Governo atento a lucros das grandes empresas, mas só quer aplicar imposto em último recurso

Numa altura em que outros países e entidades internacionais apelam para a aplicação de medidas para travar os lucros “imorais” das grandes empresas, o Governo português diz estar “atento” mas admite que apenas irá aplicar um imposto em último recurso, conta o ‘Expresso’.

Esta semana, o Primeiro-Ministro, António Costa, determinou que os serviços do Estado não podem pagar faturas da ENDESA sem validação prévia pelo secretário de Estado do Ambiente e da Energia, depois de o presidente da empresa ter admitido aumentos de 40% na eletricidade. No entanto, Costa admitiu que o despacho é meramente preventivo.

O despacho do Governo veio reacender o tema o tema da taxação dos lucros extraordinários a várias empresas. Agora, um governante disse ao ‘Expresso’ que o assunto da taxação é consensual no executivo e que está pronta a ser implementada, embora possa realmente nunca vir a ser usada, apenas se houver sinais visíveis de lucros excessivos que tenham resultado diretamente da conjuntura provocada pela guerra.

O Governos destaca ainda a necessidade de ser analisado o sistema fiscal, que difere em cada país, sendo que em Portugal existe derrama de IRC e está ainda em vigor a contribuição extraordinária sobre o sector energético.



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