Governo admite necessidade de melhorar sistema de notificação de doentes infetados com Covid-19

O balanço diário da Direção-Geral da Saúde reflete os dados que são introduzidos nas duas vertentes da plataforma denominada Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (Sinave).

Executive Digest

O secretário de Estado da Saúde admitiu, esta segunda-feira, a necessidade de melhorar a integração das plataformas de registo e notificação de doentes infetados com o novo coronavírus.

“Precisamos de uma melhor integração de plataformas, nomeadamente o Sinave Lab, o Sinave Med e o Trace Covid, para termos uma radiografia mais fina da situação. E estamos a trabalhar nisso, enquanto se continua a combater a pandemia em direto”, disse António Lacerda Sales, durante a habitual conferência de imprensa sobre a pandemia em Portugal.

O balanço diário da Direção-Geral da Saúde reflete os dados que são introduzidos nas duas vertentes da plataforma denominada Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (Sinave), mas por vezes essa notificação é feita com algum atraso.

“Temos de conhecer a realidade no terreno para melhor adequar a resposta e é também por isso que temos solicitado a notificação atempada de casos por parte dos profissionais de saúde”, referiu António Lacerda Sales.

Numa intervenção inicial, o secretário de Estado reconheceu que o país não estava preparado para “uma epidemia desta escala”, mas recordou aquela que considerou ser uma boa resposta do Serviço Nacional de Saúde.

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“Além de registarmos menos óbitos, tivemos uma menor pressão nos serviços de saúde e testamos mais do que a maioria dos países da Europa”, sublinhou, acrescentando que o país utilizou as ferramentas que estavam disponíveis, melhorou-as e criou novas, como a plataforma Trace Covid.

“Há neste momento 77.867 profissionais de saúde com acesso à plataforma e mais de 700 mil utentes inseridos, estando mais de 16.500 em vigilância clínica”, adiantou.

A diretora-geral da Saúde também aproveitou a conferência de imprensa para referir outro tema, além da covid-19, apelando a cuidados acrescidos durante os próximos dias, em que se preveem temperaturas elevadas.

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“O grande apelo que nós fazemos é para que as pessoas, sobretudo as mais vulneráveis, se hidratem, que se protejam do calor intenso, que utilizem roupa adequada e que arejem as suas habitações”, sublinhou.

“São conselhos genéricos, todos nós os conhecemos, mas nestas alturas em que estamos preocupados com a covid-19 e com a epidemia, não podemos descorá-los”, acrescentou.

Portugal regista hoje mais seis óbitos por covid-19, em relação a domingo, e mais 232 casos de infeção confirmados, dos quais 195 na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgados.

De acordo com o boletim epidemiológico diário, o total de óbitos por covid-19 desde o início da pandemia é agora de 1.620 e o total de casos confirmados é de 44.129.

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