Os aumentos dos salários, as despesas com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os investimentos feitos pelo Estado fizeram com que a despesa primária do país aumentasse 1,1% em fevereiro de 2022.
“A despesa com salários na Administração Central e Segurança Social aumentou 3,4%, refletindo os efeitos dos aumentos salariais e das valorizações remuneratórias”, explicou o Governo em comunicado, sublinhando o particular impacto nas escolas (+6%) e no Serviço Nacional de Saúde (+4,1%), onde o número de profissionais registou um aumento de 0,7% com a contratação de mais 1.066 trabalhadores em comparação com o período homólogo.
O Governo explica ainda que a despesa com o SNS apresentou um “crescimento de 6,4% influenciada pelo efeito base de 2021 que incorpora transferências para a Direção-Geral de Saúde para financiamento de vacinas, dispositivos médicos para a vacinação e medicamentos”.
Se das contas se excluírem as transferências, a despesa do SNS cresce 8,7% refletindo para além da componente dos salários, as aquisições de bens e serviços que representaram um aumento de 14,7%, em resultado também do maior volume de testes comparticipados à Covid-19.
O investimento público na Administração Central e Segurança Social cresceu 11,9%, refletindo sobretudo o plano de investimentos Ferrovia 2020. Este cálculo foi feito excluindo o investimento de Parcerias Público-Privadas (PPP).
No que respeita à despesa da Segurança Social, esta recuou 2,3%, visto que estas tiveram um menor impacto com o alívio das medidas extraordinárias de apoio e a redução das prestações de desemprego.







