Governo cria equipa para substituição urgente do SIRESP

O Governo português anunciou a constituição de uma equipa de trabalho técnica e multissetorial com a missão de desenvolver um estudo técnico-estratégico para a substituição urgente do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). O estudo deverá ser entregue no prazo máximo de 90 dias.

André Manuel Mendes

O Governo português anunciou a constituição de uma equipa de trabalho técnica e multissetorial com a missão de desenvolver um estudo técnico-estratégico para a substituição urgente do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). O estudo deverá ser entregue no prazo máximo de 90 dias.

A decisão, assinada pela Ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, e pelo Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, surge na sequência das limitações estruturais e operacionais do SIRESP, que foram evidenciadas em cenários de elevada complexidade, como o “apagão” de 28 de abril.

A equipa de trabalho será coordenada por um responsável designado através de despacho conjunto das áreas governativas da Administração Interna e das Infraestruturas e Habitação, e contará com a participação de representantes de diversas entidades, como a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), entre outras. Além disso, serão integrados peritos técnicos independentes, que serão designados posteriormente.

Esta decisão do Governo acompanha a realização de auditorias já solicitadas aos reguladores das áreas das comunicações, navegação aérea e transportes, em resposta ao “apagão” de 28 de abril. A análise destas auditorias, em paralelo com o estudo da nova solução para o SIRESP, visa garantir que o novo sistema seja “robusto, fiável, resiliente, tecnologicamente adequado e plenamente interoperável, que responda eficazmente às exigências atuais e futuras das forças e serviços de segurança, emergência e proteção civil”, informa o Governo em comunicado.

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