O Conselho de Ministros desta quinta-feira vai discutir o tema das tarifas aduaneiras aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos da América e debater eventuais respostas, depois das reuniões do Governo com associações empresariais.
Fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro disse à comunicação social que a reunião do Conselho de Ministros será centrada no tema das tarifas, depois de o presidente da ATP (Associação Têxtil e Vestuário de Portugal) ter afirmado na passada terça-feira que o Governo está a preparar um plano “robusto” com medidas para apoio às empresas.
“O ministro transmitiu muita confiança de que brevemente vai apresentar um conjunto de medidas bastante abrangentes, desde a parte da formação, internacionalização, ajudas à exportação”, indicou Mário Jorge Machado, após uma reunião com o ministro da Economia, Pedro Reis.
O Ministério da Economia reuniu-se com associações empresariais de diversos setores nos últimos dois dias para avaliar “o impacto e as medidas de mitigação” das tarifas que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na passada quarta-feira, de 20% a produtos importados da União Europeia e que acrescem às de 25% sobre os setores automóvel, aço e alumínio.
As tarifas, que o presidente dos EUA chama de “recíprocas”, entram em vigor esta quarta-feira, tratando-se de uma taxa que se soma à tarifa mínima global de 10% que se começou a aplicar no passado dia 5.
O presidente americano, Donald Trump, anunciou na passada quarta-feira, num dia que apelidou de “dia da libertação”, uma tarifa de 10% sobre 184 países e territórios, incluindo a União Europeia (UE), bem como a imposição de uma tarifa adicional para aqueles que considera serem os “piores infratores”.
Está em causa uma tarifa “recíproca”, que corresponde a cerca de metade da taxa aplicada pelos outros países aos EUA, disse Trump, tendo exibido uma tabela com o nível das barreiras comerciais e não comerciais sobre produtos norte-americanos em vários países.
Contempla uma taxa de 20% sobre as importações da União Europeia e de 34% sobre os produtos chineses, enquanto os produtos da Índia passam a pagar 26%, de Taiwan 32% e do Vietname 46%.














