Governo continua em alta, 88% dos portugueses avaliam positivamente resposta à pandemia

A avaliação do Presidente da República, regista igualmente uma subida de 7 pontos para 74,2 pts, sendo que esta avaliação e a do Governo têm agora avaliações muito próximas.

Sónia Bexiga

O Índice de Avaliação de Desempenho do Governo atinge nesta quarta semana 88% entre os portugueses inquiridos, um valor de 76,5 pontos, mais 2,5 pts face à semana passada, e o mais elevado de sempre nestas últimas 4 semanas, revelam os resultados do Barómetro de Opinião COVID-19 da Marktest, divulgados esta segunda-feira.

A avaliação do Presidente da República, regista igualmente uma subida de 7 pontos para 74,2 pts, sendo que esta avaliação e a do Governo têm agora avaliações muito próximas, mostra ainda a última sondagem, realizada nos dias 6, 7 e 8 de abril.

Na ótica da Marktest, “continua a ser preocupante” o valor do índice de Expectativa Económica dos portugueses, que avalia a sua situação económica pessoal e do país, daqui por um ano. A Marktest retomou neste barómetro o Índice de Expectativa, um indicador recolhido regularmente desde 1990, passando apresentar uma análise de tendência do mesmo.

Em 2013, publicou o valor de 32.2%. Era o valor mais elevado desde de 2010 e ainda assim claramente marcado pelo clima de pessimismo de então, face à crise financeira. Hoje, e sob o impacto da pandemia, o Índice de Expectativa
não vai além dos 18,9.

A gravidade da actual situação leva a que 75% dos portugueses considerem que o Governo tem feito tudo o que está ao seu alcance para proteger os portugueses do risco representado pelo coronavírus.

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Analisando esta mesma questão, mas agora do ponto de vista económico, aumentou no espaço desta última semana a percentagem daqueles que acredita que sim, são agora 73%.

E se a semana passada o FMI reconheceu que o efeito da pandemia provocada pelo COV19, é muito pior que a crise de 2008, a avaliação do impacto económico, que esta crise poderá ter junto dos portugueses´, na opinião dos próprios poderá ser: aumento da taxa de desemprego (91,5%), corte parcial nos salários (48,6%), corte no subsídio de Natal (30,5%), corte no subsídio de férias (30%), corte parcial pensões (28,3%), corte parcial subsídios de desemprego (24,5%).

Recorde-se que o Barómetro de Opinião COVID-19 da Marktest tem por objetivo ir acompanhando as opiniões dos portugueses, os seus comportamentos e as suas percepções face a este momento que o país e o mundo atravessam, ao longo das próximas semanas.

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