Governo francês opõe-se à venda do Carrefour a grupo canadiano por razões de «soberania alimentar»

O governo francês opõe-se à compra da multinacional Carrefour pela empresa canadiana Couche-Tard, revelou o ministro da Economia de França, Bruno Le Maire, citando razões de “soberania alimentar”.

Numa entrevista à estação televisiva France 5, o ministro francês explicou que não era a favor da operação, visto que o Carrefour é o principal empregador privado da economia francesa e o “elo essencial na segurança alimentar dos franceses e na soberania alimentar dos cidadãos”.

Bruno Le Maire insistiu que a crise provocada pela pandemia destacou o importante papel desempenhado pela cadeia de oferta alimentar e recordou que o Ministério da Economia tem o poder de vetar estes movimentos no mercado alimentar.

“Deste ponto de vista, a ideia do Carrefour ser comprado por um rival estrangeiro… não sou a favor deste negócio”, resumiu o ministro.

Esta quarta-feira, tanto o Carrefour como a Couche-Tard relataram as primeiras abordagens para a fusão “amigável” da empresa francesa com o gigante canadiano, que ofereceu 20 euros por ação, representando uma oferta total de 16,352 mil milhões de euros.

A empresa francesa reagiu na quarta-feira com lucros de mais de 13% na Bolsa de Paris, embora esta quinta-feira, e após as palavras do ministro da Economia, já tenha ficado até 6% no mercado francês.

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