O Ministro da Economia, Pedro Reis, e o Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, vão iniciar na próxima semana uma ronda de reuniões com 16 associações empresariais para avaliar o impacto das tarifas impostas pela administração dos EUA e discutir medidas de mitigação.
Os encontros terão lugar entre quarta e sexta-feira, em Lisboa e no Porto, e contarão com a participação de representantes da AICEP, IAPMEI, Compete, Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE) e Banco Português de Fomento (BPF). O objetivo é estabelecer um canal de diálogo com os setores mais afetados pelo modelo das “tarifas recíprocas”, informa o gabinete liderado por Pedro Reis.
O Ministério da Economia pretende ouvir as associações empresariais sobre a sua avaliação do impacto das novas taxas aduaneiras sobre produtos europeus e recolher propostas para mitigar os efeitos negativos nas exportações nacionais.
Além dos encontros bilaterais com as associações, que serão seguidos de reuniões mais alargadas, o Ministério da Economia irá também apresentar as iniciativas que estão a ser articuladas com a União Europeia para responder a estas novas tarifas, bem como as medidas de proteção que estão a ser desenhadas para os diferentes setores de atividade.
O Ministro da Economia defende que as tarifas anunciadas pelo Presidente dos EUA “não são uma boa notícia para o mundo” e terão um impacto “contrário ao desejado”, destacando que a União Europeia vai “responder como um todo”.
“A União Europeia vai certamente responder como um todo e reagir com cautela, firmeza e inteligência. Nomeadamente avaliando também a aplicação de taxas excessivas aos produtos dos Estados Unidos da América, que escalem as medidas protecionistas, que podem ter um efeito contraproducente nos preços dos nossos consumos intermédios”, refere Pedro Reis numa resposta escrita enviada à agência Lusa.
Para o titular da pasta da Economia, as novas tarifas anunciadas por Donald Trump “não são uma boa notícia para o mundo”, porque “as guerras tarifárias criam inflação, travam o crescimento e obrigam a redesenhar a cadeia internacional de produção”.
“O seu impacto é precisamente o contrário do desejado: em vez de acelerarem a competitividade, a inovação e a produtividade, travam estes movimentos porque prejudicam o crescimento económico”, sustenta o governante.
As reuniões vão decorrer nesta primeira fase com as seguintes associações empresariais:
AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel
EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis
APIB – Associação Portuguesa dos Industriais da Borracha
ANIMEE – Associação Portuguesa de Empresas do Setor Eléctrico e Electrónico
AIP – Associação Industrial Portuguesa CIP – Confederação Industrial de Portugal
AIMMAP – Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e afins de Portugal AIMMP – Associação das Indústrias da Madeira e Mobiliário de Portugal
APCOR – Associação Portuguesa da Cortiça
APPICAPS – Associação Portuguesa dos Indústriais do Calçado, Componentes, Artigos de pele e seus Sucedâneos
APIC – Associação Portuguesa da Indústria de Curtumes ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal
ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção ANITLAR – Associação Nacional das Indústrias de Têxtil Lar
ANIL – Associação Nacional dos Industriais de Laníficios AEP – Associação empresarial de Portugal
*Com Lusa














