Governo comparticipa até 7500 euros. Candidaturas para apoio a pequenas obras em casa arrancam hoje

Compra de material ou pequenas obras em casas de construção anterior a 2006 podem ser comparticipadas pelo Governo até 7500 euros.

Mara Tribuna

Abrem esta segunda-feira as candidaturas para o ‘Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis’, divulgado na semana passada pelo Governo. Compra de material ou pequenas obras em casas de construção anterior a 2006 podem ser comparticipadas pelo governo até 7500 euros.

Esta iniciativa de 4,5 milhões de euros, que pretende melhorar a eficiência energética e hídrica das habitações, começa a funcionar esta segunda-feira e está enquadrada no programa de recuperação económico incluído no orçamento suplementar para este ano.

“As pessoas vão ter de consultar o site, mas a informação pedida é simples: vão fazer a obra, vão ter de ter factura do empreiteiro ou da aquisição do equipamento, por exemplo de uma bomba de calor e depois o que têm de fazer é enviar a factura de forma automática e digital e também com algumas evidências fotográficas de que a intervenção foi feita porque poderá haver sempre uma inspecção e depois o dinheiro é-lhes creditado na conta”, explicou o ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes, na semana passada, altura em que foi divulgado o programa.

A informação sobre o programa está disponível na página do Fundo Ambiental.

O que pode ser comparticipado?

  • Janelas eficientes de classe igual ou superior a A+;
  • Isolamento térmico, desde que efectuado com eco-materiais ou materiais reciclados;
  • Sistemas de aquecimento e/ou arrefecimento ambiente e de águas quentes sanitárias (AQS) que recorram a energia de fontes renováveis de classe A+ ou superior;
  • Bomba de calor sistema solar térmico, caldeiras e recuperadores a biomassa com elevada eficiência;
  • Caldeiras eléctricas quando acopladas a outros sistemas que recorram a energias renováveis (bombas de calor e painéis solares);
  • Instalação de painéis fotovoltaicos e outros equipamentos de produção de energia renovável para auto-consumo;
  • Intervenções que visem a eficiência hídrica: substituição de equipamentos por equipamentos mais eficientes – torneiras das casas-de-banho e do lava-loiças, chuveiros, autoclismos, autoclismos com dupla entrada de água (potável e não potável), fluxómetros, redutores de pressão e reguladores de caudal.

Num comunicado enviado às redações, a Quercus, organização ambiental, apelou ao rigor financeiro na concessão dos apoios e lembrou que “a seleção de materiais mais sustentáveis na reabilitação e construção é fundamental para a sustentabilidade no sector da construção”, já que os edifícios representam 30% no consumo de energia e 5% na emissão de gases com efeitos de estufa.

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“A Quercus espera, assim, que este programa seja rigoroso no financiamento de soluções que vão ao encontro da verdadeira sustentabilidade nos edifícios”, indica ainda o comunicado.

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