Governo não diz quando vai começar a pagar o aumento do suplemento de risco aos polícias

A questão ainda não foi levada a Conselho de Ministros, embora as medidas de “valorização e dignificação” dos militares – que incluem um aumento de 300 euros no suplemento de condição militar – já tenham ido

Revista de Imprensa
Julho 30, 2024
9:28

O acordo do Governo com os representantes dos agentes da PSP e militares da GNR, de 300 euros, pagos em três tranches, continua sem prazo para o pagamento, refere esta terça-feira o jornal ‘Público’: de acordo com o Ministério da Administração Interna, “o pagamento da atualização do suplemento [de risco[ irá ser pago às forças de segurança, com retroativos a 1 de julho, logo que estejam criadas as condições técnicas para o seu processamento” e quando “o processo legislativo que leva à sua concretização e possibilidade de execução esteja concluída – nomeadamente a publicação em ‘Diário da República’ -, o que se aguarda para breve”.

A questão, refere o jornal diário, ainda não foi levada a Conselho de Ministros, embora as medidas de “valorização e dignificação” dos militares – que incluem um aumento de 300 euros no suplemento de condição militar – já tenham ido.

De acordo com a ministra Margarida Blasco, as negociações estão encerradas no que diz respeito ao suplemento, e a revisão das carreiras será para cumprir, embora sem avançar em datas.

Recorde-se que a Associação Nacional dos Sargentos da Guarda, a Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda Nacional Republicana, a Associação Nacional Autónoma de Guardas e o Sindicato Independente de Agentes de Polícia já consideraram o “acordo desastroso” e anunciaram que vão continuar a luar para conseguir o suplemento igual ao da Polícia Judiciária.

Segundo Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia, o Governo deve abrir negociações salariais para os políticas já em setembro. “Era importante reatar as negociações imediatamente para que essas futuras alterações nas estruturas salariais e nos outros suplementos possa ver a luz do dia a partir de 1 de janeiro de 2025”, refere.

“No final de contas, nada valeu estarmos a protestar, a contestar e a negociar porque tudo isto permitiu que outros, sem o terem de fazer, conseguissem tanto, ou neste caso mais”, acrescentou, salientando não se tratar “de uma questão de dinheiro, mas sim de prioridades”.

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