&#8221;.</P><br />
<P>Nito d&#8217;Abreu sustenta que &#8220;São Tomé e Príncipe, enquanto Estado, distraiu-se muito&#8221; e o resultado está à vista: não existe uma &#8220;política forte que possa catapultar o setor económico&#8221;, razão pela qual necessita urgentemente de um plano &#8211; inclusivo, que envolva todos os parceiros, também internacionais, bem como todos os partidos políticos -, focado sobretudo na educação, saúde, setor energético e indústrias.</P><br />
<P>&#8220;Nenhum Estado se faz sem um plano de 10, 20, 30, 50 anos. Ou mais. (&#8230;) E nós não temos um que diz [em] &#8216;dois, três, quatro anos queremos estar nessa posição&#8217;. Não temos. Eu, enquanto Presidente da República, o meu primeiro passo é este&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Segundo dados do Banco Mundial, 13% dos pouco mais de 209 mil habitantes vive abaixo da linha de pobreza (três dólares/dia). O Produto Interno Bruto (PIB) real &#8216;per capita&#8217; estagnou e apenas 21% da população com 15 ou mais anos está empregada, o que pode explicar a crescente vaga migratória são-tomense nos últimos anos, face à falta de oportunidades no arquipélago.</P><br />
<P>Cerca de 18% da população são-tomense emigrou nos últimos anos e mais de metade para Portugal, com os últimos números das autoridades portuguesas a mostrarem que quadruplicou entre 2021 e 2025, para quase 47 mil pessoas, a maioria a concentrar-se na região de Lisboa.</P><br />
<P>&#8220;Tocou aqui no aspeto de fuga das pessoas do país (&#8230;). São maioritariamente jovens, com menos de 30 anos. Este é o grande problema. E a visão que eu tenho é formação profissional. O mundo está muito focado em ter indivíduos formados em licenciatura, em doutoramento, em mestrado. São necessários, sim. Mas a questão de formação profissional é demasiado importante&#8221;, defendeu o também líder parlamentar da ADI.</P><br />
<P>As soluções, advogou, podem ser encontradas com investimento em áreas como a energia (também a renovável) e o turismo, cujo potencial é reconhecido, mas sem aproveitamento por quem é responsável por definir e desenvolver políticas nacionais.</P><br />
<P>Outro exemplo, enumerou, é a agricultura: &#8220;Temos terra, enfim, estamos no topo quase dos países de terra fértil. Não estamos a aproveitar esse setor&#8221;.</P><br />
<P>Ou seja, argumentou, é necessário &#8220;investimento, (&#8230;) parceiros que possam (&#8230;) ajudar nestes setores, [para] fazer diminuir esta fuga das pessoas, fuga da massa juvenil para o estrangeiro&#8221;.</P><br />
<P>A abstenção crescente preocupa-o. Afinal, a abstenção em 2018 não chegou aos 20% nas legislativas, mas nas últimas presidenciais já ultrapassava os 30%. &#8220;É um fenómeno que nos últimos tempos se tem assistido muito em São Tomé e Príncipe, porque o cidadão tem perdido a confiança na liderança&#8221;, apontou, explicando que os são-tomenses &#8220;têm demonstrado que estão cansados, não dos velhos rostos apenas, das velhas manias&#8221;.</P><br />
<P>Está confiante que, com a sua candidatura, &#8220;muitos vão sair de casa para votar&#8221;, sublinhando a sua juventude, mas também o facto de oferecer &#8220;uma prática diferente&#8221;.</P><br />
<P>O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D&#8217;Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.</P><br />
<P>Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789374]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>Irão: Embaixador em Lisboa desdramatiza ausência do novo aiatola em público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:05:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** José Sousa Dias (texto), Miguel Lopes (foto) e Pedro Lapinha (vídeo) ***</P><br />
<P> </P><br />
<P>Lisboa, 15 jul 2026 (Lusa) &#8212; O embaixador do Irão em Lisboa desdramatizou hoje a ausência do novo líder supremo iraniano em público, a promessa de Mojtaba Khamenei vingar a morte do pai, responsabilizando os EUA pelo conflito entre Teerão e Washington.</P><br />
<P>Em entrevista à Lusa, Majid Tafreshi sustentou que a promessa do novo aiatola foi feita num contexto associado ao fim das cerimónias fúnebres de Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro na sequência de bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel e cujas exéquias terminaram a 09 deste mês.</P><br />
<P>&#8220;O Irão está a seguir o que assinou [no acordo de cessar-fogo]. Esse valor islâmico é um valor da civilização, que quando se assina algo, tem de se obedecer. Os Estados Unidos muitas vezes ignoraram e corromperam aquilo com que concordaram&#8221;, argumentou o diplomata iraniano.</P><br />
<P>E é nessa base que Tafreshi considerou que se Mojtaba Khamenei ainda não apareceu em público desde que foi nomeado líder supremo do Irão, a 08 de março, tal se deve a &#8220;razões de segurança&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Isso é um problema de segurança. Os nossos inimigos estão a procurar encontrar pessoas inocentes. Como pode o nosso novo líder estar numa situação muito segura e sair? É um problema de segurança&#8221;, disse, realçando, contudo, que Mojtaba Khamenei &#8220;já aparece&#8221; em mensagens.</P><br />
<P>&#8220;Já apareceu. A comunidade internacional e os iranianos estão a receber as suas mensagens. Não são mensagens de [a plataforma] ChatGPT. Ele está a escrever. Mas tudo depende das questões de segurança. O importante é que está em funções, nomeou muitas pessoas para cargos políticos e judiciais. Está a fazer o seu trabalho. O que é importante para o nosso próprio povo é a sua segurança&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O diplomata iraniano insistiu, por outro lado, na soberania do Irão sobre o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo, considerando que as leis internacionais e o Direito Marítimo estão do lado de Teerão.</P><br />
<P>Questionado sobre quem está a violar o protocolo de acordo de cessar-fogo, assinado a 17 de junho, Tafreshi apontou o dedo aos Estados Unidos, &#8220;que adicionaram o estreito de Ormuz à guerra&#8221;, atacando &#8220;sem razão nenhuma&#8221; cerca de uma centena de navios iranianos &#8220;inocentes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Devia perguntar sobre aqueles que estão a violar a paz e a segurança, não somente no território da Irão, mas também nas águas territoriais iranianas e ainda no estreio de Ormuz. Os Estados Unidos são a principal causa dessa violação. Eles afirmam que têm o direito de garantir uma passagem segura. [&#8230;] Os EUA são anti-internacionalistas, anti-oficiais, anti-soluções orientadas para a paz&#8221;, argumentou.</P><br />
<P>Tafreshi reivindicou que o Irão procura a paz, exemplificando que não atacou os países árabes nos últimos 200 anos, mesmo quando os países muçulmanos apoiaram o regime do antigo presidente iraquiano Saddam Hussein durante os oito anos de guerra (1980-88), admitindo que o faz agora, mas só ao atacar as bases militares que os Estados Unidos criaram &#8220;sem qualquer razão&#8221; na região.</P><br />
<P>&#8220;O que queremos é ver-nos livre dos estrangeiros. O Irão tem maturidade suficiente para manter a paz e a segurança em toda a região. Não precisamos de atores estrangeiros na nossa região&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>&#8220;Se os estrangeiros vierem, são muito bem-vindos, mas para investimento, para encorajar a paz e não para criar bases militares. O significado das bases militares e de um elevado orçamento de defesa na Europa é a guerra. Não se pode falar sobre um orçamento de defesa e não falar sobre o que é alimentar uma guerra&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Para Tafreshi, ninguém no Irão quer guerra, pelo que deve haver &#8220;uma verdadeira negociação com foco no compromisso com a paz&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O Irão precisa de turistas, não de terroristas, precisa de investimentos, não de ataques e violações. Para isso, não é importante quem está no poder. É a filosofia de poder ter um país mais seguro e mais orientado para o bem-estar. O que precisamos é de paz e segurança&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Nesse sentido, o diplomata iraniano defendeu, sem fazer referência ao programa nuclear do país, que o Médio Oriente deve tornar-se uma &#8220;zona nuclear livre&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Precisamos de uma zona nuclear livre no Médio Oriente, livre de armas químicas e biológicas, de armas químicas. As pequenas empresas podem fazer algo cem vezes mais do que há 20 anos, porque há mais tecnologia&#8221;, defendeu.</P><br />
<P>&#8220;As pessoas encontram-se em todos os fóruns. Agora, no Campeonato do Mundo, as pessoas juntam-se e falam juntos. Não perguntam a nacionalidade nem em que acreditam. Gostarão de ver futebol, de ouvir música, ou de trabalhar juntos. Isso é importante. Se os políticos acreditam que são os verdadeiros representantes da sua própria nação, então devemos tentar minimizar o risco de tensão e criar cada vez mais compromissos&#8221; para a paz, concluiu.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789373]]></sapo:autor>
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		<title>Economia chinesa regista crescimento mais baixo desde 2022 entre abril e junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 03:44:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A economia chinesa desacelerou para um crescimento homólogo de 4,3% entre abril e junho, o ritmo de crescimento mais lento desde o último trimestre de 2022, segundo dados divulgados hoje pelas autoridades chinesas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A economia chinesa desacelerou para um crescimento homólogo de 4,3% entre abril e junho, o ritmo de crescimento mais lento desde o último trimestre de 2022, segundo dados divulgados hoje pelas autoridades chinesas.</P><br />
<P>O resultado vem depois da economia do país ter registado uma expansão de 5% no primeiro trimestre de 2026. Apesar da desaceleração, as exportações continuaram a apresentar um desempenho robusto, impulsionadas em parte pelo crescimento da inteligência artificial e pela forte procura mundial de veículos elétricos produzidos na China.</P><br />
<P>Segundo dados das alfândegas chinesas, as exportações aumentaram 17,6% no primeiro semestre face ao mesmo período do ano passado e aceleraram para 27% em junho.</P><br />
<P>Em contrapartida, o consumo interno e o investimento permaneceram fracos, limitando o impacto positivo das exportações sobre a atividade económica.</P><br />
<P>Para o conjunto de 2026, as autoridades chinesas fixaram uma meta de crescimento entre 4,5% e 5%, abaixo da expansão de 5% registada no ano passado.</P><br />
<P>O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu recentemente em alta a previsão para o crescimento da economia chinesa este ano, em 0,2 pontos percentuais, para 4,6%, mas prevê uma desaceleração para 4,1% em 2027.</P><br />
<P>Vários economistas consideram que o modelo de crescimento chinês se tornou cada vez mais desequilibrado, à medida que o forte apoio estatal e o investimento privado se concentram em setores estratégicos como a inteligência artificial, os semicondutores e a robótica, enquanto áreas como a indústria transformadora de menor valor acrescentado e os serviços intensivos em mão de obra continuam a perder dinamismo.</P><br />
<P>A rápida expansão da inteligência artificial e da robótica tem igualmente suscitado preocupações quanto à capacidade da economia para criar emprego suficiente e sustentar o crescimento no longo prazo.</P><br />
<P>&#8220;O modelo de crescimento da China tornou-se cada vez mais desequilibrado&#8221;, afirmou Eswar Prasad, professor de Economia e Política Comercial da Universidade de Cornell, citado pela agência Associated Press.</P><br />
<P>Segundo o académico, as famílias chinesas continuam a restringir o consumo devido à prolongada crise do setor imobiliário e às incertezas em torno do emprego e dos salários.</P><br />
<P>Em sentido contrário, as exportações de produtos de alta tecnologia, como veículos elétricos, semicondutores e equipamentos eletrónicos, continuam a crescer rapidamente, apoiadas pelos incentivos públicos concedidos a setores considerados prioritários por Pequim.</P><br />
<P>Para Wei Li, responsável pelos investimentos da BNP Paribas Securities (China), a economia chinesa atravessa atualmente &#8220;uma transição significativa&#8221;.</P><br />
<P> </P><br />
<P>JPI //</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789372]]></sapo:autor>
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		<title>Cuba começa restabelecimento de energia após terceiro apagão em 10 dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 03:23:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Cuba começou a restabelecer o sistema elétrico do país na terça-feira à noite, após uma terceira falha total em menos de dez dias, que volta a pôr à prova o quotidiano dos 9,6 milhões de habitantes da ilha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cuba começou a restabelecer o sistema elétrico do país na terça-feira à noite, após uma terceira falha total em menos de dez dias, que volta a pôr à prova o quotidiano dos 9,6 milhões de habitantes da ilha.</P><br />
<P>Cuba, que tem sido afetada pela escassez de combustível devido ao bloqueio petrolífero norte-americano, ficou novamente sem eletricidade devido a uma &#8220;oscilação&#8221; no sistema, provocada pela paragem súbita de uma central termoelétrica, o que gerou um desequilíbrio &#8220;abrupto&#8221; entre produção e consumo.</P><br />
<P>Na terça-feira à noite, cerca das 20:00 locais (02:00, hora de Lisboa), apenas 11,5% dos lares de Havana, cerca de 1,7 milhões de habitantes, tinham eletricidade, informou a União Elétrica de Cuba (UNE).</P><br />
<P>Foi a terceira falha geral desde o início de julho e a quinta desde o começo do ano. As duas anteriores ocorreram na semana passada e demoraram mais de 24 horas a serem resolvidas, apesar de os cortes prolongados serem quase permanentes devido à baixa produção.</P><br />
<P>&#8220;Não tenho palavras&#8221;, lamentou à agência France-Presse (AFP) Maria Caridad Alvarez, dona de casa de 62 anos. &#8220;Quando acordei de manhã, a luz tinha voltado e consegui cozinhar feijão, mas agora que saio, já voltou a faltar. Parece que não há solução&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>A crise energética está &#8220;a matar o entusiasmo de viver&#8221;, testemunhou a sexagenária.</P><br />
<P>David Matias Rodriguez, reformado de 82 anos, disse estar preocupado com &#8220;as três pequenas coisas&#8221; que guarda no frigorífico.</P><br />
<P>Nas últimas semanas, os cortes chegaram a durar mais de 30 horas seguidas em Havana e vários dias nas províncias, apesar de um programa de construção de parques solares iniciado há dois anos.</P><br />
<P>Habitantes de zonas mais afetadas têm manifestado regularmente a sua frustração, incendiando montes de lixo ou batendo em panelas.</P><br />
<P>Em crise económica há cinco anos, Cuba sofre cortes frequentes devido à idade avançada das infraestruturas e à falta de combustível. A situação agravou-se desde que Washington bloqueou entregas de combustível para grupos geradores, que complementam a produção das sete centrais termoelétricas envelhecidas.</P><br />
<P>&#8220;Esta situação deve-se principalmente ao estado do nosso sistema elétrico, agravado pelas decisões dos Estados Unidos&#8221;, afirmou terça-feira o ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy. </P><br />
<P>&#8220;É praticamente uma guerra que vivemos&#8221;, disse, sublinhando a &#8220;ausência total de combustível&#8221; e a impossibilidade de obter peças de substituição para as centrais.</P><br />
<P>Segundo a UNE, a escassez de combustível torna a rede mais vulnerável a falhas e atrasa os trabalhos de restabelecimento, ao impedir o uso de geradores de emergência.</P><br />
<P>Desde janeiro, Washington apenas autorizou a chegada, em março, de um navio russo com 100.000 toneladas de crude, reservas entretanto esgotadas.</P><br />
<P>As relações entre EUA e Cuba deterioraram-se desde o início do ano, sobretudo após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Havana.</P><br />
<P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, considera a ilha comunista, situada a 150 quilómetros da Florida, &#8220;uma ameaça extraordinária&#8221; à segurança nacional dos EUA e já advertiu várias vezes que poderá &#8220;tomar o controlo&#8221; de Cuba.</P><br />
<P>Os dois países mantêm negociações difíceis. No final de junho, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodriguez, reconheceu que não havia &#8220;qualquer progresso&#8221; nas conversações em curso.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789371]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tríade de Hong Kong suspeita de ataque a analista japonês em Taiwan</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/triade-de-hong-kong-suspeita-de-ataque-a-analista-japones-em-taiwan/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 03:05:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades de Taiwan afirmaram na terça-feira que vão investigar qualquer suspeita de "repressão transnacional", após notícias avançarem que a agressão contra um comentador político japonês poderá ter envolvido membros de uma tríade de Hong Kong.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As autoridades de Taiwan afirmaram na terça-feira que vão investigar qualquer suspeita de &#8220;repressão transnacional&#8221;, após notícias avançarem que a agressão contra um comentador político japonês poderá ter envolvido membros de uma tríade de Hong Kong.</P><br />
<P>As declarações surgem depois de a revista taiwanesa Mirror Media ter noticiado que o ataque teria sido orquestrado por elementos da organização criminosa Wo Shing Wo, sediada em Hong Kong, com o suspeito a receber instruções do estrangeiro.</P><br />
<P>Segundo a agência central taiwanesa CNA, a porta-voz da Presidência de Taiwan, Karen Kuo, disse que o caso continua sob investigação por procuradores e polícia.</P><br />
<P>&#8220;O Governo leva muito a sério qualquer repressão transnacional levada a cabo por grupos autoritários contra vozes dissidentes em todo o mundo&#8221;, afirmou Kuo na terça-feira, acrescentando que as autoridades apoiam uma investigação completa e trabalham com países afins para combater crimes transfronteiriços.</P><br />
<P>&#8220;Taiwan, como sociedade democrática regida pelo Estado de direito, nunca tolerará que forças autoritárias estrangeiras utilizem gangues, violência ou intimidação para oprimir ou atacar quem valoriza a liberdade e a democracia&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>Kuo acrescentou que todos os envolvidos serão investigados e processados de acordo com a lei, incluindo autores, mandantes e quem tenha fornecido informações ou apoio para facilitar tais crimes.</P><br />
<P>Yaita, o diretor executivo do Indo-Pacific Strategy Thinktank em Taipé, foi agredido no rosto por um homem de Hong Kong após uma palestra num hotel na cidade taiwanesa de Taichung, a 07 de julho. </P><br />
<P>O analista é natural do Japão, ex-jornalista e detentor da cidadania da República da China (Taiwan).</P><br />
<P>A polícia deteve o suspeito, de apelido Liu, nesse mesmo dia no aeroporto internacional de Taichung, quando tentava deixar Taiwan.</P><br />
<P>O Conselho para os Assuntos do Continente descreveu o caso como a primeira suspeita de repressão transnacional em Taiwan desde que a República Popular da China implementou, a 01 de julho, uma Lei de Promoção da Unidade Étnica e Progresso.</P><br />
<P>A legislação estabelece que a unidade étnica deve ser promovida por todos os órgãos governamentais e empresas privadas, incluindo governos locais e organizações afiliadas ao Estado, com a Amnistia Internacional a afirmar que poderá ser usado para justificar a repressão transnacional contra cidadãos e ativistas no exterior.</P><br />
<P>Os procuradores taiwaneses, contudo, não divulgaram provas que liguem a agressão à legislação ou a outras organizações.</P><br />
<P>Taiwan, uma democracia autogovernada reclamada por Pequim, mantém profundos laços culturais e históricos com a China.</P><br />
<P>Pequim considera o Governo do Partido Democrático Progressista (DPP) de Taiwan como &#8220;separatista&#8221; e cortou os contactos oficiais em 2016, após a reeleição da Presidente Tsai Ing-wen.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789370]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Estados Unidos restabelecem bloqueio a portos iranianos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 02:30:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As forças armadas dos Estados Unidos restabeleceram hoje o bloqueio aos portos iranianos devido a ataques de Teerão contra navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As forças armadas dos Estados Unidos restabeleceram hoje o bloqueio aos portos iranianos devido a ataques de Teerão contra navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz.</P><br />
<P>O Comando Central dos EUA anunciou ter realizado uma nova vaga de ataques a várias áreas no Irão na terça-feira antes de restabelecer o bloqueio durante a madrugada, com sirenes de alerta de mísseis a soar no Bahrein e no Kuwait perante ataques iranianos, uma ocorrência diária que pressiona ainda mais o cessar-fogo.</P><br />
<P>Poucas horas depois, os media estatais iranianos relataram trocas de tiros no estreito, com o almirante norte-americano Brad Cooper, chefe do Comando Central, a afirmar que o Irão lançou dezenas de mísseis e drones contra países árabes vizinhos.</P><br />
<P>&#8220;Os EUA estão a responsabilizar o Irão por agressões injustificadas que continuam a pôr em risco vidas inocentes&#8221;, disse Cooper.</P><br />
<P>Há pelo menos 19 navios de guerra norte-americanos no mar Arábico, incluindo dois porta-aviões e um navio de assalto anfíbio com mais de mil fuzileiros a bordo. O Comando Central referiu ainda que &#8220;centenas de aeronaves militares operam em todo o Médio Oriente&#8221;.</P><br />
<P>Dias de ataques retaliatórios no Médio Oriente por parte do Irão e a disputa entre ambos os países pelo controlo do estreito de Ormuz ameaçam empurrar a região de novo para uma guerra em larga escala.</P><br />
<P>Os EUA tinham imposto um bloqueio do estreito em meados de abril, levantando-o em junho, um dia após a assinatura do acordo provisório que previa 60 dias de negociações sobre questões como o programa nuclear iraniano. As conversações, porém, estagnaram com o agravamento dos combates pelo estreito.</P><br />
<P>Ao anunciar o regresso do bloqueio na segunda-feira, o Presidente Donald Trump disse que iria impor uma taxa de 20% aos navios que atravessassem o estreito, mas abandonou a ideia horas depois, alegando pedidos de aliados do Golfo Pérsico.</P><br />
<P>Trump declarou depois ter sido contactado por &#8220;reis e emires&#8221; da região, que propuseram investir &#8220;milhares de milhões de dólares&#8221; nos EUA em vez de pagar taxas de passagem.</P><br />
<P>&#8220;Prefiro esse arranjo a cobrar portagens, porque não acho que alguém deva poder cobrar uma taxa pelo estreito&#8221;, disse.</P><br />
<P>O plano de cobrar taxas teria representado uma mudança na política norte-americana e uma rutura com a promessa de manter o estreito aberto sem portagens.</P><br />
<P>Trump disse ainda à emissora Fox News que novos ataques contra o Irão ocorreriam nos próximos dias, podendo atingir pontes e centrais elétricas já na próxima semana, caso não retomem as negociações.</P><br />
<P>O acordo provisório previa passagem gratuita pelo estreito durante 60 dias, mas deixou em aberto o futuro, com Teerão a afirmar ter direito a gerir o tráfego e cobrar taxas, posição contestada por Washington.</P><br />
<P>O preço do barril de Brent chegou a ultrapassar os 87 dólares (cerca de 74 euros) terça-feira, ainda abaixo dos quase 120 dólares (102 euros) registados no auge da guerra, mas caiu para 78 dólares (66 euros) após o anúncio de Trump.</P><br />
<P>Mediadores regionais, liderados pelo Paquistão, continuam a tentar reativar o cessar-fogo, com delegações do Líbano e de Israel a reunir-se terça-feira em Roma, enquanto prosseguem negociações mediadas pelos EUA.</P><br />
<P>Após o início da guerra, o Hezbollah juntou-se ao conflito em apoio ao Irão, atacando Israel, que respondeu com uma invasão terrestre ao sul do Líbano. </P><br />
<P>No mês passado, Líbano e Israel anunciaram um &#8220;acordo-quadro&#8221; para a retirada das forças israelitas em troca do desarmamento do Hezbollah, mas a implementação está bloqueada.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789369]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ucrânia: Bolívia investiga recrutamentos fraudulentos para o exército russo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-bolivia-investiga-recrutamentos-fraudulentos-para-o-exercito-russo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 01:37:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público da Bolívia anunciou estar a investigar possíveis recrutamentos de homens pelo exército russo para combater na Ucrânia, através de falsas ofertas de emprego.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Ministério Público da Bolívia anunciou estar a investigar possíveis recrutamentos de homens pelo exército russo para combater na Ucrânia, através de falsas ofertas de emprego.</P><br />
<P>Nos últimos dias, vídeos divulgados nas redes sociais mostram bolivianos com uniforme militar russo destacados em zonas de conflito.</P><br />
<P>&#8220;Já está em curso uma investigação&#8221;, declarou na terça-feira à imprensa o procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca.</P><br />
<P>&#8220;O Ministério Público especializado em tráfico e contrabando de seres humanos está a trabalhar&#8221;, disse, acrescentando que foram feitos pedidos de &#8220;cooperação internacional&#8221;.</P><br />
<P>As diligências concentram-se, em particular, no caso de José Maria Soleto, de 29 anos. </P><br />
<P>Numa gravação, Soleto relatou a sua vida em cenário de guerra com o primo e duas outras pessoas aparentemente oriundas do Peru e da Colômbia, países que também investigam possíveis recrutamentos fraudulentos de nacionais.</P><br />
<P>&#8220;O nosso quotidiano é pura adrenalina&#8221;, pode ouvir-se Soleto dizer no vídeo.</P><br />
<P>A esposa afirmou terça-feira que Soleto teria morrido. Vendedor de empanadas na Bolívia, teria deixado o país com a promessa de ganhar &#8220;16 mil dólares [14 mil euros]&#8221;.</P><br />
<P>Em maio, a embaixada da Rússia no Peru reconheceu, em comunicado, que cidadãos peruanos tinham assinado contratos para integrar as forças armadas russas, mas garantiu que se tratava de compromissos voluntários.</P><br />
<P>O Serviço de Informações Externas da Ucrânia (SZR) revelou que Moscovo planeia aumentar o número de recrutas estrangeiros de 16.000 para 18.500, geralmente trazidos para a Rússia como migrantes laborais.</P><br />
<P>Segundo a agência, Moscovo não interrompeu esta prática apesar dos protestos de parceiros estrangeiros. Os candidatos são frequentemente atraídos por promessas de trabalho bem remunerado, mas ao chegar são informados de que assinaram pessoalmente um contrato com o Ministério da Defesa russo.</P><br />
<P>O SZR denunciou ainda que o serviço de migração russo e órgãos policiais recorrem a chantagem e intimidação contra migrantes laborais, na sua maioria oriundos da Ásia Central, para os forçar a assinar contratos. Em alguns casos, o incentivo oferecido é um caminho simplificado para a cidadania russa após um período de serviço militar.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789368]]></sapo:autor>
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		<title>Corrupção nacional gera consenso entre candidatos presidenciais de São Tomé e Príncipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 01:28:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os quatro candidatos a Presidente de São Tomé e Príncipe expressaram esta terça-feira à noite consenso sobre o efeito devastador da corrupção no país, no primeiro e único debate previsto nas eleições agendadas para domingo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>São Tomé, 15 jul 2026 (Lusa) &#8212; Os quatro candidatos a Presidente de São Tomé e Príncipe expressaram esta terça-feira à noite consenso sobre o efeito devastador da corrupção no país, no primeiro e único debate previsto nas eleições agendadas para domingo.</P><br />
<P>Quando Nito d&#8217;Abreu afirmou que a corrupção em São Tomé e Príncipe &#8220;é a maior catástrofe que o país tem vivido neste meio século [de independência]&#8221; e que o estado da Justiça afasta qualquer investimento na economia, já o atual Presidente, Carlos Vila Nova, lembrara que ninguém coloca  dinheiro no país se os tribunais não funcionarem, tendo acabado uma das intervenções a defender que é preciso &#8220;fazer da Justiça uma causa nacional&#8221;. </P><br />
<P>Já o jurista Eugénio Tiny falou numa &#8220;ferida cancerosa que está a destruir o país&#8221;, argumentando que só pode existir uma Justiça forte se existir uma economia saudável.</P><br />
<P>Por sua vez, o advogado Miques João, denunciou existir uma &#8220;ingerência dos políticos nos tribunais&#8221; e lamentou o &#8220;flagelo nacional que é a corrupção&#8221;.</P><br />
<P>No debate que durou mais de duas horas na Televisão São-Tomense (TVS), a cinco dias das eleições e a cerca de três meses das legislativas, todos os quatro candidatos garantiram que, uma vez eleitos, respeitariam os resultados das urnas, prometendo uma coabitação institucional com o Governo que sair da vontade popular, sublinhando que o chefe de Estado não governa, mas que pode influenciar as políticas governativas.</P><br />
<P>Carlos Vila, que não conta agora com o apoio Ação Democrática Independente (ADI), recandidata-se suportado por uma plataforma da oposição, que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala dissidente da ADI.</P><br />
<P>Nito d&#8217;Abreu, líder parlamentar da ADI, é o candidato oficial, apoiado pela fação leal ao presidente do partido, Patrice Trovoada, cujo Governo foi demitido em janeiro de 2025 pelo chefe de Estado, Carlos Vila Nova. </P><br />
<P>Tem o apoio de uma plataforma eleitoral que inclui também o Movimento de Cidadãos Independentes &#8212; Partido Socialista (MCI &#8211; Partido Socialista), Partido de Unidade Nacional (PUN) e Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP).</P><br />
<P>Eugénio Andrade é o mais veterano dos candidatos e um dos dois candidatos sem apoios partidários conhecidos. Foi vice-presidente da Assembleia Nacional e cofundador do Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM).</P><br />
<P>Miques João é o mais jovem dos candidatos, com 41 anos. Foi suspenso pela Ordem dos Advogados, após várias acusações não consubstanciadas feitas contra membros da classe política e judiciária. </P><br />
<P>Em maio de 2025 foi preso preventivamente após ser acusado de abuso sexual de uma menor &#8212; o que classificou de cabala política -, mas foi libertado em agosto do mesmo ano e aguarda agora o desenrolar do processo em liberdade. Volta a não contar com qualquer apoio partidário. </P><br />
<P>O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho, mas Jorge Bom Jesus anunciou a sua desistência, ainda que já fora do prazo legal.</P><br />
<P>Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789367]]></sapo:autor>
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		<title>México pede a procuradores-gerais EUA que investiguem mortes ligadas ao ICE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 01:28:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O México pediu formalmente aos procuradores-gerais estaduais dos EUA que investiguem criminalmente casos de migrantes que morreram sob custódia do Serviço de Controlo de Imigração e Alfândegas (ICE) ou durante operações da agência, anunciou o Governo mexicano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O México pediu formalmente aos procuradores-gerais estaduais dos EUA que investiguem criminalmente casos de migrantes que morreram sob custódia do Serviço de Controlo de Imigração e Alfândegas (ICE) ou durante operações da agência, anunciou o Governo mexicano.</P><br />
<P>O pedido surge após a morte do imigrante mexicano Lorenzo Salgado Araujo, baleado por um agente do ICE em Houston. </P><br />
<P>Desde o início do segundo mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump, 17 migrantes mexicanos morreram em ações de aplicação da lei migratória &#8212; 14 sob custódia do ICE e três em operações da agência.</P><br />
<P>O Ministério dos Negócios Estrangeiros mexicano já tinha indicado que faria o pedido, formalizado esta terça-feira, e acrescentou que uma solicitação semelhante será enviada ao Departamento de Justiça dos EUA. Washington não está legalmente obrigado a agir sobre estes pedidos.</P><br />
<P>O Governo mexicano informou ainda que começou a enviar cartas a centros de detenção norte-americanos onde morreram migrantes mexicanos, exigindo que &#8220;cessem imediatamente as ações ou omissões que resultaram nestas mortes, como impedir o acesso a cuidados médicos rápidos e adequados, bem como a aplicação de políticas incompatíveis com normas médicas e penitenciárias&#8221;.</P><br />
<P>O primeiro centro a receber a carta foi o de Adelanto, na Califórnia, onde morreram quatro migrantes mexicanos. </P><br />
<P>Segundo a diplomacia mexicana, estas cartas são um primeiro passo para &#8220;a eventual apresentação de ações civis&#8221; contra as empresas que operam os centros de detenção, com o objetivo de travar violações de direitos humanos.</P><br />
<P>Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Roberto Velasco, afirmou que o México iria dirigir-se diretamente às autoridades norte-americanas para solicitar investigações criminais em casos de mexicanos mortos sob custódia do ICE ou em operações da agência.</P><br />
<P>Salgado Araujo, sem antecedentes criminais e residente nos EUA há 35 anos, foi baleado na última terça-feira quando conduzia a sua equipa de construção para um local de trabalho em Houston. </P><br />
<P>A sua morte desencadeou protestos na cidade e pedidos de investigação independente por parte de democratas e da família.</P><br />
<P>O Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o ICE, afirmou que o homem de 52 anos embateu contra um veículo da agência e que um agente federal disparou em legítima defesa.</P><br />
<P>Velasco enviou também uma carta a Volker Türk, alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, pedindo que as autoridades norte-americanas recolham informação sobre as mortes de migrantes mexicanos sob custódia do ICE e analisem a &#8220;compatibilidade destes acontecimentos com as obrigações internacionais em matéria de direitos humanos&#8221;.</P><br />
<P>O ministro solicitou ainda a Türk que peça a opinião do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre os casos e formule recomendações.</P><br />
<P>Os desenvolvimentos representam uma escalada na resposta da Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, à repressão migratória de Trump. </P><br />
<P>No início do ano, Sheinbaum ordenou às missões diplomáticas do México nos EUA que verificassem regularmente a situação dos detidos pelo ICE e o seu governo apresentou inclusive uma queixa a Türk.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789366]]></sapo:autor>
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		<title>Canadá quer assinar acordo com Mercosul antes do fim de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 01:12:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Canadá quer concluir um acordo comercial com o Mercosul antes do final do ano, com o objetivo de diversificar parceiros além dos Estados Unidos, declarou a ministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, durante uma visita ao Brasil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Canadá quer concluir um acordo comercial com o Mercosul antes do final do ano, com o objetivo de diversificar parceiros além dos Estados Unidos, declarou a ministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, durante uma visita ao Brasil.</P><br />
<P>&#8220;Concordámos em intensificar as negociações de livre comércio com vista à sua conclusão através de um acordo de impacto comercial significativo o mais cedo possível e, idealmente, antes do final de 2026&#8221;, afirmou Anand após um encontro em São Paulo com o homólogo brasileiro, Mauro Vieira, na terça-feira.</P><br />
<P>&#8220;Vamos duplicar os acordos comerciais não-americanos nas próximas décadas&#8221;, acrescentou a ministra.</P><br />
<P>Em 2025, em plena ofensiva tarifária dos Estados Unidos, o Canadá e os países do Mercosul (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai) retomaram negociações após vários anos de impasse.</P><br />
<P>&#8220;Já realizámos seis rondas de negociações que avançam muito bem, faltam ainda alguns detalhes a resolver&#8221;, disse Mauro Vieira.</P><br />
<P>Anita Anand reconheceu, no entanto, que um eventual acordo comercial com o Mercosul suscita &#8220;preocupações&#8221; no setor agrícola canadiano.</P><br />
<P>A assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) tinha sido adiada durante vários anos devido à contestação dos agricultores europeus, receosos da chegada de produtos sul-americanos mais baratos e sujeitos a regras sanitárias mais flexíveis.</P><br />
<P>O pacto acabou por ser assinado em janeiro e entrou em vigor de forma provisória em maio, aguardando ratificação pela UE.</P><br />
<P>Este mês o Mercosul também iniciou negociações para um Acordo de Parceria Económica e livre comércio com o Japão, que representa um novo passo na expansão do bloco para os mercados asiáticos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789365]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>São Tomé/Eleições: Corrupção nacional gera consenso entre candidatos presidenciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 00:10:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os quatro candidatos a Presidente de São Tomé e Príncipe expressaram esta terça-feira à noite consenso sobre o efeito devastador da corrupção no país, no primeiro e único debate previsto nas eleições agendadas para domingo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>São Tomé, 15 jul 2026 (Lusa) &#8212; Os quatro candidatos a Presidente de São Tomé e Príncipe expressaram esta terça-feira à noite consenso sobre o efeito devastador da corrupção no país, no primeiro e único debate previsto nas eleições agendadas para domingo.</P><br />
<P>Quando Nito d&#8217;Abreu afirmou que a corrupção em São Tomé e Príncipe &#8220;é a maior catástrofe que o país tem vivido neste meio século [de independência]&#8221; e que o estado da Justiça afasta qualquer investimento na economia, já o atual Presidente, Carlos Vila Nova, lembrara que ninguém coloca  dinheiro no país se os tribunais não funcionarem, tendo acabado uma das intervenções a defender que é preciso &#8220;fazer da Justiça uma causa nacional&#8221;. </P><br />
<P>Já o jurista Eugénio Tiny falou numa &#8220;ferida cancerosa que está a destruir o país&#8221;, argumentando que só pode existir uma Justiça forte se existir uma economia saudável.</P><br />
<P>Por sua vez, o advogado Miques João, denunciou existir uma &#8220;ingerência dos políticos nos tribunais&#8221; e lamentou o &#8220;flagelo nacional que é a corrupção&#8221;.</P><br />
<P>No debate que durou mais de duas horas na Televisão São-Tomense (TVS), a cinco dias das eleições e a cerca de três meses das legislativas, todos os quatro candidatos garantiram que, uma vez eleitos, respeitariam os resultados das urnas, prometendo uma coabitação institucional com o Governo que sair da vontade popular, sublinhando que o chefe de Estado não governa, mas que pode influenciar as políticas governativas.</P><br />
<P>Carlos Vila, que não conta agora com o apoio Ação Democrática Independente (ADI), recandidata-se suportado por uma plataforma da oposição, que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala dissidente da ADI.</P><br />
<P>Nito d&#8217;Abreu, líder parlamentar da ADI, é o candidato oficial, apoiado pela fação leal ao presidente do partido, Patrice Trovoada, cujo Governo foi demitido em janeiro de 2025 pelo chefe de Estado, Carlos Vila Nova. </P><br />
<P>Tem o apoio de uma plataforma eleitoral que inclui também o Movimento de Cidadãos Independentes &#8212; Partido Socialista (MCI &#8211; Partido Socialista), Partido de Unidade Nacional (PUN) e Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP).</P><br />
<P>Eugénio Andrade é o mais veterano dos candidatos e um dos dois candidatos sem apoios partidários conhecidos. Foi vice-presidente da Assembleia Nacional e cofundador do Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM).</P><br />
<P>Miques João é o mais jovem dos candidatos, com 41 anos. Foi suspenso pela Ordem dos Advogados, após várias acusações não consubstanciadas feitas contra membros da classe política e judiciária. </P><br />
<P>Em maio de 2025 foi preso preventivamente após ser acusado de abuso sexual de uma menor &#8212; o que classificou de cabala política -, mas foi libertado em agosto do mesmo ano e aguarda agora o desenrolar do processo em liberdade. Volta a não contar com qualquer apoio partidário. </P><br />
<P>O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho, mas Jorge Bom Jesus anunciou a sua desistência, ainda que já fora do prazo legal.</P><br />
<P>Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789364]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 13 milhões de crianças não foram vacinadas em 2025 &#8211; relatório</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 00:03:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 13 milhões de crianças não foram vacinadas em 2025 no mundo, o que pode comprometer a meta prevista na agenda da imunização global de reduzir esse número para 6,4 milhões em 2030.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de 13 milhões de crianças não foram vacinadas em 2025 no mundo, o que pode comprometer a meta prevista na agenda da imunização global de reduzir esse número para 6,4 milhões em 2030.</P><br />
<P>O alerta consta do relatório Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje divulgado, e que indica que, no último ano, um total de 13,5 milhões de crianças não receberam qualquer dose de vacinas, ficando vulneráveis a doenças preveníveis pela vacinação, enquanto outras 6,2 milhões obtiveram apenas proteção parcial.</P><br />
<P>Apesar destes números representarem menos 745.000 crianças sem qualquer dose da vacina do que em 2024, as duas organizações avisam que os dados de 2025 apontam para que se esteja ainda longe de atingir a meta de redução de &#8220;crianças com dose zero&#8221; em 2030.</P><br />
<P>A Agenda da Imunização 2030 pretende diminuir para metade o número de &#8220;crianças com dose zero&#8221; a nível global, ou seja, das 12,8 milhões estimadas em 2019 para as 6,4 milhões dentro de quatro anos.</P><br />
<P>A meio da década &#8211; em 2025 &#8211; as 13,5 milhões de crianças que não tomaram qualquer dose de vacina representavam mais 700 mil do que em 2019 e 3,9 milhões acima da média intermédia de 9,6 milhões prevista para este ano, alerta o documento.</P><br />
<P>Globalmente, nove países &#8212; Nigéria, Iémen, República Democrática do Congo, Índia, Indonésia, Etiópia, Afeganistão, Paquistão e Angola &#8211; foram responsáveis por mais de metade (52,4%) de todas as crianças que não receberam qualquer dose da vacina no último ano. </P><br />
<P>Segundo o relatório, a vacinação contra o sarampo com pelo menos uma dose está a tentar recuperar para os níveis de 2019, uma vez que há mais 1,8 milhões de crianças não vacinadas contra essa doença do que há sete anos, mas, por outro lado, cobertura da última dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV) entre as raparigas aumentou de 28% para 31% no último ano.</P><br />
<P>Os programas de vacinação em 2025 melhoraram ligeiramente a cobertura da vacina contra difteria, tétano e tosse convulsa (DTP) em comparação com 2024, mas também estão abaixo dos níveis de 2019.</P><br />
<P>Em conferência de imprensa, a diretora do departamento de imunização e vacinas da OMS reconheceu que os progressos da vacinação entre 2024 e 2025 são modestos, mas salientou que, nos últimos 25 anos, especialmente depois do investimento da Aliança Global para as Vacinas (Gavi), &#8220;foram enormes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Uma das grandes conquistas é que as crianças estão hoje protegidas de mais doenças do que alguma vez estiveram&#8221;, realçou Kate O&#8217;Brien, para quem isso foi possível porque &#8220;vacinas seguras e eficazes contra doenças que não eram preveníveis foram desenvolvidas e licenciadas e estão agora a ser administradas&#8221;.</P><br />
<P>A meio da década, o relatório da Unicef e a OMS faz um balanço intermédio dos progressos feitos pelos países que aderiam ao objetivo de reduzir em 50% o número de crianças sem qualquer dose da vacina em 2030, salientando que 90 países mantiveram uma cobertura elevada e estável, acima dos 95%.</P><br />
<P>Outros nove países fizeram alguns progressos, mas não atingiram essa meta, e 74 tinham mais crianças sem qualquer dose da vacina em 2025 do que em 2019.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789363]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Justiça eleitoral no Brasil quer selo de exatidão para empresas de sondagens de voto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 00:00:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Brasília 15 jul 2026 (Lusa) -- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro anunciou na terça-feira a intenção de criar um selo de precisão eleitoral para premiar os institutos de sondagens de intenção de voto que mais acertarem os resultados das eleições.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Brasília 15 jul 2026 (Lusa) &#8212; O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro anunciou na terça-feira a intenção de criar um selo de precisão eleitoral para premiar os institutos de sondagens de intenção de voto que mais acertarem os resultados das eleições.</P><br />
<P>A proposta foi apresentada pelo presidente do TSE, juiz Kássio Nunes Marques, numa reunião com representantes de 16 empresas de sondagens de intenção de voto no país, que reagiram negativamente à iniciativa.</P><br />
<P>&#8220;É chegado o momento da Justiça Eleitoral laurear as empresas que a cada ciclo dedicam os seus maiores esforços em favor da democracia&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Nunes Marques adiantou que o nome provisório da distinção é &#8220;Selo Acurácia Eleitoral&#8221; e que a iniciativa é destinada &#8220;ao reconhecimento das entidades cujas estimativas apresentem o maior grau de aderência aos resultados oficiais das eleições&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Trata-se de um mecanismo que visa a valorização das boas práticas, e o permanente aperfeiçoamento técnico das pesquisas eleitorais por meio de reconhecimento das empresas que apresentaram acurácia (precisão) nos resultados&#8221;, completou.</P><br />
<P>Segundo a minuta, obtida pela Lusa, as distinções excluem institutos condenados por fraude e que não adotem requisitos técnicos.  </P><br />
<P>O presidente do TSE suspendeu em junho a divulgação do resultado de uma sondagem de intenção de voto, por suspeita de condicionamento dos eleitores. A sondagem incluía perguntas relacionando com o senador e pré-candidato a Presidente Flávio Bolsonaro e alguns casos públicos.</P><br />
<P>A proposta do TSE de criar um selo foi alvo de críticas de várias empresas do segmento. </P><br />
<P>Em nota enviada à Lusa, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), afirmou que a proposta de se criar um selo &#8220;parte de uma premissa equivocada&#8221; e que as &#8220;pesquisas medem a intenção de voto no momento em que são realizadas&#8221;, não são &#8220;previsões nem promessas de resultado&#8221;.</P><br />
<P>A Abep diz ainda que exigir que uma sondagem de intenção de voto &#8220;acerte o resultado é confundir ciência com bola de cristal&#8221;.</P><br />
<P>A nota da entidade destaca ainda que a medida pode estimular institutos a ajustar números para acompanhar o consenso, em vez de realizar sondagens rigorosas.</P><br />
<P>A Abep defende que a qualidade das pesquisas seja avaliada pela metodologia, transparência e boas práticas científicas.</P><br />
<P>&#8220;Causa especial preocupação que a Justiça Eleitoral pretenda assumir o papel de árbitro da qualidade das pesquisas a partir de um critério tecnicamente equivocado&#8221;, informou a entidade.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789362]]></sapo:autor>
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		<title>Acordo obriga leiloeira no Brasil a controlar venda de artefactos ligados ao nazismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 23:55:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) do Brasil anunciou um acordo com uma empresa leiloeira para restringir a comercialização de artefactos ligados ao nazismo, permitindo as vendas apenas para fins históricos ou educativos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Ministério Público Federal (MPF) do Brasil anunciou um acordo com uma empresa leiloeira para restringir a comercialização de artefactos ligados ao nazismo, permitindo as vendas apenas para fins históricos ou educativos.</P><br />
<P>O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), consultado pela Lusa, obriga a empresa, localizada na cidade do Rio de Janeiro, a comunicar previamente ao MPF qualquer leilão de objetos relacionados com o regime nazi.</P><br />
<P>O acordo determina que os vendedores comprovem a origem, a proveniência histórica e a propriedade dos objetos antes da sua colocação em leilão.</P><br />
<P>A empresa leiloeira fica também impedida de anunciar réplicas ou reproduções modernas destes artefactos, devendo comprovar a autenticidade das peças através de avaliações preliminares e catalogação técnica.</P><br />
<P>Nos anúncios autorizados, a leiloeira terá de ocultar símbolos nazis nas fotografias e não poderá utilizar a palavra &#8220;nazista&#8221; (&#8220;nazi&#8221;) nem termos semelhantes nos títulos ou nos mecanismos internos de pesquisa.</P><br />
<P>O acesso aos anúncios ficará limitado a utilizadores previamente registados e com documentos de identificação validados pela empresa.</P><br />
<P>Os anúncios terão ainda de incluir um aviso de advertência que a utilização dos objetos para apologia ao nazismo, discriminação ou discurso de ódio constitui crime punível com pena de prisão e multa.</P><br />
<P>Depois de cada venda, a empresa terá de comunicar formalmente ao MPF a identidade do comprador e manter uma base de dados acessível às autoridades.</P><br />
<P>Para adquirir os objetos, os interessados terão de apresentar documentos de identificação e certidões negativas por crimes de discriminação previstos na legislação brasileira.</P><br />
<P>Os compradores terão ainda de declarar a finalidade da aquisição, indicar o local onde o objeto ficará guardado e comprometer-se formalmente a não utilizar a peça para promover o nazismo.</P><br />
<P>A empresa dispõe de 30 dias para demonstrar o cumprimento das medidas previstas no acordo, que produz efeitos imediatos e por tempo indeterminado.</P><br />
<P>Segundo o MPF, o acordo baseia-se na Constituição brasileira e em tratados internacionais que proíbem a apologia ao ódio e o incitamento à discriminação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789361]]></sapo:autor>
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		<title>Reino Unido proíbe redes sociais de madrugada a adolescentes com 16 e 17 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 23:55:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O governo britânico anunciou na terça-feira um período, entre a meia-noite e as seis da manhã, de proibição das redes sociais a adolescentes com 16 e 17 anos, que complementa a interdição aos menores de 16 anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O governo britânico anunciou na terça-feira um período, entre a meia-noite e as seis da manhã, de proibição das redes sociais a adolescentes com 16 e 17 anos, que complementa a interdição aos menores de 16 anos.</P><br />
<P>O Reino Unido tornou-se em junho o último país a anunciar a interdição a menores de 16 anos de sítios das redes sociais, como Snapchat, TikTok, YouTube, Instagram e Facebook. A medida vai entrar em vigor no início de 2027. </P><br />
<P>&#8220;Estas medidas são cruciais para ajudar os jovens a terem o sono de que precisam, a concentrarem-se na escola e no estudos e a passarem mais tempo de qualidade com a família e os amigos&#8221;, disse a ministra do Digital, Liz Kendall, citada em um comunicado.</P><br />
<P>As medidas anunciadas incluem também controlos da utilização de &#8216;chatbots&#8217; (plataformas de diálogo) da inteligência artificial, que obrigam os menores de 18 anos a fazerem pausas regulares quando as utilizam. </P><br />
<P>A Austrália tornou-se em dezembro o primeiro país a interditar o acesso às redes sociais aos menores de 16 anos e a Indonésia seguiu-lhe o exemplo em março. </P><br />
<P>França e Canadá são alguns dos outros países que anunciaram interdições similares. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789360]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Trump ameaça atacar centrais elétricas e pontes iranianas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 23:45:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou na terça-feira atacar centrais elétricas e pontes iranianas na próxima semana, caso não seja alcançado um acordo com Teerão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou na terça-feira atacar centrais elétricas e pontes iranianas na próxima semana, caso não seja alcançado um acordo com Teerão.</P><br />
<P>&#8220;A situação vai ser muito má para eles, porque na próxima semana serão as centrais elétricas. Na próxima semana serão as pontes&#8221;, a não ser que os iranianos &#8220;se sentem à mesa das negociações&#8221;, frisou o republicano na estação Fox News.</P><br />
<P>Questionado sobre a duração dos ataques norte-americanos, Donald Trump garantiu: &#8220;Vão continuar até que eu diga que já chega&#8221;.</P><br />
<P>Trump frisou que não deseja negociar com o Irão neste momento, embora tenha revelado que representantes de ambos os países mantiveram conversações esta terça-feira e assegurado que Teerão continua a procurar um acordo com Washington.</P><br />
<P>Na entrevista, Trump afirmou ainda que os Estados Unidos poderiam voltar a atacar uma instalação nuclear iraniana, se considerassem necessário.</P><br />
<P>Comentando imagens de satélite que, segundo o entrevistador, mostravam obras em curso num destes complexos após bombardeamentos anteriores, o chefe de Estado norte-americano afirmou que o Irão tinha selado alguns pontos de acesso com betão, mas alertou que Washington poderia causar &#8220;danos enormes&#8221; no local &#8220;em questão de minutos&#8221;.</P><br />
<P>Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irão na terça-feira à noite e retomaram o bloqueio aos seus portos. </P><br />
<P>Donald Trump, no entanto, absteve-se de impor tarifas aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, o epicentro do conflito.</P><br />
<P>O retomar deste bloqueio marítimo às 21:00 de terça-feira (hora de Lisboa), bem como os bombardeamentos a uma escala sem precedentes desde o cessar-fogo em abril, minam os esforços diplomáticos para viabilizar o memorando de entendimento assinado a 17 de junho.</P><br />
<P>Na mesma entrevista, o Presidente defendeu ainda o bloqueio norte-americano aos portos iranianos e reiterou que o estreito de Ormuz continua aberto ao tráfego marítimo internacional, embora &#8220;fechado ao Irão, tanto à entrada como à saída&#8221;.</P><br />
<P>Classificou ainda os anteriores líderes iranianos como maus e disse que, embora a atual liderança também inclua &#8220;pessoas muito más&#8221;, são elas que, na sua opinião, estão a impedir um possível acordo.</P></p>
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