O Ministério das Finanças esclareceu, em comunicado, que o Governo não está a estudar qualquer injecção de capital no Novo Banco para «acelerar o processo de saneamento completo da instituição financeira» que nasceu da resolução do Banco Espírito Santo, depois de uma notícia publicada esta sexta-feira pelo “Público“.
De acordo com o jornal, a solução passaria por uma injecção única final num montante superior a 1.400 milhões de euros.
Contudo, o ministério liderado por Mário Centeno garante que também «não está prevista no Orçamento do Estado [OE] para 2020 uma verba no valor de 1,4 mil milhões para o Novo Banco». Segundo o Ministério das Finanças, o executivo «não tem nenhuma proposta para análise relativa à ‘estratégia de limpeza dos créditos problemáticos do banco’».
O Governo reafirma ainda que continuará a cumprir os termos do contrato de financiamento com o Fundo de Resolução, contemplando o OE para 2020, tal como nos anteriores, os recursos orçamentais necessários para essa finalidade.
Quando o Lone Star comprou 75% do Novo Banco em 2017, ficou definido que, no âmbito de um mecanismo de capitalização contingente, o Fundo de Resolução poderia ser chamado a injectar um máximo de 3,89 mil milhões de euros, ao longo de um período de oito anos e num máximo de 850 milhões de euros por ano, para recapitalizar o Novo Banco. Desde então, escreve o “Público”; foram injectados 1.942 milhões de euros no capital do Novo Banco, o que significa que poderia receber mais de 1.900 milhões.














