O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, a realização da despesa necessária à concretização das obras de beneficiação e adaptação do edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, com vista à concentração física de entidades públicas neste edifício.
Em comunicado, o Governo sublinhou que a “concentração de serviços e gabinetes num único espaço físico potencia sinergias, estimula a criação de redes de comunicação mais próximas, sedimenta o trabalho colaborativo e permite ganhos de eficiência na gestão dos imóveis utilizados pelo Estado”.
Assim, de acordo com o Executivo liderado por António Costa, prevê-se uma “poupança de cerca de 800 mil euros por ano, em rendas atualmente pagas pelo Estado a privados, e cerca de 5 milhões de euros por ano em encargos com a gestão de serviços como segurança, manutenção, limpeza, jardinagem, fornecimento de energia elétrica e fornecimento de água”.
Os imóveis públicos que vão ser desocupados – avaliados em cerca de 600 milhões de euros – “poderão ser objeto de rentabilização, visando contribuir para o objetivo de reforço da oferta habitacional”.
Recorde-se que António Costa anunciou, há um ano, que os ministérios com responsabilidade direta na execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vão ficar concentrados num só espaço físico, na atual sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em Lisboa. “Estes ministérios ficarão sob coordenação da Presidência do Conselho de Ministros”, pôde ler-se no comunicado.
Os Ministérios da Presidência e da Coesão Territorial, com a tutela direta do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), devem ser os primeiros a mudar-se para o edifício na Avenida João XXI. Seguir-se-ão os restantes ministérios, com exceção das Finanças, Defesa e Negócios Estrangeiros, que deverão manter-se nos edifícios que ocupam atualmente.














