O Governo alemão, com receio das consequências políticas de uma possível «repetição de 2015», está a apoiar a decisão da Grécia, de suspender os pedidos de asilo nas suas fronteiras, lançando para o efeito uma campanha nas redes sociais, na tentativa de impedir que os refugiados sírios invadam a Europa, segundo o ‘The Guardian’.
«Não queremos repetir o que se passou em 2015», alertou Horst Seehofer, ministro do Interior alemão, referindo-se à chegada de cerca de um milhão de pedidos de asilo à Alemanha depois de o país ter decidido não fechar as suas fronteiras, há cinco anos.
Nesse ano, as redes sociais desempenharam um papel fundamental na atracção de muitos refugiados para a Alemanha.
Nesta terça-feira, o Ministério do Interior Alemão, publicou vários tweets em árabe, persa, inglês e alemão, que pareciam ter o objectivo de anular os efeitos de atracção que aconteceram em 2015.
https://twitter.com/PoliticsPleb/status/1234937142452854786
The German interior ministry is tweeting in various languages to tell asylum seekers not to come to Germany https://t.co/GRKRhrKQrb
— Bojan Pancevski (@bopanc) March 3, 2020
«Temos de reunir condições ordenadas na fronteira externa da UE», pode ler-se numa das publicações. «Vamos esforçar-nos ao máximo para apoiar a Grécia nesse sentido. As fronteiras da Europa não estão abertas para refugiados da Turquia, nem as nossas fronteiras alemãs», refere uma outra publicação.
Estima-se que cerca de 12.500 pessoas aguardem do lado turco da fronteira grega depois do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, ter dito no passado sábado que ia abrir as fronteiras do seu país para que refugiados sírios pudessem atravessar a Europa.
Milhares de manifestantes reuniram-se junto do gabinete de Angela Merkel em Berlim, na noite de terça-feira, pedindo que a chanceler se mostrasse a favor da abertura das fronteiras da UE, contudo o seu governo recusou-se a criticar publicamente a decisão do governo grego de suspender os pedidos de asilo, durante um mês.






