O Governo está a estudar, com o Lone Star (maior accionista do Novo Banco), uma forma para acelerar o processo de saneamento completo da instituição que nasceu da resolução do Banco Espírito Santo. A solução, tal como tinha sido noticiado pelo “Expresso”, passará por uma injecção única final. O “Público” avança que esta será num montante superior a 1.400 milhões de euros.
O Orçamento do Estado (OE) para 2020 estima que o Novo Banco venha a precisa de uma injecção de 600 milhões de euros este ano, a ser realizada através do Fundo de Resolução. O montante do empréstimo ao Fundo de Resolução mantém-se, no entanto, no limite de 850 milhões de euros, valor máximo que pode ser injectado a cada ano.
O montante de 1.400 milhões de euros que está a ser estudado para uma injecção única ultrapassa, assim, os 850 milhões que estão autorizados no OE. Porém, como lembra o “Público”, permitiria fechar o valor total da recapitalização do Novo Banco abaixo do valor máximo definido quando a instituição foi vendida.
Quando o Lone Star comprou 75% do Novo Banco em 2017, ficou definido que, no âmbito de um mecanismo de capitalização contingente, o Fundo de Resolução poderia ser chamado a injectar um máximo de 3,89 mil milhões de euros, ao longo de um período de oito anos e num máximo de 850 milhões de euros por ano, para recapitalizar o Novo Banco. Desde então, foram injectados 1.942 milhões de euros no capital do Novo Banco, o que significa que poderia receber mais de 1.900 milhões. Com uma injecção única de 1.400 milhões, seria conseguida uma poupança de cerca de 600 milhões de euros.













