O processo de venda do Novobanco ao grupo bancário francês BPCE – Banque Populaire et Caisse d’Epargne, foi concluído esta quarta-feira, com a realização da última fase da operação, relativa ao pagamento e transferência das ações.
Segundo o Ministério das Finanças, o Estado português e o Fundo de Resolução (FdR) irão encaixar 1.673 milhões de euros com a operação, dos quais 906 milhões dizem respeito ao FdR e 766 milhões ao Estado, através da Entidade de Tesouraria e Financiamentos.
O preço final de aquisição do banco foi fixado em 6,5 mil milhões de euros a 31 de dezembro de 2025, valor que, após o aumento do capital próprio do Novobanco nos primeiros quatro meses de 2026, sobe para 6,7 mil milhões de euros a 30 de abril de 2026. A avaliação implica um rácio price-to-earnings de 7,85, tendo por base um resultado líquido de 828 milhões de euros em 2025.
Considerando a participação de 25% detida pelo Estado e pelo Fundo de Resolução no capital do banco, a operação representa este encaixe financeiro.
O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, sublinha que a conclusão da venda “é um sinal da confiança dos investidores internacionais na economia nacional”, acrescentando que a operação permite encerrar “um capítulo conturbado da história” do sistema financeiro português, garantindo simultaneamente a estabilidade do setor.
O Governo destaca ainda que a entrada do grupo BPCE em Portugal reforça a confiança no país e poderá contribuir para a consolidação do emprego e para o financiamento da economia, sem comprometer os níveis de concorrência no setor bancário.
Com esta operação e com os dividendos já pagos ao longo dos últimos anos, o Estado e o Fundo de Resolução estimam ter recuperado cerca de 2 mil milhões de euros dos fundos injetados no Novobanco.













