Governo esclarece que Portugal não é “país de risco” para a Galiza. Circulação é livre

“O mecanismo de comunicação estabelecido para os cidadãos que entram na Galiza não significa, nem poderia significar, qualquer restrição.”

Filipa Almeida

Não existe qualquer classificação de Portugal como “país de risco” por parte da Comunidade Autónoma da Galiza. A garantia é dada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros após reunião entre o embaixador de Portugal em Espanha, João Mira Gomes, e o presidente da Junta da Galiza, Alberto Nuñez Feijóo.

Em comunicado enviado às redacções, o Governo esclarece que “o mecanismo de comunicação estabelecido para os cidadãos que entram na Galiza não significa, nem poderia significar, qualquer restrição, impedimento, condicionamento à livre circulação de cidadãos portugueses no território desta Comunidade Autónoma de Espanha”. O ministério sublinha ainda que o mecanismo funcionará numa base voluntária e numa lógica de responsabilidade cívica.

Segundo a mesma nota, a finalidade da criação deste mecanismo é, “apenas e só, obter informação prestada pelos próprios cidadãos para facilitar acesso à rede de cuidados de saúde da Galiza”. Segundo o ministério, é um sistema semelhante ao passenger locator form a que Portugal também recorre.

A reunião que teve lugar hoje serviu ainda para definir um conjunto de medidas de boa cooperação com implementação prevista para os próximos dias. São elas:

– a realização de uma reunião entre as autoridades de saúde de Portugal e da Comunidade Autónoma da Galiza para troca de informações sobre a situação epidemiológica ao nível nacional e nas diferentes regiões Portugal, facilitando e clarificando a diferenciação regional;

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– o envio permanente, por parte das autoridades portuguesas, de informação actualizada sobre a evolução da situação em Portugal, designadamente na região Norte do país, uma vez que é a zona geograficamente contigua à Galiza (e que apresenta, aliás, indicadores muito semelhantes aos desta Comunidade Autónoma de Espanha);

– e o envio permanente, por parte das autoridades galegas, de informação actualizada sobre a evolução da situação na Galiza, visto ser também do máximo interesse para Portugal acompanhar atentamente a evolução na vizinha Espanha e, muito particularmente, na Comunidade Autónoma da Galiza.

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