O Ministério dos Negócios Estrangeiros está a acompanhar a situação de nove portugueses que se encontram no Níger, país que vive dias de tensão com um golpe de Estado, liderado pela junta militar do Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CLSP).
Segundo revelou o ministério liderado por João Gomes Cravinho à TSF, a tutela está em “contacto estreito” neste momento com vários parceiro para conseguir “operacionalizar a retirada em segurança” dos portugueses que pretendem abandonar o Níger.
O MNE adianta que o contacto é mediado “através da Embaixada de Portugal em Abuja, e em articulação com a Delegação da UE em Niamey”.
Os cidadãos portugueses em causa, assinala o Governo, “exercem funções em organizações europeias e empresas privadas”.
Recorde-se que o Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria anunciou a demissão do Presidente Mohamed Bazoum, suspendeu todas as instituições estatais, estabeleceu um fecho das fronteiras e um recolher noturno obrigatório.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu um prazo de uma semana para que fossa reposta a legalidade constitucional naquele país africano, mas logo saíram em defesa os governos militares do Mali e Burkina Faso, que também subiram ao poder com golpes de Estado, a avisar que qualquer reação com uma intervenção militar equivaleria a uma declaração de guerra contra estes dois países também.














