O Governo vai apresentar este segunda-feira um megapacote de medidas de 2 mil milhões de euros de apoio ao rendimento das famílias. Para as empresas, os apoios só deverão chegar depois do Conselho da União Europeia de dia 9 de setembro. Mas as empresas pedem uma atuação imediata do executivo liderado por António Costa.
“Espero uma decisão urgente e com efetividade imediata. Não queria mais um adiar de uma solução porque estamos a viver uma autêntica bomba relógio no que diz respeito aos custos energéticos, agravados pela diminuição do consumo fruto da inflação que estamos a sentir”, diz Vitor Abreu, CEO da Endutex, em declarações à ‘CNN Portugal’.
O executivo sublinha que o Governo deve “atuar, e atuar já”, e pede para que não haja mais protelamentos e promessas por parte do executivo.
“Eu não considero o IVA tão importante como apoios efetivos nos custos energéticos. Haverá certamente empresas que preferem o layoff, mas no nosso caso concreto espero que o Governo tenha soluções híbridas para as empresas que podem trabalhar, mas que estão a ser penalizadas com custos energéticos completamente anormais”
Vítor Abreu acredita que a indústria têxtil portuguesa, com um caráter exportador muito relevante, pode ser efetivamente afetada nos negócios internacionais, reconhecendo que Portugal pode perder a sua quota de mercado no têxtil, que posteriormente será difícil de recuperar.












