O Governo das Maurícias prendeu o capitão de um navio japonês que encalhou na sua costa e causou um derrame de petróleo destruidor, num dos ambientes marítimos mais primitivos do mundo, de de acordo com a confirmação das autoridades policiais esta terça-feira, citadas pela ‘Reuters’.
«Prendemos o capitão do navio e um outro tripulante. Depois de serem ouvidos pelo tribunal não foi paga qualquer fiança, pelo que ainda se encontram detidos», disse o inspetor Siva Coothen, citado pela Reuters.
O navio japonês ‘MV Wakashio’ bateu num recife de coral perto da ilha do Oceano Índico a 25 de Julho e começou a derramar combustível a 6 de Agosto, levando o governo a decretar um estado de «emergência ambiental» no dia seguinte.
O derrame de petróleo espalhou-se por uma vasta área de corais, peixes e espécies marinhas ameaçadas de extinção, no que alguns cientistas classificaram como o pior desastre ecológico do país. Tripulações de emergência e alguns habitantes locais conseguiram remover a maior parte do combustível que ainda circulava nas águas, usando mechas de cabelo e folhas de bambu, tal como a ‘Executive Digest’ noticiou.
A guarda costeira das Maurícias tentou várias vezes entrar em contacto com o navio para avisar que o seu curso era perigoso, mas não obteve qualquer resposta, disse à Reuters um agente da policia marítima com conhecimento do incidente, sob condição de anonimato.
«A rota traçada cinco dias antes do acidente estava errada e o sistema de navegação do barco sinalizou essa informação à tripulação, que aparentemente ignorou. O navio também não conseguiu enviar um pedido de SOS (quando encalhou) e não respondeu às tentativas de contacto por parte da guarda costeira», afirmou o responsável.
Cientistas dizem que o impacto total do derrame de petróleo ainda se faz sentir, os danos podem afectar as Maurícias e a sua economia dependente do turismo, durante décadas. A remoção do navio provavelmente vai demorar alguns meses.





