Governo garante: Portugal recicla 44% das embalagens de plástico

Os números, divulgados esta quarta-feira na comunicação social citando a Associação ambientalista Zero refletem um exercício distinto, mas que não reflete o esforço da reciclagem, assegura o ministério do Ambiente.

Executive Digest

Em 2018, a quantidade de embalagens de plástico colocadas no mercado declaradas pelas três entidades gestoras (Sociedade Ponto Verde, Novo Verde e Eletrão) foi de 163 039 toneladas, sendo que a quantidade reciclada que é declarada pelas mesmas três entidades foi de 72 360 toneladas. “Estes números resultam numa taxa de reciclagem de embalagens de plástico de 44,3% em 2018”, avança o ministério do Ambiente em comunicado.

“Os números, divulgados esta quarta-feira na comunicação social citando a Associação ambientalista Zero refletem um exercício distinto, mas que não reflete o esforço da reciclagem”, assegura o ministério.

“A Zero parte do valor total de produção de resíduos urbanos em Portugal em 2018 – 4,95 Milhões de toneladas aproximadamente – e aplicam os dados da caracterização física dos resíduos, em que se considera 11,5% serem plásticos, o que inclui, não só embalagens, mas todo o tipo de plástico. Chegam assim a um valor de cerca de 600 mil toneladas. Mas, para calcular a “taxa de reciclagem”, a ZERO utiliza a quantidade de embalagens de plástico recicladas. Ou seja, as duas abordagens de cálculo não se substituem, sendo que o método de cálculo da ZERO não pode ser considerado como referencial para traduzir o esforço da reciclagem de embalagens de plástico em Portugal”, pode ler-se no documento.

“Acresce a esta realidade uma dificuldade quanto ao cálculo da quantidade de plástico nos resíduos urbanos, uma vez que o peso do plástico que é calculado inclui o peso dos contaminantes presentes. Logo, o valor de 600 mil toneladas pode estar acima do valor real – e é por isso que se deve utilizar o valor das quantidades de embalagens colocadas no mercado (sem contaminantes, portanto)”, explica ainda o gabinete de Matos Fernandes.

O Ministério diz que há ainda um caminho a percorrer e “reconhecemos que todos – o governo, as instituições, os produtores, o retalho, os sistemas, as organizações não governamentais de ambiente, os cidadãos – têm de saber evoluir. Os produtores devem, cada vez mais, reduzir e simplificar a quantidade e tipos de plásticos utilizados. O retalho deve incentivar a comportamentos que reduzam o consumo de plástico. Os cidadãos devem separar as embalagens do lixo e utilizar todos os canais de recolha seletiva existentes, sejam eles quais forem. Os sistemas devem garantir uma oferta eficaz para a procura necessária. As ONG devem contribuir para o desenho das soluções e o envolvimento da sociedade civil. E o governo e as instituições devem desenhar os instrumentos de política necessários, nomeadamente a modelação da Taxa de Gestão de Resíduos, para cumprir com os desafios que se apresentam em matéria de gestão de resíduos para uma economia circular.”

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O Pacto Português para os Plásticos que é assinado hoje é um dos importantes passos que são necessários dar para fazer cumprir esta evolução, que além de necessária é urgente.

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