O Goldman Sachs e o Kirkland & Ellis suspenderam os novos negócios com a Pamplona Capital Management, empresa de capital privado avaliada em 8,1 mil milhões de euros (9 mil milhões de dólares) que tem como principal suporte o grupo de investimentos LetterOne do oligarca russo Mikhail Fridman, dono da cadeia Dia.
Pelo menos 80% dos fundos da Pamplona Capital Management vêm da LetterOne, segundo avançaram duas pessoas familiarizadas com o assunto ao ‘Financial Times’.
Com base neste pressuposto, o banco norte-americano Goldman Sachs e o escritório de advocacia Kirkland & Ellis questionaram as ligações da Pamplona com o oligarca russo sancionado na Europa como consequência do ataque da Rússia à Ucrânia.
Estas duas entidades somam-se a outras que cortaram relações com a Pamplona Capital Management, como é o caso da Waystone que cortou as suas relações com a Paplona a 4 de março na sequência das sanções impostas pela UE a Fridman e Petr Aven, outro acionista da LetterOne.
A mesma fonte avança ainda que o UBS, a Houlihan Lokey e a Nomura também estão a receber assessoria jurídica em relação ao tratamento que deverá ser dado a este assunto, sendo ainda incertos os próximos passos dados pelas empresas.
A Pamplona anunciou na semana passada que iria devolver o dinheiro da LetterOne pois o seu intuito é separar-se do grupo, e sublinhou que “qualquer sugestão de que a Pamplona corre o risco de ser sancionada é totalmente incorreta”, acrescentando que nenhum investidor ou indivíduo afetado por sanções “já teve qualquer participação económica no gestor de investimentos ou influência sobre ele”.





