O Governo inicia esta quarta-feira, dia 11 de maio, a discussão do acordo de rendimentos e competitividade para a valorização dos salários e da Agenda do Trabalho Digno para combate à precariedade, seguindo o anúncio feito a 1 de maio, pela ministra do Trabalho.
“Nós vamos, no dia 11, dar início à discussão do acordo de rendimentos e competitividade, que é uma peça chave para conseguirmos aquilo que eu acho que é um objetivo de todos nós, conseguirmos a valorização dos salários em termos gerais e conseguirmos também um aumento da produtividade de uma forma concertada”, disse na altura Ana Mendes Godinho.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que falava aos jornalistas durante um almoço comemorativo do 1.º de Maio, referiu que o Governa aposta “muitíssimo no diálogo social” para que tal aconteça, em sede de concertação.
Os trabalhos iniciam-se hoje e a ministra conta “com a mobilização de todos” para que “ele seja o mais depressa concluído”, por considerar tratar-se de “um instrumento fundamental” para a ambição coletiva de todos, que é “crescer de uma forma inclusiva”.
“Isto só se faz com a mobilização das empresas, com a mobilização dos trabalhadores, com uma grande capacidade de dinamização do diálogo social. É essa a nossa aposta total”, declarou.
Segundo a governante, também esta quarta-feira acontece a discussão sobre a Agenda do Trabalho Digno, que “vem sendo trabalhada há dois anos” e procurando “ter instrumentos importantes, nomeadamente no combate à precariedade, que é crucial para a valorização do trabalho digno” e para “valorizar os jovens no mercado de trabalho em Portugal”.
A ministra antevê negociações “desafiantes” por haver “sempre interesses que são interesses diferentes”.
“Mas, eu acho que temos todos, neste momento, um grande interesse coletivo comum. Que é conseguirmos, de facto, ter um pacote que dê estabilidade e que dê previsibilidade, por um lado aos empresários, mas também em que os trabalhadores sintam que estamos claramente a conseguir valorizar o papel dos trabalhadores na atividade económica, que é fundamental”, sublinhou.
A responsável acrescentou que o país precisa de talento e de recursos humanos e será necessário “encontrar os consensos necessários” para o conseguir.
Segundo Ana Mendes Godinho, a data de conclusão do acordo de rendimentos e competitividade dependerá da capacidade do Governo, dos parceiros sociais, dos representantes dos trabalhadores e dos empregadores, admitindo que todos querem que seja concluído o “mais depressa possível”, pois dele dependem medidas para os trabalhadores e para as empresas.
“Não podemos é baixar braços, e nunca os baixaremos, neste que é um desígnio coletivo do crescimento inclusivo. [O] crescimento só se faz com talento e com trabalhadores. E, portanto, cá estamos para trabalhar em conjunto”, rematou.













