O Governo admitiu a possibilidade da venda separada de diferentes ativos da Altice, uma tendência que admitem que se tem vindo a verificar em vários países da União Europeia.
A confirmação foi dada ao ‘Negócios’ por fonte oficial do gabinete do secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa, que revela a importância de analisar os impactos desta ação, e a importância da intervenção das competentes entidades reguladoras, nomeadamente a Anacom e a Autoridade da Concorrência.
O executivo, agora em gestão, tinha já referido anteriormente que uma eventual compra da dona da Meo seria “analisada à luz do quadro legal vigente”, no entanto, na altura, ainda não conhecia a intenção de Patrick Drahi, acionista maioritário do grupo, de vender a operação em várias parcelas.
Drahi quer direcionar as negociações com os diferentes candidatos para propostas que visem ativos individuais, como por exemplo a fibra ótica ou o centro de dados na Covilhã.
A Altice é uma empresa privada mas, pelo facto de serem consideradas infraestruturas críticas, o Governo tem voz em algumas decisões da operação.














