Gigante da aviação paga 2,7 milhões de euros para fechar casos de suborno

O grupo aeronáutico europeu Airbus chegou a um princípio de acordo com as autoridades judiciais de França, Reino Unido e Estados Unidos. Mas qualquer compromisso terá de ser aprovado pelos tribunais dos três países e pelo regulador dos Estados Unidos.

Executive Digest

O grupo aeronáutico europeu Airbus anunciou esta terça-feira que chegou a um princípio de acordo com as autoridades judiciais de França, Reino Unido e Estados Unidos em relação às investigações contra a empresa por suspeita de subornos e corrupção, avança a “Lusa”.

Num comunicado, a Airbus precisou que este caso se refere a um possível incumprimento da normativa norte-americana sobre os regulamentos sobre o tráfico internacional de armas (International Traffic in Arms Regulations). Ainda que já haja este princípio de acordo, adianta a Airbus, qualquer compromisso deve ser aprovado pelos tribunais dos três países e pelo regulador dos Estados Unidos.

O comunicado da Airbus não precisa os termos do acordo, mas analistas citados pelo “Financial Times” calculam que o gigante aeronáutico europeu poderia ter de pagar multas superiores a três milhões de euros. Se se confirmar este valor é equivalente ao lucro líquido obtido pela Airbus em 2018.

Este caso, que ameaça o gigante aeronáutico, com 134.000 trabalhadores e grande contribuinte líquido para o comércio externo da Alemanha e da França, contribuiu para a mudança da equipa dirigente do grupo europeu.

Este assunto remonta a 2014 e refere-se a uma série de omissões e inexactidões sobre a identificação e o papel de alguns intermediários que intervieram à conta da Airbus para conseguir contratos civis e militares.

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O fundo da questão é que, ao receber créditos para a exportação de agências governamentais na Europa, a Airbus era obrigada a mencionar os intermediários envolvidos nos seus contratos e se não o fizesse expunha-se a processos penais.

A Airbus decidiu suspender a utilização de consultores e adoptou uma operação de transparência para procurar uma saída negociada com as autoridades dos países para evitar uma condenação.

Nos Estados Unidos, o departamento de Justiça também abriu um processo por uma possível infracção da regulamentação sobre a venda de armas.

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