Doze ministros do Governo israelita, acompanhados por 15 membros do Knesset, estiveram presentes, este domingo, numa conferência que reuniu 3 mil ativistas de extrema-direita e na qual foi pedido o reassentamento de israelitas em Gaza. “É altura de voltar para casa, para Gush Katif”, afirmou o ministro Itamar Ben-Gvir.
De acordo com o ministro da Segurança Interna, é preciso encorajar a emigração da população palestiniana da Faixa de Gaza após o final da guerra, tendo encorajado o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu – que não esteve presente no comício – a tomar a “corajosa decisão” de devolver os colonatos judaicos à Faixa de Gaza.
Yossi Dagan, chefe do Conselho Regional de Samaria, na Cisjordânia, referiu-se ao massacre de 7 de outubro como “holocausto”, o que significa que “os Acordos de Oslo estão mortos, o povo de Israel vive”.
“Depois do holocausto que sofremos, a única decisão ética e piedosa é regressar aos colonatos do norte da Samaria e regressar à Faixa de Gaza, a Gush Katif”, indicou, referindo-se também aos colonatos israelitas no oeste, que foram evacuados em 2005 assim como os colonatos em Gaza. “Dizemos ao Governo: recupere as nossas terras e reconstrua os colonatos em Samaria e na Faixa de Gaza.”
Os acordos de Oslo foram uma série de acordos na cidade de Oslo, na Noruega, entre o Governo de Israel e o presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, mediados pelo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. Assinaram acordos que se comprometiam a unir esforços para a realização da paz entre os dois povos. Estes acordos previam o fim dos conflitos, a abertura das negociações sobre os territórios ocupados, a retirada de Israel do sul do Líbano e a questão do estatuto de Jerusalém.














