Westminster foi abalado por um escândalo de espionagem depois de os deputados terem sido informados de que “um agente do governo chinês” está “ativo” no Parlamento do Reino Unido, avança o jornal ‘The Mirror’.
O MI5 (serviço secreto britânico) emitiu um raro “alerta de interferência” sobre Christine Lee, adiantando que a mulher “está a trabalhar em coordenação com o Departamento de Trabalho da Frente Unida (UFWD) do Partido Comunista Chinês (PCC)”.
“Lee declarou publicamente que as suas atividades são para representar a comunidade chinesa do Reino Unido e aumentar a diversidade”, acrescenta ainda o organismo na mesma nota.
No entanto, sublinha o MI5 “a atividade mencionada foi realizada em coordenação secreta com o UFWD, com financiamento fornecido por estrangeiros localizados na China e em Hong Kong”.
No seguimento deste alerta, a porta-voz Lindsay Hoyle, sublinhou que Lee está “envolvida em atividades de interferência política em nome do Partido Comunista Chinês, envolvendo membros do Parlamento”.
“Devo destacar o facto de que Lee facilitou doações financeiras para servir e aspirantes a deputados, em nome de estrangeiros baseados em Hong Kong e na China”, disse.
Segundo a responsável, “esta facilitação foi feita secretamente para disfarçar as origens dos pagamentos. Este é um comportamento claramente inaceitável e estão a ser tomadas medidas para garantir que não volta a acometer”, garantiu.









