O Governo prepara-se para anunciar, esta segunda-feira, após Conselho de Ministros Extraordinário, as medidas de apoio para lutar contra a inflação – e apenas deve conhecer-se apenas a parte que toca às famílias, com as empresas na ‘lista de espera’.
Para atenuar a perda de poder de compra causada pela inflação, o Governo liderado por António Costa prepara-se para aumentar, de forma extraordinária, as pensões – em cima da mesa está um bónus que equivale a parte da pensão, a receber até ao final do ano. Poderá ser também anunciada uma intervenção nas rendas.
O pacote prevê ainda medidas que descem a receita fiscal, através do IRS, mas também no IVA para alguns produtos. Por outro, e além das pensões,poderão chegar igualmente apoios para as famílias com menos rendimentos e que não beneficiam dessas mexidas no IRS. O plano ainda não está fechado pelo Executivo mas a verba disponibilizada às famílias deverá também passar pela retoma do cheque de 60 euros, destinado às famílias para ajudar a suportar os custos com energia e alimentos. Contudo, este valor deverá subir 40 euros, para 100 euros, sendo alargado – além dos beneficiários das prestações mínimas sociais e da tarifa social de energia – aos agregados de escalões de rendimento da classe média.
No passado sábado, Marques Mendes, em declarações à SIC, garantiu que o pacote de apoio vai versar quatro áreas: social, fiscal, energia e pensões.
Estas serão algumas das medidas de apoio a famílias do generoso envelope de cerca de dois mil milhões de euros (perto de 1% do PIB) que o primeiro-ministro quer aprovar e anunciar hoje.




