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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>O elétrico que abriu caminho em Portugal está de volta: novo Nissan LEAF entra na terceira geração</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 16:26:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com design totalmente renovado, duas opções de bateria, maior eficiência e mais tecnologia a bordo, o novo LEAF chega ao mercado nacional a partir de 29.990 euros, acrescidos de IVA, com oferta de três anos de manutenção]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo Nissan LEAF já está disponível em Portugal, inaugurando a terceira geração de um dos modelos mais conhecidos da mobilidade 100% elétrica. Com design totalmente renovado, duas opções de bateria, maior eficiência e mais tecnologia a bordo, o novo LEAF chega ao mercado nacional a partir de 29.990 euros, acrescidos de IVA, com oferta de três anos de manutenção.</p>
<p>O modelo pode ser reservado de forma totalmente online através do site leaf.nissan.pt, com as primeiras entregas a clientes previstas para julho. A campanha é válida para clientes particulares e empresários em nome individual em Portugal Continental e ilhas, até 31 de julho de 2026, estando limitada ao stock existente nos concessionários aderentes.</p>
<p>Concebido no Estúdio Global de Design da Nissan, em Atsugi, no Japão, e produzido na fábrica de Sunderland, no Reino Unido, o novo LEAF marca uma mudança profunda face às gerações anteriores. A Nissan aposta agora num visual mais fluido e aerodinâmico, pensado para reforçar a eficiência energética e dar ao modelo uma presença mais moderna e distintiva.</p>
<p>O habitáculo foi desenvolvido com foco na utilização familiar, oferecendo um interior amplo e uma bagageira com até 437 litros VDA de capacidade. A experiência digital a bordo também foi reforçada, com a integração do sistema NissanConnect com Google incorporado.</p>
<p>Com esta solução, os condutores passam a ter acesso a serviços como Google Maps, Google Assistant e Play Store diretamente no veículo. Através de comandos de voz, é possível controlar funções como navegação, climatização e música, simplificando a utilização diária.</p>
<p>O novo Nissan LEAF está disponível com duas opções de bateria: 52 kWh e 75 kWh. A versão com a bateria de maior capacidade permite uma autonomia de até 622 quilómetros e carregamento rápido capaz de recuperar até 417 quilómetros em 30 minutos.</p>
<p>Na versão de 75 kWh, o motor elétrico desenvolve 160 kW de potência máxima e 355 Nm de binário, permitindo cumprir a aceleração dos 0 aos 100 km/h em 7,8 segundos. Já a versão com bateria de 52 kWh conta com 130 kW de potência e 345 Nm de binário.</p>
<p>A eficiência é um dos pontos destacados pela Nissan. O novo sistema de propulsão elétrico 3 em 1 integra motor, inversor e redutor numa única unidade, permitindo reduzir peso e dimensões, melhorar a eficiência energética e reforçar a dinâmica de condução.</p>
<p>O consumo energético anunciado situa-se entre 13,7 e 13,8 kWh por 100 quilómetros, um valor que contribui para reduzir a necessidade de paragens em viagens mais longas. Como veículo 100% elétrico, o novo LEAF apresenta emissões de CO2 de 0 g/km em ciclo combinado.</p>
<p>Entre as funcionalidades disponíveis está também a tecnologia Vehicle-to-Load, que permite ao automóvel fornecer até 3,6 kW de potência elétrica a equipamentos externos. Esta função pode ser usada, por exemplo, para alimentar computadores portáteis ou dispositivos utilizados em atividades ao ar livre.</p>
<p>Ao nível da assistência à condução, o novo Nissan LEAF integra sistemas como Cruise Control Inteligente e Assistência à Manutenção na Faixa de Rodagem. A marca destaca ainda a conectividade melhorada e um conjunto de funcionalidades inteligentes pensadas para facilitar a utilização quotidiana.</p>
<p>O modelo chega ao mercado português depois de ter recebido vários reconhecimentos internacionais. O novo LEAF foi distinguido como Vencedor Absoluto 2026 e Melhor Compacto do Mundo nos Women’s Worldwide Car of the Year, ficou entre os três finalistas do World Car of the Year e foi eleito Carro do Ano pelo jornal britânico The Sun, no âmbito dos The Motor Awards 2026.</p>
<p>O sistema de propulsão do modelo também foi reconhecido, tendo integrado a lista Wards 10 Best Engines &#038; Propulsion Systems 2025, que distingue os melhores motores e sistemas de propulsão.</p>
<p>Em Portugal, o novo Nissan LEAF será proposto em três versões: Engage e Advance, disponíveis com as baterias de 52 kWh e 75 kWh, e Evolve, disponível com a bateria de 75 kWh. Estarão disponíveis seis cores exteriores e duas opções interiores.</p>
<p>Com esta terceira geração, a Nissan procura reforçar a posição do LEAF no mercado dos veículos elétricos, combinando maior autonomia, carregamento rápido, tecnologia integrada e uma proposta comercial que inclui três anos de manutenção.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784318]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Calor: Seguro pede a portugueses para seguirem &#8220;todas as instruções&#8221; das autoridades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 16:24:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República pediu hoje que os portugueses sigam "todas as instruções" que as autoridades nacionais vão emitir nos próximos dias para lidar com a onda de calor esperada e tenham "muito cuidado" na prevenção de incêndios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República pediu hoje que os portugueses sigam &#8220;todas as instruções&#8221; que as autoridades nacionais vão emitir nos próximos dias para lidar com a onda de calor esperada e tenham &#8220;muito cuidado&#8221; na prevenção de incêndios.</p>
<p>&#8220;Deixo aqui um apelo para que todos nós possamos, em primeiro lugar, ter muito cuidado na prevenção, para evitar incêndios, e seguir todas as instruções das autoridades: quer de saúde, no sentido de boa hidratação e para que as pessoas mais vulneráveis se protejam dessa onda de calor, quer da Proteção Civil no que diz respeito à prevenção de incêndios&#8221;, pediu António José Seguro em declarações aos jornalistas no final de um encontro com empresários portugueses em Paris.</p>
<p>O Presidente da República afirmou que, perante a onda de calor, &#8220;as autoridades públicas têm uma responsabilidade&#8221;, mas os cidadãos também.</p>
<p>&#8220;Cada um de nós, como cidadãos, também tem o dever de prevenir e fazer tudo, tudo, tudo, perante esta ofensiva desta onda de calor que está anunciada. E este é o apelo que o Presidente da República dirige a todo o país&#8221;, afirmou.</p>
<p>António José Seguro acrescentou que tem falado com o primeiro-ministro sobre esta matéria e recordou que o fenómeno dos incêndios tem sido uma preocupação sua desde que tomou posse.</p>
<p>&#8220;Aliás, manifestada também no relatório que elaborei durante a presidência aberta, sobre a situação de haver muito material de florestas que estão caídos&#8221;, disse.</p>
<p>As autoridades de saúde preveem um aumento da mortalidade nos próximos dias, em que está prevista uma onda de calor, com temperaturas máximas que podem chegar aos 44 graus, disse hoje a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.</p>
<p>A governante salientou que esta informação reforça a importância de antecipar medidas de prevenção e de proteção das pessoas em maior risco, como idosos, crianças, grávidas e pessoas com doenças crónicas.</p>
<p>Os distritos de Lisboa e Setúbal vão estar sob aviso vermelho por causa do calor a partir de quinta-feira, estendendo-se na sexta-feira a Coimbra e Leiria, segundo o IPMA.</p>
<p>O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus e mínimas entre os 24º e os 28º.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784334]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha em baixa numa Europa maioritariamente negativa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 16:10:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 0,46% para 9.090,47 pontos, numa Europa maioritariamente negativa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 0,46% para 9.090,47 pontos, numa Europa maioritariamente negativa.</p>
<p>Das 16 cotadas que integram o PSI, 11 desceram, quatro subiram e a Sonae SGPS ficou inalterada em 2,02 euros.</p>
<p>A liderar as descidas ficou a NOS, que baixou 3,07% para 4,89 euros.</p>
<p>No resto da Europa, Paris retrocedeu 0,79%, Madrid 0,34% e Londres 0,18%, enquanto Frankfurt cresceu 0,18%.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784316]]></sapo:autor>
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		<title>“Menos trânsito, mais cidade”: Salzburgo proíbe visitantes de entrar de carro no centro histórico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 16:09:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Medida, em vigor durante julho e agosto, pretende reduzir o congestionamento provocado pelo turismo automóvel e segue o exemplo de outras cidades europeias]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Salzburgo começou a aplicar uma nova restrição de verão que impede visitantes de entrarem de carro no centro histórico da cidade. A medida, em vigor durante julho e agosto, pretende reduzir o congestionamento provocado pelo turismo automóvel e segue o exemplo de outras cidades europeias pressionadas pelo excesso de visitantes.</p>
<p>Segundo o ‘The Guardian’, as autoridades da quarta maior cidade da Áustria esperam que a campanha, apresentada sob o lema “menos trânsito, mais cidade”, permita reduzir em cerca de 1.000 por dia o número de entradas de veículos na zona histórica.</p>
<p>A decisão tem como principal alvo os excursionistas que chegam de carro de outras regiões para visitar atrações como a casa onde nasceu Mozart, a catedral barroca do século XVII e o centro histórico classificado como Património Mundial da UNESCO.</p>
<p>O presidente da Câmara de Salzburgo, Bernhard Auinger, justificou a medida com os episódios de congestionamento registados no verão passado. “Não queremos situações caóticas de trânsito como as que vimos no ano passado”, afirmou quando anunciou as restrições, em maio.</p>
<p>Auinger sublinhou que a medida é dirigida sobretudo a visitantes ocasionais que viajam de carro a partir de zonas mais distantes. Residentes, trabalhadores e tráfego ligado a atividades profissionais não deverão ser afetados pelas novas regras.</p>
<p>Para o autarca, os próprios turistas também sairão beneficiados. Em vez de passarem horas presos no trânsito, poderão deixar o carro fora do centro e circular pela cidade de forma mais simples. A medida, defendeu, torna igualmente a vida mais fácil para quem vive e trabalha em Salzburgo.</p>
<p>As queixas crescentes dos moradores durante os meses de verão foram decisivas para avançar com a restrição. Ao site &#8216;Salzburg24&#8217;, o presidente da Câmara resumiu o problema com uma imagem clara: a cidade tinha permitido que os turistas “entrassem de carro na nossa sala de estar”.</p>
<p>A fiscalização será feita pela polícia. Condutores com matrículas de fora da região de Salzburgo que entrem na zona limitada em torno da Staatsbrücke, a ponte sobre o rio Salzach, poderão ser multados em até 80 euros.</p>
<p>Há, no entanto, exceções. A restrição não se aplica a residentes, trabalhadores pendulares, veículos de entregas, táxis, carros de aluguer, visitantes com deficiência e hóspedes de hotéis situados na zona abrangida, desde que apresentem confirmação de reserva.</p>
<p>Também os automobilistas alemães das zonas bávaras vizinhas de Berchtesgaden e Bad Reichenhall ficam isentos das limitações, devido à proximidade e aos fluxos habituais entre estas regiões e Salzburgo.</p>
<p>Para incentivar os visitantes a deixarem o carro fora do centro, os parques dissuasores da cidade passaram a disponibilizar um bilhete diário que inclui estacionamento e utilização dos transportes públicos locais para até cinco pessoas, por 7,50 euros.</p>
<p>A política foi aprovada pelo conselho municipal em maio e inspira-se em modelos já aplicados noutras cidades europeias. Heidi Strobl, do organismo local de turismo, explicou que Salzburgo olhou para as zonas de tráfego limitado existentes em cidades italianas como Roma, Florença e Pisa, bem como para restrições adotadas em Dubrovnik, na Croácia.</p>
<p>O problema é particularmente sensível numa cidade com pouco mais de 158 mil habitantes, mas que recebe mais de três milhões de dormidas por ano. O peso do turismo aumenta de forma acentuada nos meses de verão, quando muitos visitantes chegam em excursões de apenas um dia.</p>
<p>No ano passado, as comemorações dos 60 anos do filme ‘Música no Coração’, rodado na região de Salzburgo, deram novo impulso à procura turística. A popularidade da cidade voltou a colocar pressão sobre ruas estreitas, acessos rodoviários e zonas históricas já muito procuradas.</p>
<p>Com esta medida, Salzburgo junta-se à lista de destinos europeus que procuram limitar os efeitos mais visíveis do turismo excessivo. A mensagem das autoridades é simples: os visitantes continuam a ser bem-vindos, mas o centro histórico deixa de estar aberto a todo o trânsito automóvel.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784311]]></sapo:autor>
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		<title>Não é só viajar sem visto: estes são os passaportes mais valiosos do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 16:04:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Global Passport Index]]></category>
		<category><![CDATA[passaporte]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo a 'Euronews', nove dos dez passaportes mais fortes do mundo em 2026 são europeus. A única exceção é Singapura, que fecha o top 10 e continua a destacar-se pela liberdade de circulação internacional]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os passaportes mais poderosos do mundo continuam a ser, quase todos, europeus. A nova edição do Global Passport Index coloca a Suécia no primeiro lugar do ranking global, seguida da Suíça e da Finlândia, numa lista dominada por países da Europa.</p>
<p>Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, nove dos dez passaportes mais fortes do mundo em 2026 são europeus. A única exceção é Singapura, que fecha o top 10 e continua a destacar-se pela liberdade de circulação internacional.</p>
<p>O ranking é elaborado pela &#8216;Global Citizen Solutions&#8217; e difere de outros índices, como o Henley Passport Index, por não avaliar apenas o número de países a que cada passaporte dá acesso sem visto. O Global Passport Index mede também a atratividade para investimento e a qualidade de vida associada a cada nacionalidade. A edição de 2026 foi atualizada a 30 de junho e analisa 200 países através de 15 indicadores.</p>
<p>Entre os critérios avaliados estão o ambiente fiscal, a inovação, a competitividade económica, a saúde, a segurança, o clima, a infraestrutura social e a estabilidade geral do país. A ideia é medir não apenas onde um cidadão pode viajar, mas também onde pode viver, investir e beneficiar de melhores condições de vida.</p>
<p>Portugal surge mais abaixo na tabela global, mas mantém uma posição relevante no índice. O passaporte português ocupa o 30.º lugar no Global Passport Index 2026, com acesso sem visto a 121 países. No detalhe, Portugal surge em 15.º lugar no índice de mobilidade reforçada, em 59.º na atratividade para investimento e em 11.º na qualidade de vida. Segundo a Global Citizen Solutions, estes resultados colocam o passaporte português entre os mais desejáveis do mundo, combinando elevada liberdade de circulação com bons indicadores de qualidade de vida. Os titulares de passaporte português beneficiam de acesso sem visto ou com visto à chegada a destinos como Estados Unidos, Alemanha, França, China, Japão, Andorra, Áustria e Bélgica, embora continuem a precisar de visto para cerca de 11 destinos, entre os quais República Centro-Africana, República do Congo, Argélia, Eritreia, Gana, Mali e Níger.</p>
<p>A Suécia lidera o ranking geral. O país surge em 11.º lugar no índice de mobilidade, em 9.º na atratividade para investimento e em 2.º na qualidade de vida. Esta combinação permite-lhe ficar à frente de países com maior liberdade de circulação pura, como Singapura.</p>
<p>A Suíça ocupa a segunda posição, apoiada sobretudo no desempenho em investimento, onde surge em 2.º lugar, e numa forte posição em mobilidade. Já a Finlândia fecha o pódio, com o melhor resultado mundial em qualidade de vida e o 4.º lugar no índice de mobilidade.</p>
<p>A Alemanha surge em quarto lugar, enquanto Países Baixos e Dinamarca partilham a quinta posição. Irlanda, Reino Unido, Noruega e Singapura completam o top 10 dos passaportes mais poderosos do mundo em 2026.</p>
<p>Para a &#8216;Global Citizen Solutions&#8217;, o domínio europeu explica-se menos por uma vantagem isolada e mais pelo equilíbrio entre vários fatores. A Europa combina elevada liberdade de circulação, estabilidade institucional, bons serviços públicos, segurança, qualidade de vida e economias atrativas para investimento.</p>
<p>Patricia Casaburi, presidente executiva da &#8216;Global Citizen Solutions&#8217;, sublinhou à &#8216;Euronews&#8217; que a vantagem europeia está precisamente nessa combinação. Segundo a responsável, Singapura supera todos os países europeus em liberdade de viagem, e alguns Estados do Golfo e da Ásia rivalizam na atratividade para investimento, mas a Europa distingue-se por juntar mobilidade quase máxima com alguns dos níveis mais elevados de qualidade de vida.</p>
<p>O caso do Reino Unido mostra também como o Brexit continua a pesar na avaliação. O passaporte britânico mantém-se no top 10, em oitavo lugar, muito apoiado pela qualidade de vida. Mas, segundo a Global Citizen Solutions, a sua posição em mobilidade é mais modesta, em torno do 30.º lugar, refletindo a perda do direito automático de cidadãos britânicos viverem, trabalharem e instalarem-se nos 27 Estados-membros da União Europeia.</p>
<p>Já os Estados Unidos registam uma das maiores quedas entre os países do G7 nos últimos cinco anos. Depois de terem ocupado o primeiro lugar em 2021, os EUA caíram para 14.º em 2025 e recuperaram ligeiramente para 12.º em 2026. Entre os fatores apontados estão reintroduções bilaterais de vistos, incluindo a decisão do Brasil de voltar a exigir visto a cidadãos norte-americanos.</p>
<p>O top 10 do Global Passport Index 2026 fica assim definido: Suécia em primeiro lugar, Suíça em segundo, Finlândia em terceiro, Alemanha em quarto, Países Baixos e Dinamarca em quinto, Irlanda em sétimo, Reino Unido em oitavo, Noruega em nono e Singapura em décimo.</p>
<p>A leitura do ranking é clara: o poder de um passaporte já não se mede apenas pelas fronteiras que abre. Mede-se também pela estabilidade, pelas oportunidades económicas e pela qualidade de vida que o país de origem oferece aos seus cidadãos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784308]]></sapo:autor>
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		<title>Famílias elegíveis para Vale Eficiência contactadas a partir de outubro, garante Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 16:02:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[vale eficiência]]></category>
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					<description><![CDATA[Graça Carvalho explicou que não será aberto um novo concurso, uma vez que sabem exatamente quem são as pessoas que não conseguiram um vale, apesar de terem recebido a informação de que tinham condições de elegibilidade]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra do Ambiente e Energia disse hoje que as cerca de 28 mil famílias economicamente vulneráveis que ficaram sem Vale Eficiência deverão começar a ser contactadas a partir de 15 de outubro para atribuição de voucher.</p>
<p>Ouvida no parlamento a propósito do requerimento apresentado pelo PS sobre o cancelamento da atribuição de novos vales do programa Vale Eficiência, Graça Carvalho explicou que não será aberto um novo concurso, uma vez que sabem exatamente quem são as pessoas que não conseguiram um vale, apesar de terem recebido a informação de que tinham condições de elegibilidade. &#8220;Nós sabemos exatamente os e-mails de quem são e já não vamos fazer nova avaliação.</p>
<p>&#8220;Vamos só verificar se não há dívidas à Autoridade Tributária ou à Segurança Social&#8221;, referiu a ministra responsável pela pasta do Ambiente e Energia.</p>
<p>Aos deputados da Assembleia da República, Graça Carvalho detalhou o calendário previsto para a atribuição de vouchers às 27 960 famílias: em setembro deverão ser feitas negociações com os fornecedores e, a partir de 15 de outubro, deverão começar a ser contactadas as famílias para que possam &#8220;ir aos fornecedores que aderiram, escolher os equipamentos e [saber] as obras que são necessárias&#8221;.</p>
<p>No total das duas fases deste programa, disse ainda a ministra, há registo de 48 131 candidaturas elegíveis, segundo dados atualizados a 26 de junho. &#8220;Da segunda fase, já temos 17 675 [candidaturas] pagas e o resto está a pagamento para chegar aos 20 mil, o que corresponde a 28 milhões de euros pagos&#8221;, acrescentou.</p>
<p>O programa Vale Eficiência foi desenhado para apoiar as famílias economicamente vulneráveis no combate à pobreza energética através da substituição de janelas de classe energética A e de sistemas de aquecimento e/ou arrefecimento como bombas de calor, sistemas solares térmicos, caldeiras e sistemas solares fotovoltaicos, entre outros.</p>
<p>Cada vale atribuído aos beneficiários tem o valor de 1300 euros, acrescido de IVA. Na primeira fase do programa cada família teve direito a apenas um vale, mas na segunda fase foram atribuídos até três vales por agregado familiar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784304]]></sapo:autor>
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		<title>Parlamento conclui que Rita Matias (Chega) violou código de conduta em dois casos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:58:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Parlamentar de Transparência concluiu hoje que Rita Matias (Chega) violou o código de conduta por utilização abusiva do cartão de deputada na Faculdade de Letras de Lisboa e também por insultos dirigidos à socialista Isabel Moreira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Parlamentar de Transparência concluiu hoje que Rita Matias (Chega) violou o código de conduta por utilização abusiva do cartão de deputada na Faculdade de Letras de Lisboa e também por insultos dirigidos à socialista Isabel Moreira.</p>
<p>Fonte da Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados adiantou à agência Lusa que estes dois pareceres foram aprovados por ampla maioria, embora com os votos contra do Chega.</p>
<p>No processo que envolve a Faculdade de Letras de Lisboa, a admoestação por mau comportamento estende-se à deputada do Chega Madalena Cordeiro. Já no caso relativo a Isabel Moreira, considerou-se provado que Rita Matias se dirigiu à constitucionalista da bancada do PS usando a expressão &#8220;assassina&#8221;, associando-a à morte de 18 mil bebés.</p>
<p>&#8220;Chamar assassina a outra colega parlamentar constitui um insulto e, por conseguinte, um comportamento inadequado e inaceitável por parte de uma senhora deputada à Assembleia da República. Tais são comportamentos que um(a) deputado(a), no exercício das suas funções, não pode ter, até porque atos desta natureza não só não preservam a dignidade e a credibilidade do órgão de soberania, nem prestigiam a instituição parlamentar, como também afetam os deveres de urbanidade e do respeito que é devido entre deputados(as)&#8221;, lê-se no relatório.</p>
<p>Concluiu-se então que Rita Matias &#8220;incorreu em violação grave dos deveres dos deputados&#8221; e &#8220;do Código de Conduta dos Deputados&#8221;.</p>
<p>O caso de Rita Matias e de Madalena Cordeiro com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa é considerado mais insólito.</p>
<p>As duas deputadas foram a essa faculdade em 18 de março passado. Após ter-lhes sido dito que o diretor da faculdade não iria recebê-las, decidiram forçar o encontro e apresentaram a agentes da PSP o &#8220;Cartão de Deputado &#8211; Livre-Trânsito&#8221;.</p>
<p>Segundo o relatório, Rita Matias e Madalena Cordeiro insistiram e pediram que lhes fosse conferido acesso à sala onde o diretor presidia à reunião da Comissão Coordenadora do Conselho Científico &#8211; solicitação essa que foi negada.</p>
<p>Perante este caso, a Comissão de Transparência concluiu que esta iniciativa é &#8220;estranha&#8221; ao exercício do mandato parlamentar e, sobretudo, que as duas deputadas &#8220;não poderiam, em circunstância alguma, ter utilizado o cartão de deputado para garantir o acesso de livre circulação nas instalações da Faculdade de Letras&#8221;.</p>
<p>&#8220;E muito menos ainda para aceder a uma reunião reservada, que se encontrava a decorrer, de um órgão interno daquela instituição de ensino superior&#8221;, salienta-se no parecer aprovado.</p>
<p>Tratou-se, por isso, de &#8220;uma utilização ostensivamente abusiva da prerrogativa de livre trânsito, na medida em que não só esta prerrogativa foi utilizada para uma finalidade alheia ao exercício do mandato parlamentar, como também a sua utilização pretendeu contornar e subverter as regras internas de funcionamento de uma instituição universitária, que goza de autonomia&#8221;.</p>
<p>Ao agir desta forma descrita, acrescenta-se, Rita Matias e Madalena Cordeiro &#8220;abusaram do direito dos deputados ao livre trânsito, (&#8230;) afrontando claramente o disposto nesta disposição estatutária, para além de terem desrespeitado, com este seu comportamento, a imagem, o prestígio e a dignidade da Assembleia da República&#8221;.</p>
<p>&#8220;Com esta sua conduta, as senhoras deputadas Rita Matias e Madalena Cordeiro incorreram em violação grave dos deveres dos Deputados&#8221; e &#8220;do Código de Conduta dos Deputados&#8221;, conclui-se.</p>
<p>A Comissão da Transparência, no seu relatório, recomenda às duas deputadas do Chega para que, a partir de agora, &#8220;se abstenham de fazer uma utilização abusiva do direito ao livre trânsito dos deputados, nomeadamente, inibindo-se de o utilizar em ações de natureza político-partidária, estranhas ao exercício do mandato parlamentar&#8221;.</p>
<p>&#8220;E, em qualquer caso, para interromper reuniões de órgãos universitários, em desrespeito pelas regras de funcionamento interno dessas instituições de ensino superior&#8221;, refere-se.</p>
<p>Recomenda-se ainda a Rita Matias e a Madalena Cordeiro que se retratem &#8220;junto da instituição queixosa&#8221;, a Faculdade de Letras de Lisboa, &#8220;pugnando pela salvaguarda da imagem institucional da Assembleia da República, que invariavelmente acaba por ser afetada pelas suas condutas.&#8221;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784305]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Aranha venenosa sul-americana detetada no Porto: é o primeiro registo na Península Ibérica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:57:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[aranha venenosa]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar da descoberta, os investigadores garantem que não há motivo para alarme, uma vez que se trata de uma espécie discreta, pouco agressiva e com baixa probabilidade de contacto com a população]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma espécie de aranha venenosa originária da América do Sul foi identificada no Porto, no que constitui o primeiro registo confirmado da aranha-reclusa-do-Chile na Península Ibérica. Apesar da descoberta, os investigadores garantem que não há motivo para alarme, uma vez que se trata de uma espécie discreta, pouco agressiva e com baixa probabilidade de contacto com a população.</p>
<p>Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, a espécie em causa é a Loxosceles laeta, conhecida como aranha-reclusa-do-Chile. A identificação foi feita por investigadores ligados ao Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto e corresponde ao primeiro registo desta espécie em Portugal e em toda a Península Ibérica.</p>
<p>José Manuel Grosso-Silva, entomólogo do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto e um dos investigadores envolvidos na descoberta, explicou à &#8216;Euronews&#8217; que a probabilidade de as pessoas se cruzarem com esta aranha ou serem mordidas é reduzida. A espécie tem hábitos reservados, é sobretudo noturna e tende a esconder-se em locais escuros e pouco expostos.</p>
<p>Ainda assim, a mordedura pode ser grave. No estudo assinado pelos biólogos Francisco Gil e José Manuel Grosso-Silva, a espécie é descrita como pouco inclinada a morder, mas com veneno capaz de provocar lesões cutâneas significativas, incluindo necrose. O trabalho científico assinala a Loxosceles laeta como uma espécie exótica sul-americana registada pela primeira vez em Portugal e na Península Ibérica, sendo apenas o terceiro registo confirmado na Europa.</p>
<p>O primeiro exemplar foi encontrado por acaso a 10 de setembro de 2025, quando um macho foi observado numa parede no Campo dos Mártires da Pátria, no Porto. Um segundo exemplar, também macho, foi identificado a 10 de janeiro de 2026, recolhido já morto numa armadilha adesiva que não tinha sido colocada especificamente para capturar esta espécie.</p>
<p>A aranha-reclusa-do-Chile é nativa da região ocidental da América do Sul e pode surgir em países como Chile, Brasil ou Argentina. A sua presença longe do habitat original tem sido associada ao comércio internacional e ao transporte acidental de mercadorias.</p>
<p>Os investigadores ainda não sabem se a espécie está limitada à cidade do Porto ou se já se encontra mais disseminada. Uma das dificuldades está na semelhança com outra aranha venenosa do mesmo género, a Loxosceles rufescens, conhecida como aranha-reclusa-mediterrânica, que existe em Portugal há várias décadas e está amplamente distribuída.</p>
<p>José Manuel Grosso-Silva admite que alguns registos fotográficos atribuídos à aranha-reclusa-mediterrânica possam, na verdade, corresponder à nova espécie agora identificada. A distinção segura entre ambas passa sobretudo pela análise dos pedipalpos dos machos, apêndices localizados na parte frontal do corpo das aranhas e usados em funções sensoriais e reprodutivas.</p>
<p>Visualmente, as duas espécies são muito semelhantes. Têm coloração castanha uniforme, não apresentam padrões vistosos e não constroem as teias tradicionais visíveis em plantas para capturar insetos. Em vez disso, fazem teias em paredes, cantos, fendas e locais mais escondidos, escuros e abrigados.</p>
<p>O risco para a população é considerado baixo, mas não inexistente. As mordeduras de aranhas do género Loxosceles podem causar quadros de gravidade variável, desde lesões ligeiras até situações mais graves. Em casos raros, podem ocorrer complicações sistémicas.</p>
<p>Portugal já tinha registado um caso de loxoscelismo em 2023, síndrome causada pelo veneno destas aranhas, associado à Loxosceles rufescens. O caso, publicado na &#8216;SPMI Case Reports&#8217;, revista científica da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, envolveu uma mulher de 48 anos mordida num parque urbano, que desenvolveu necrose e outros sintomas, tendo recebido alta hospitalar ao fim de 16 dias, sem sequelas.</p>
<p>A descoberta no Porto insere-se num fenómeno mais amplo: a chegada e fixação de espécies exóticas em Portugal. O aumento do transporte internacional de mercadorias, a introdução de plantas ornamentais, a urbanização, a alteração de habitats e as temperaturas mais elevadas podem favorecer a dispersão de espécies que antes dificilmente sobreviveriam fora das suas regiões de origem.</p>
<p>Há já mais de 300 espécies de insetos de várias regiões do mundo estabelecidas em Portugal, muitas introduzidas involuntariamente através da atividade humana. A vespa-asiática é um dos exemplos mais conhecidos de uma espécie que chegou à Europa por transporte acidental e acabou por se expandir.</p>
<p>Na Europa, a aranha-reclusa-do-Chile já tinha sido registada em 1972 num edifício da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, onde terá sobrevivido graças às temperaturas interiores. Mais recentemente, em 2025, a Universidade de Tübingen, na Alemanha, também identificou exemplares desta espécie em instalações da instituição, sublinhando que a aranha é tímida e que as mordeduras são raras.</p>
<p>Para já, os investigadores defendem vigilância, mas não alarmismo. A presença da Loxosceles laeta no Porto é cientificamente relevante por ser o primeiro registo na Península Ibérica, mas o comportamento discreto da espécie torna improvável o contacto frequente com humanos. A evolução da sua presença em Portugal terá, ainda assim, de ser acompanhada nos próximos anos.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784296]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Os Simpsons acertaram outra vez? A teoria viral que põe Portugal na final do Mundial&#8217;2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:49:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
		<category><![CDATA[Os Simpsons]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Teoria parte de um episódio da nona temporada, intitulado “The Cartridge Family”. Nele, aparece um anúncio televisivo a promover um jogo de futebol entre México e Portugal para decidir “qual é a maior nação da Terra”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma nova teoria viral a circular nas redes sociais: os Simpsons teriam previsto uma final entre Portugal e México no Mundial de 2026. A ideia ganhou força nos últimos dias, alimentada por excertos de um episódio de 1997 e pela velha fama da série norte-americana de “antecipar” acontecimentos reais. Mas, segundo a &#8216;Euronews&#8217;, a alegada previsão não é bem o que parece.</p>
<p>A teoria parte de um episódio da nona temporada, intitulado “The Cartridge Family”. Nele, aparece um anúncio televisivo a promover um jogo de futebol entre México e Portugal para decidir “qual é a maior nação da Terra”. A partir desse excerto, muitos utilizadores nas redes sociais passaram a afirmar que a série teria previsto a final do Mundial de 2026.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">The Simpsons Season 9, Episode 5 literally predicted a Portugal vs Mexico 2026 World Cup Final</p>
<p>The scriptwriters don’t miss. <a href="https://t.co/VvPkvoBr1v">pic.twitter.com/VvPkvoBr1v</a></p>
<p>&mdash; Ohene🚶🏽 (@ik_ohene7) <a href="https://x.com/ik_ohene7/status/2064054364239466821?ref_src=twsrc%5Etfw">June 8, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O problema é que o episódio não menciona o ano de 2026, nem faz qualquer referência ao Campeonato do Mundo da FIFA. A cena mostra apenas um jogo fictício entre México e Portugal, num contexto humorístico, sem ligação direta a qualquer edição real do torneio.</p>
<p>A &#8216;Euronews&#8217; lembra que esta mesma teoria já circulou antes, durante os Mundiais de 2018 e 2022, sempre associada ao mesmo episódio. A diferença é que, desta vez, ganhou mais força por uma razão simples: o México é um dos países anfitriões do Mundial de 2026, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá, e Portugal pode, em teoria, cruzar-se com a seleção mexicana numa fase avançada da competição.</p>
<p>Também não há qualquer referência a Cristiano Ronaldo no episódio, ao contrário do que algumas publicações nas redes sociais têm sugerido. A ausência faz sentido: quando o episódio foi emitido, em 1997, Ronaldo tinha apenas 12 anos.</p>
<p>A fama dos Simpsons como série “profética” não é nova. Ao longo dos anos, fãs têm apontado episódios que parecem antecipar acontecimentos como a presidência de Donald Trump, a compra da 21st Century Fox pela Disney, o escândalo de corrupção na FIFA em 2015 ou debates sobre censura artística. Muitas dessas associações, porém, resultam de coincidências, leituras posteriores ou interpretações retiradas do contexto original.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">This knockout bracket has aligned with the Simpsons&#39; Mexico 🇲🇽 vs Portugal 🇵🇹 final prediction. Both teams are on opposite sides of the bracket. Do you think this is possible?<a href="https://x.com/hashtag/FIFAWorldCup?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FIFAWorldCup</a> <a href="https://t.co/8fTEzwy5yF">pic.twitter.com/8fTEzwy5yF</a></p>
<p>&mdash; The Foxxy 🦊One (@foxxydammie) <a href="https://x.com/foxxydammie/status/2071175349690319032?ref_src=twsrc%5Etfw">June 28, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>No caso do suposto Portugal-México no Mundial de 2026, o excerto é real, mas a conclusão viral é enganadora. A série mostrou um jogo entre os dois países, mas não previu uma final do Campeonato do Mundo, nem indicou qualquer data.</p>
<p>Há ainda outro detalhe importante: no episódio, o jogo entre México e Portugal é tão aborrecido que o público de Springfield acaba por se revoltar nas bancadas. Nenhum vencedor é mostrado.</p>
<p>A final do Mundial de 2026 está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em New Jersey, nos Estados Unidos. Se Portugal e México chegarem mesmo a esse jogo, a internet dificilmente deixará passar a coincidência. Mas, por agora, a “previsão” dos Simpsons é apenas mais uma teoria viral sem base real.</p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DZsvp17D3hn/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
<div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/DZsvp17D3hn/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank" rel="noopener"> </p>
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<p></a></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784284]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Incêndios: Estado de prontidão da Proteção Civil elevado para nível 3 nos próximos dias</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/incendios-estado-de-prontidao-da-protecao-civil-elevado-para-nivel-3-nos-proximos-dias-governo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:43:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O estado de prontidão especial do dispositivo de combate a incêndios deverá será ser ativado para nível alto entre quinta-feira e o fim de semana, anunciou hoje o secretário de Estado da Proteção Civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O estado de prontidão especial do dispositivo de combate a incêndios deverá será ser ativado para nível alto entre quinta-feira e o fim de semana, anunciou hoje o secretário de Estado da Proteção Civil.</p>
<p>&#8220;A prontidão vai sendo determinada em função das condições. Nestes dias está em cima da mesa já para amanhã [quinta-feira] ou para depois, para o fim de semana, que o estado de prontidão especial determinado pela ANEPC [Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil] vai elevar para o nível 3&#8221;, disse Rui Rocha no parlamento, no âmbito de uma interpelação ao Governo agendada pelo Livre, sobre a época de incêndios.</p>
<p>A elevação do estado de prontidão especial &#8220;determina um nível de empenhamento diferenciado de todos os operacionais&#8221;, acrescentou Rui Rocha.</p>
<p>O Estado de Prontidão Especial (EPE) de Nível 3 da Proteção Civil é um nível intermédio/alto de alerta que determina o reforço de meios e a prontidão reforçada das equipas de socorro e operacionais para intervenção iminente ou resposta a situações de catástrofe, numa escala com quatro níveis progressivos, segundo informação oficial.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784285]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Calor: Governo está &#8220;a fazer tudo&#8221; para prevenir e responder a pressão nos serviços públicos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/calor-governo-esta-a-fazer-tudo-para-prevenir-e-responder-a-pressao-nos-servicos-publicos-pm-c-audio-e-video/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:35:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo está "a fazer tudo" para prevenir e, depois, responder ao previsível aumento de pressão nos serviços públicos em consequência da vaga de calor esperada para os próximos dias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo está &#8220;a fazer tudo&#8221; para prevenir e, depois, responder ao previsível aumento de pressão nos serviços públicos em consequência da vaga de calor esperada para os próximos dias.</p>
<p>À margem da cerimónia de apresentação do modelo português de Inteligência Artificial Amália, em Lisboa, Luís Montenegro foi questionado sobre o grau de preparação do país perante os alertas de tempo muito quente.</p>
<p>O primeiro-ministro começou por remeter para as recomendações e alertas já feitos hoje pelas autoridades de saúde, admitindo que esta vaga de calor vai causar &#8220;preocupação, problemas acrescidos e pressão acrescida sobre alguns serviços públicos, em particular os serviços de saúde&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós estamos a fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance para prevenir &#8211; agora mesmo estará a ser enviada uma mensagem da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para os cidadãos &#8211; e tudo faremos para, em primeiro lugar, prevenir e depois, podermos estar à altura da responsabilidade de acudir àqueles que vierem a ter algum problema e que careçam de uma prestação de cuidados dos nossos serviços públicos, em particular dos serviços de saúde&#8221;, afirmou.</p>
<p>As autoridades de saúde preveem um aumento da mortalidade nos próximos dias, em que está prevista uma onda de calor, com temperaturas máximas que podem chegar aos 44 graus, disse hoje a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.</p>
<p>A governante salientou que esta informação reforça a importância de antecipar medidas de prevenção e de proteção das pessoas em maior risco, como idosos, crianças, grávidas e pessoas com doenças crónicas.</p>
<p>Os distritos de Lisboa e Setúbal vão estar sob aviso vermelho por causa do calor a partir de quinta-feira, estendendo-se na sexta-feira a Coimbra e Leiria, segundo o IPMA.</p>
<p>O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus e mínimas entre os 24º e os 28º.</p>
<p>A secretária de Estado da Saúde apelou à população para que acompanhe as recomendações emitidas pela DGS e demais autoridades competentes.</p>
<p>É recomendado à população uma hidratação adequada ao longo do dia, bebendo pelo menos 1,5 litros de água, mesmo sem sede, que evite a exposição solar durante as horas de maior calor, entre as 11:00 e as 17:00, a permanência em ambientes frescos sempre que possível, que feche as persianas durante o dia e areje a casa nas horas de menor calor, o uso de chapéu, roupa leve, larga e de cores claras, a adaptação da atividade física às condições meteorológicas e que contacte atempadamente o SNS24 ou os serviços de saúde perante quaisquer sinais de agravamento do estado de saúde.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784279]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Jovem da Feira acusado de instigar massacres no Brasil condenado a seis anos de prisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:29:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O jovem de 19 anos, residente em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, acusado de instigar massacres em escolas no Brasil, incluindo um em que morreu uma adolescente, foi hoje condenado no tribunal local a seis anos de prisão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O jovem de 19 anos, residente em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, acusado de instigar massacres em escolas no Brasil, incluindo um em que morreu uma adolescente, foi hoje condenado no tribunal local a seis anos de prisão.</P><br />
<P>A leitura do acórdão decorreu hoje, no Tribunal de Santa Maria da Feira, tendo o coletivo de juízes dado como não provada a grande maioria dos factos imputados pelo Ministério Público (MP) ao arguido.</P><br />
<P>&#8220;Resultou, no entender do Tribunal, que toda a narrativa criada em volta desta situação, de que o arguido era um monstro capaz das coisas mais hediondas e o principal responsável destes atos, era manifestamente exagerado e não se provou que tenha praticado a grande maioria dos factos de que vem acusado&#8221;, disse.</P><br />
<P>A pena única resultou do cúmulo jurídico das penas parcelares aplicadas ao arguido por um crime de homicídio qualificado na forma tentada como cúmplice moral (três anos e nove meses), um crime de pornografia de menores agravado (três anos e três meses), dois crimes de maus tratos de animal de companhia, um como cúmplice e outro como instigador (seis meses e um ano, respetivamente) e um crime de apologia pública de crime (três meses).</P><br />
<P>O primeiro dos crimes está relacionado com o facto de o arguido ter incentivado um menor a atentar contra a vida de estudantes na escola que frequentava no Brasil, por ser vítima de &#8220;bullying&#8221;. Uma outra situação tem a ver com a atuação do arguido de levar um menor a praticar maus tratos e a morte a um gato.</P><br />
<P>Apesar da ausência de antecedentes criminais e de o arguido ter apenas 16 anos à data dos factos, o juiz presidente explicou que o tribunal decidiu não aplicar uma atenuação especial da pena prevista no regime especial para jovens delinquentes, devido à gravidade dos factos e por o arguido ser imaturo e com bastantes debilidades.</P><br />
<P>O arguido foi absolvido de um crime de homicídio qualificado e três tentativas de homicídio, relacionadas com o massacre da escola de Sapopemba, que resultou na morte de uma estudante de 17 anos com um tiro na cabeça e deixou outros três alunos feridos, e mais duas tentativas de homicídio.</P><br />
<P>Relativamente ao caso de Sapopemba, o juiz presidente deixou duras críticas à acusação, assinalando que bastava que o MP tivesse lido o processo do Brasil, que foi remetido para Portugal, para concluir de forma evidente que a intervenção do arguido nestes factos foi praticamente nula.</P><br />
<P>&#8220;Resulta do processo do Brasil que há mais de 30 dias o menor [brasileiro] estava a planear este ataque. Não há qualquer troca de mensagens entre o arguido e o menor&#8221;, disse o juiz, adiantando que o tribunal &#8220;desconsiderou por completo&#8221; o depoimento do menor que acusava o arguido de o ter instigado a cometer o crime.</P><br />
<P>O Tribunal absolveu ainda o arguido de um crime de maus tratos a animais de companhia, como instigador, quatro crimes de coação agravada, um crime de incitamento ou ajuda ao suicídio agravado, um crime de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, um crime de instigação pública a crime e de 224 crimes de pornografia de menores.</P><br />
<P>O jovem estava ainda acusado de um crime de associação criminosa, mas também foi absolvido por não se ter apurado a existência de algum acordo de vontades, pelo menos entre três pessoas, para a prática de atos criminosos.</P><br />
<P>O julgamento decorreu à porta fechada, com exceção da leitura da decisão, por estarem em causa crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual.</P><br />
<P>De acordo com a acusação do MP, o arguido, que está em prisão preventiva desde que foi detido em maio de 2024, era o dinamizador de um grupo, sobretudo na plataforma de jogos Discord, no qual incitava adolescentes à prática, com transmissão em direto, de atos violentos contra si próprios, outras pessoas e animais de estimação.</P><br />
<P>Entre estes, estava a instigação de quatro massacres em escolas no Brasil, incluindo o que ficou conhecido como o Massacre de Sapopemba, em São Paulo, no qual um adolescente de 16 anos matou a tiro uma colega de 17 e feriu outros três estudantes, em 23 de outubro de 2023.</P><br />
<P>Os restantes três foram travados pelas autoridades antes de acontecerem e os seus eventuais autores teriam 12, 13 e 14 anos.</P><br />
<P>Segundo o MP, o arguido teria ainda, no mesmo grupo, planeado o homicídio de um sem-abrigo em São Paulo, em fevereiro de 2024, e incentivado e permitido a transmissão em direto de maus tratos a animais, bem como automutilações de adolescentes.</P><br />
<P>O objetivo dos autores dos atos seria obterem reconhecimento do jovem e subirem na hierarquia da comunidade &#8216;online&#8217;.</P><br />
<P>O grupo, com presença noutras plataformas, terá igualmente servido para o suspeito partilhar pornografia de menores e difundir conteúdos de ódio contra pessoas homossexuais e negras, tendo chegado a partilhar imagens suas com uma farda nazi e uma caçadeira.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784278]]></sapo:autor>
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		<title>Paz no Médio Oriente volta a pesar nos combustíveis? Petróleo desce com sinais positivos entre EUA e Irão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:28:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[Expectativa de uma redução da tensão no Médio Oriente está a aliviar os receios de perturbações no abastecimento, sobretudo no Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes para o comércio mundial de petróleo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços do petróleo voltaram a cair esta quarta-feira, pressionados pelo otimismo em torno das negociações entre os Estados Unidos e o Irão no Qatar. A expectativa de uma redução da tensão no Médio Oriente está a aliviar os receios de perturbações no abastecimento, sobretudo no Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes para o comércio mundial de petróleo.</p>
<p>Segundo a &#8216;Fox News&#8217;, o Brent, referência internacional, recuava 1,1%, para 72,12 dólares por barril, cerca de 61,5 euros, a meio da manhã em Nova Iorque. Já o West Texas Intermediate, referência americana, descia 0,66%, para 69,04 dólares por barril, cerca de 58,9 euros.</p>
<p>A &#8216;Reuters&#8217; apontava, no mesmo dia, para uma queda de 1,30% no Brent, para 72 dólares por barril, e de 0,78% no WTI, para 68,96 dólares, o valor mais baixo desde 27 de fevereiro. A descida surge depois de Donald Trump ter afirmado que os encontros no Qatar estavam a correr bem.</p>
<p>“Estamos a dar-nos muito bem com o Irão”, disse o presidente americano, acrescentando que as reuniões em Doha tinham sido positivas. “No que diz respeito à desnuclearização do Irão, as coisas estão a avançar bem. Tiveram reuniões muito boas e vamos ver”, afirmou Trump, citado pela imprensa americana.</p>
<p>As conversações decorrem de forma indireta. Jared Kushner, genro de Donald Trump, e Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos, deslocaram-se a Doha para contactos técnicos sobre o acordo com Teerão. Segundo a &#8216;Reuters&#8217;, os representantes americanos falam com mediadores, e não diretamente com os iranianos, num processo centrado na circulação marítima pelo Estreito de Ormuz e na tentativa de garantir um cessar-fogo duradouro.</p>
<p>A importância do Estreito de Ormuz explica a reação imediata dos mercados. Situada entre Omã e o Irão, esta passagem no Golfo Pérsico é um dos principais “gargalos” energéticos do mundo, por onde circula normalmente cerca de um quinto do petróleo transportado globalmente. Qualquer ameaça à navegação naquela zona tende a fazer subir os preços; qualquer sinal de normalização tende a produzir o efeito inverso.</p>
<p>A tensão agravou-se nos últimos dias, depois de novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irão terem colocado em risco uma trégua de 60 dias. Teerão terá disparado contra dois navios comerciais e Washington respondeu com ataques a alvos iranianos, num episódio que reacendeu receios sobre a segurança da navegação no Golfo.</p>
<p>Ainda assim, os investidores parecem estar a privilegiar o cenário de desanuviamento. Ole Hansen, analista do Saxo Bank citado pela &#8216;Reuters&#8217;, afirmou que as negociações no Qatar estão a ser vistas como positivas pelo mercado, permitindo que os preços continuem a recuar. “Há uma possibilidade de vermos preços ainda mais baixos”, disse.</p>
<p>A descida desta quarta-feira surge depois de um mês e de um trimestre particularmente negativos para o crude. O Brent caiu cerca de 21% no mês passado, a maior queda mensal desde março de 2020, segundo a &#8216;Fox News&#8217;. A &#8216;Reuters&#8217; acrescenta que o Brent perdeu cerca de 45 dólares por barril no segundo trimestre, a maior queda trimestral desde a crise financeira global de 2008.</p>
<p>Também o petróleo americano registou uma forte correção. O WTI caiu mais de 20% em junho, naquele que foi o pior desempenho mensal desde o final de 2021, e perdeu cerca de 31 dólares no segundo trimestre, a maior queda trimestral desde 2020, quando a pandemia de covid-19 esmagou a procura mundial de energia.</p>
<p>O alívio nos preços levou analistas a reverem em baixa as previsões para 2026 pela primeira vez desde o início da guerra com o Irão, segundo uma sondagem da &#8216;Reuters&#8217;. A reabertura gradual do Estreito de Ormuz e a recuperação do tráfego de petroleiros reduziram os receios de perturbações prolongadas no abastecimento.</p>
<p>Mas a normalização ainda não está garantida. A ING alertou que os movimentos de petroleiros no Estreito de Ormuz continuam limitados, embora já exista uma ligeira recuperação no tráfego de entrada no Golfo Pérsico. Os estrategas Warren Patterson e Ewa Manthey consideram que, se esta tendência acelerar, poderá tornar-se um obstáculo a uma recuperação dos preços do petróleo.</p>
<p>A &#8216;Reuters&#8217; também sublinha que os dados de tráfego de petroleiros e os custos de transporte podem ser um indicador mais fiável do que os futuros do Brent para perceber se o mercado está realmente a normalizar. Apesar da recuperação parcial, o número de trânsitos semanais permanece abaixo dos níveis anteriores ao conflito, e parte da produção continua condicionada pela incerteza logística.</p>
<p>Outro fator de pressão poderá vir da OPEP+. Segundo fontes citadas pela &#8216;Reuters&#8217;, os países produtores deverão discutir no domingo um novo aumento das metas de produção a partir de agosto, acrescentando oferta num momento em que os preços já estão em queda.</p>
<p>A presidente executiva da Petrobras, Magda Chambriard, disse que os preços do petróleo parecem ter estabilizado numa nova faixa entre 72 e 75 dólares por barril, embora o mercado ainda não esteja totalmente normalizado e o conflito no Médio Oriente continue a criar incerteza.</p>
<p>Para os consumidores, a descida do petróleo pode aliviar a pressão sobre os combustíveis, mas o efeito não é imediato nem automático. O preço final nas bombas depende de vários fatores, incluindo impostos, margens, câmbio euro-dólar, cotações dos produtos refinados e ritmo de transmissão das variações internacionais para o mercado nacional.</p>
<p>Ainda assim, a leitura dos mercados é clara: quanto maior for a perceção de que Washington e Teerão conseguem manter o diálogo e evitar nova escalada no Estreito de Ormuz, menor tende a ser o prémio de risco incorporado no preço do crude. Por agora, a diplomacia está a empurrar o petróleo para baixo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784263]]></sapo:autor>
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		<title>Regulador dos seguros instaurou 28 processos de contraordenação em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:20:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) instaurou 28 processos de contraordenação em 2025, acima dos 22 processos de 2024, segundo o Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta de Mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) instaurou 28 processos de contraordenação em 2025, acima dos 22 processos de 2024, segundo o Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta de Mercado.</p>
<p>&#8220;Em 2025, no exercício das suas competências sancionatórias, a ASF deu início a 57 novos processos com indícios da prática de ilícitos contraordenacionais, tendo procedido ao arquivamento liminar de oito e instaurado 28 novos processos de contraordenação&#8221;, lê-se no relatório.</p>
<p>Sobre as infrações apreciadas, a maioria das decisões tem que ver com incumprimento de regras do regime jurídico da atividade seguradora e resseguradora, do regime do livro de reclamações e do regime de reparação de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.</p>
<p>Ainda em 2025, a ASF recebeu 2.945 processos de reclamação, mais 21% face a 2024, emitiu 232 determinações específicas dirigidas a empresas de seguros e a entidades gestoras de fundos de pensões.</p>
<p>Ainda no âmbito das suas atividades, em 2025, o regulador dos seguros realizou 448 ações de supervisão e analisou 856 anúncios publicitários.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784273]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Governo português decreta um dia de luto nacional a cumprir no domingo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-governo-portugues-decreta-um-dia-de-luto-nacional-a-cumprir-no-domingo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:12:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo decretou um dia de luto nacional, a cumprir no próximo domingo, pelas vítimas dos sismos na Venezuela, em particular os cidadãos nacionais e lusodescendentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo decretou um dia de luto nacional, a cumprir no próximo domingo, pelas vítimas dos sismos na Venezuela, em particular os cidadãos nacionais e lusodescendentes.</p>
<p>&#8220;Decidimos no Governo, também já com a partilha com o Presidente da República, determinar o próximo domingo como dia de luto nacional pelas vítimas dos terramotos que ocorreram na Venezuela e, em particular, pelos cidadãos portugueses, e lusodescendentes que perderam a vida e por todos aqueles que sofreram o efeito destas tragédias&#8221;, afirmou Luís Montenegro.</p>
<p>O primeiro-ministro fez este anúncio em breves declarações à comunicação social à margem da cerimónia de apresentação do modelo português de Inteligência Artificial Amália, em Lisboa.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784262]]></sapo:autor>
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		<title>SUV, elétricos e franceses: estes são os carros que mais saíram dos stands em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:10:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[No acumulado do primeiro semestre, foram colocados em circulação 157.943 novos veículos em Portugal, o que representa um aumento de 10,4% face ao mesmo período de 2025]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado automóvel português voltou a crescer em junho. Segundo dados da ACAP — Associação Automóvel de Portugal, foram matriculados 30.317 veículos automóveis no sexto mês de 2026, mais 15% do que no mesmo mês do ano passado.</p>
<p>No acumulado do primeiro semestre, foram colocados em circulação 157.943 novos veículos em Portugal, o que representa um aumento de 10,4% face ao mesmo período de 2025. O crescimento abrangeu as principais categorias do mercado, dos ligeiros de passageiros aos comerciais ligeiros e veículos pesados.</p>
<p>Nos automóveis ligeiros de passageiros, foram matriculadas 26.349 unidades em junho, mais 13,7% do que no mês homólogo. Entre janeiro e junho, este segmento totalizou 137.080 matrículas, uma subida de 10,5% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.</p>
<p>O Peugeot 2008 foi o modelo mais vendido em Portugal no primeiro semestre de 2026, com 4.824 unidades matriculadas e uma quota de 3,52% entre os ligeiros de passageiros. O modelo manteve a liderança face a 2025, ano em que tinha registado 4.772 unidades no mesmo período.</p>
<p>Na segunda posição surge o Peugeot 208, com 3.781 unidades matriculadas entre janeiro e junho, equivalente a 2,76% do mercado. O terceiro lugar pertence ao Tesla Model 3, que totalizou 3.715 unidades e reforçou o peso dos modelos elétricos entre os automóveis mais procurados pelos portugueses.</p>
<p>O top 5 do primeiro semestre fica completo com o Citroën C3, que registou 3.652 unidades, e o Dacia Sandero, com 3.158 matrículas. Seguem-se o Dacia Duster, com 2.814 unidades, o Seat Ibiza, com 2.612, o Tesla Model Y, com 2.544, o Toyota Yaris Cross, com 2.457, e o Opel Corsa, com 2.417.</p>
<p>Os dados mostram também a força crescente dos modelos eletrificados. No primeiro semestre de 2026, 74,2% dos ligeiros de passageiros novos matriculados em Portugal eram movidos a energias alternativas, incluindo elétricos, híbridos e híbridos plug-in.</p>
<p>Entre janeiro e junho, os veículos 100% elétricos representaram 25,3% das matrículas de ligeiros de passageiros novos. Em junho, esse peso subiu para 28,7%, aproximando-se de quase três em cada dez automóveis novos vendidos no país.</p>
<p>No conjunto do semestre, os híbridos convencionais representaram 28,4% do mercado de ligeiros de passageiros, os híbridos plug-in chegaram aos 14,3% e os elétricos a bateria atingiram 25,3%. Já os veículos a gasolina ficaram nos 22,1% e os diesel nos 3,7%, confirmando a perda de peso das motorizações tradicionais.</p>
<p>O crescimento não se limitou aos automóveis de passageiros. O mercado de veículos ligeiros de mercadorias registou 3.341 matrículas em junho, mais 22,5% do que no mesmo mês de 2025. No acumulado do semestre, foram matriculadas 16.669 unidades, uma subida de 5,8%.</p>
<p>Também os veículos pesados tiveram um desempenho positivo. Em junho, foram comercializados 627 veículos pesados de passageiros e mercadorias, mais 40,9% face ao mês homólogo. Entre janeiro e junho, esta categoria atingiu 4.194 unidades, o que corresponde a um crescimento de 30,0%.</p>
<p>No conjunto dos ligeiros, que inclui ligeiros de passageiros e ligeiros de mercadorias, foram registadas 29.690 matrículas em junho, mais 14,6% do que um ano antes. No primeiro semestre, o total chegou às 153.749 unidades, uma subida de 10,0%.</p>
<p>A evolução do mercado confirma uma recuperação sólida da procura automóvel em Portugal, ao mesmo tempo que evidencia uma mudança acelerada nas preferências dos consumidores. Os SUV compactos continuam a dominar os lugares cimeiros, mas a presença do Tesla Model 3 e do Tesla Model Y entre os dez modelos mais vendidos mostra que os elétricos já deixaram de ser uma escolha de nicho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784255]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Depois da Venezuela, a Terra voltou a tremer em vários pontos do mundo. Coincidência ou sinal de alerta?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:03:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Primeiro, a Venezuela foi atingida por dois sismos devastadores, de magnitude 7,2 e 7,5, com apenas segundos de diferença. Depois, nos dias seguintes, a terra voltou a tremer no Japão, nas Filipinas, no Afeganistão, na China, no México, na Califórnia e até em Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sucessão impressiona. Primeiro, a Venezuela foi atingida por dois sismos devastadores, de magnitude 7,2 e 7,5, com apenas segundos de diferença. Depois, nos dias seguintes, a terra voltou a tremer no Japão, nas Filipinas, no Afeganistão, na China, no México, na Califórnia e até em Portugal, com abalos sentidos no Algarve e registados ao largo do Porto Santo.</p>
<p>A sequência levantou a pergunta inevitável: estará o planeta a atravessar uma fase anormal de atividade sísmica? Ou estes fenómenos, embora próximos no tempo, não têm relação direta entre si?</p>
<p><strong>Quase 100 sismos fortes numa semana</strong></p>
<p>Segundo a revista &#8216;Newsweek&#8217;, o Serviço Geológico dos Estados Unidos registou 93 sismos de magnitude 4,5 ou superior em todo o mundo entre 19 e 26 de junho, numa semana marcada por forte atividade sísmica global e pelo raro “dupleto” da Venezuela.</p>
<p>O caso venezuelano foi o mais grave e o mais invulgar. A 24 de junho, dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o norte do país com 39 segundos de intervalo, perto da costa caribenha e a oeste de Caracas. Os abalos provocaram destruição generalizada, sobretudo em La Guaira e na capital, e o balanço oficial subiu para 1.943 mortos e 10.571 feridos. Estimativas preliminares apontam ainda para dezenas de milhares de edifícios danificados ou destruídos.</p>
<p>O segundo abalo, de magnitude 7,5, foi descrito como o mais forte a atingir a Venezuela em mais de um século. Segundo dados do USGS, é preciso recuar a 1900 para encontrar um sismo mais forte na costa venezuelana, de magnitude estimada em 7,7.</p>
<p><strong>O que torna a Venezuela diferente</strong></p>
<p>O que torna a Venezuela diferente não é apenas a violência dos abalos, mas a forma como ocorreram. A sismóloga Suzan van der Lee, da Northwestern University, explica que dois sismos de magnitude elevada, tão próximos no espaço e no tempo, não são classificados como uma sequência típica de sismo principal e réplica. Como tinham magnitudes próximas, são antes descritos como um “dupleto” sísmico.</p>
<p>Segundo a especialista, os dois sismos venezuelanos estão diretamente relacionados e terão ocorrido no mesmo sistema de falhas ou em falhas próximas, possivelmente com o segundo abalo a ser favorecido por pequenas alterações locais de tensão provocadas pelo primeiro. A causa dominante, porém, é mais profunda: a tensão tectónica acumulada ao longo de anos pelo movimento entre as placas Sul-Americana e das Caraíbas.</p>
<p><strong>Do Japão ao México: a sequência que aumentou o alerta</strong></p>
<p>A partir daí, a sequência global multiplicou-se. No Japão, um forte sismo atingiu o norte do país, ao largo da província de Iwate, provocando abalos intensos e ferindo pelo menos 10 pessoas. A Agência Meteorológica do Japão alertou as populações das zonas mais afetadas para a possibilidade de novos sismos fortes nos dias seguintes, uma vez que, depois de um grande abalo, existe sempre risco de réplicas ou de eventos associados na mesma região.</p>
<p>Nas Filipinas, outro sismo forte, de magnitude 6,5, atingiu a costa sul do país, perto da ilha de Mindanau. Não foi emitido alerta de tsunami e, segundo os relatos iniciais, não havia registo de vítimas ou danos relevantes. Ainda assim, o país continua particularmente exposto, por se encontrar no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das zonas sísmicas mais ativas do planeta.</p>
<p>No Afeganistão, um sismo de magnitude 6,1 teve epicentro na região de Kush e foi sentido também no Paquistão. O abalo ocorreu a grande profundidade, cerca de 201 quilómetros, o que ajuda a explicar a ausência de danos significativos nos primeiros balanços, apesar de ter sido sentido em cidades como Cabul e em zonas do norte paquistanês.</p>
<p>A China também registou atividade, com um sismo de magnitude superior a 5 na província de Sichuan, uma região com histórico de abalos destrutivos. No México, um sismo de magnitude 6,0 foi registado no Golfo da Califórnia e sentido em várias localidades, incluindo Los Mochis e Culiacán.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a Califórnia foi abalada por um sismo de magnitude 5,6 perto de Redwood Valley, no condado de Mendocino. O abalo causou danos em alguns edifícios e foi seguido por várias réplicas mais fracas. A sismóloga Angela Lux, da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse que é natural as pessoas procurarem padrões quando vários sismos fortes ocorrem em poucas horas, mas sublinhou que não há evidência de ligação entre o sismo da Califórnia e os eventos ocorridos noutros pontos do mundo.</p>
<p>“Diria com confiança que [o sismo de Redwood Valley] não teve efeito no sismo da Venezuela”, afirmou Angela Lux, explicando que os sismos podem influenciar atividade sísmica próxima, mas que as distâncias entre estes eventos são demasiado grandes para estabelecer uma relação direta.</p>
<p><strong>Portugal também sentiu a terra tremer</strong></p>
<p>Portugal também entrou nesta sequência de registos, embora em escala muito diferente. No sábado, o IPMA registou um sismo de magnitude 2,4 muito ao largo do Porto Santo, a mais de 250 quilómetros da ilha. No domingo, outro sismo, de magnitude 4,1, foi sentido em Lagos e Portimão, com epicentro a cerca de 70 quilómetros a oeste-sudoeste do Cabo de São Vicente. Não houve registo de danos pessoais ou materiais.</p>
<p><strong>Há ligação entre estes sismos?</strong></p>
<p>Apesar da sucessão, os especialistas insistem numa ideia essencial: sismos distantes não formam, por regra, uma cadeia global. Todos resultam da dinâmica das placas tectónicas, mas isso não significa que um abalo na Venezuela provoque outro no Japão, na Califórnia ou no Algarve.</p>
<p>A própria Suzan van der Lee explica que todos os sismos estão ligados, num sentido amplo, à dinâmica das placas tectónicas e ao interior quente e comprimido da Terra. Mas, em termos práticos, os eventos da Venezuela ocorreram de forma independente dos sismos registados no Japão e na Califórnia.</p>
<p><strong>Há mais sismos ou estamos apenas a vê-los melhor?</strong></p>
<p>A perceção de que “há mais sismos” também pode ser enganadora. O Centro Nacional de Informação Sísmica dos Estados Unidos localiza cerca de 20 mil sismos por ano em todo o mundo, o equivalente a aproximadamente 55 por dia. A maioria é demasiado fraca para ser sentida ou causar danos.</p>
<p>O USGS sublinha ainda que aumentos ou diminuições temporárias da sismicidade fazem parte da flutuação normal das taxas de sismos e não são, por si só, sinal de que esteja iminente um grande terramoto. O catálogo global contém hoje mais registos não necessariamente porque haja mais sismos, mas porque existem mais instrumentos sísmicos e melhor capacidade de deteção.</p>
<p>Ou seja, o planeta não está necessariamente a tremer mais do que antes. Está, muitas vezes, a ser observado com mais precisão e comunicado com maior rapidez. Um abalo que há décadas poderia passar despercebido fora da região afetada é hoje registado, localizado, publicado e partilhado quase em tempo real.</p>
<p><strong>Porque é que a magnitude não conta tudo</strong></p>
<p>Isso não reduz a gravidade dos eventos recentes. Um sismo de magnitude 7,5, como o da Venezuela, é um grande terramoto e pode provocar destruição severa, sobretudo quando ocorre perto de zonas densamente povoadas, com edifícios vulneráveis e serviços de emergência fragilizados. Já sismos de magnitude 5 podem causar danos localizados, enquanto eventos de magnitude 6 ou superior têm potencial para afetar infraestruturas e provocar vítimas, dependendo da profundidade, distância ao epicentro e qualidade da construção.</p>
<p>A comparação histórica ajuda a colocar os números em perspetiva. Os sismos recentes são fortes, mas ficam abaixo dos maiores já registados. O maior terramoto conhecido ocorreu em 1960, no Chile, com magnitude 9,5. Seguiram-se o Grande Sismo do Alasca, em 1964, de magnitude 9,2, o sismo de Sumatra-Andamão, em 2004, de magnitude 9,1, e o Grande Sismo de Tōhoku, no Japão, em 2011, também de magnitude 9,1.</p>
<p>A diferença entre magnitudes não é pequena. A escala é logarítmica: cada aumento de um ponto representa uma libertação de energia muito superior. Por isso, um sismo de magnitude 8 não é apenas “um pouco maior” do que um de magnitude 7; é muitas vezes mais energético e potencialmente mais destrutivo.</p>
<p><strong>O perigo agora está nas réplicas</strong></p>
<p>O maior risco imediato, neste momento, continua concentrado nas zonas já afetadas, sobretudo na Venezuela. As réplicas podem prolongar-se durante dias ou semanas e, mesmo quando têm magnitude inferior à dos abalos principais, podem agravar danos em edifícios já fragilizados e colocar em risco equipas de resgate e populações desalojadas.</p>
<p>A resposta curta à pergunta inicial é, por isso, menos alarmante do que a sequência faz parecer: sim, houve uma semana de forte atividade sísmica; sim, o duplo sismo da Venezuela foi raro e devastador; mas não há evidência de que os abalos registados em pontos distantes do planeta estejam diretamente ligados entre si ou anunciem um grande terramoto global.</p>
<p>A Terra treme todos os dias. O que mudou, em muitos casos, foi a nossa capacidade de a ouvir.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784222]]></sapo:autor>
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		<title>Subida de juros em junho resulta da existência de &#8220;circunstâncias perfeitas&#8221;, diz Lagarde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:02:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu hoje que a subida de juros na reunião de junho ocorreu porque existiam as "circunstâncias de política monetária perfeitas para o fazer", nomeadamente perspetivas de inflação elevada.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu hoje que a subida de juros na reunião de junho ocorreu porque existiam as &#8220;circunstâncias de política monetária perfeitas para o fazer&#8221;, nomeadamente perspetivas de inflação elevada.</p>
<p>Os indicadores apontavam para uma previsão de inflação alta, a inflação subjacente com tendência alta e um regresso à meta de 2% apenas no fim de 2028, pelo que era &#8220;uma decisão óbvia e foi tão óbvia que foi unânime no conselho&#8221;, disse, num painel no Fórum BCE, a decorrer em Sintra.</p>
<p>Lagarde sinalizou que desistiram de fazer &#8220;forward guidance&#8221;, ou seja, orientações futuras para comunicar ao mercado as expectativas para a economia, apontando que se tem algum arrependimento é de ter estado vinculada a isso.</p>
<p>&#8220;O que fazemos é informar os participantes do mercado e especialistas financeiros sobre como chegamos à nossa postura de política monetária&#8221;, explicou, avançando quais são os indicadores que seguem com mais atenção.</p>
<p>Na reunião de 11 de junho, quando o BCE decidiu subir os juros em 25 pontos base, os governadores olharam &#8220;para a previsão de inflação, para os últimos dados financeiros e económicos&#8221;, bem como para os riscos, enquanto parte da avaliação.</p>
<p>No que diz respeito aos riscos, em alta para inflação e em baixa para crescimento, a responsável considerou que &#8220;estão mais equilibrados do que há umas semanas&#8221;.</p>
<p>Lagarde destacou ainda a rapidez das mudanças como um dos fatores que o BCE tem de estar atento e preparado, apontando que, por exemplo, o preço do petróleo caiu para 72 dólares o barril quando estava a 120 dólares em março.</p>
<p>O Fórum é um evento anual organizado pelo Banco Central Europeu e realizado em Sintra, que reúne governadores de bancos centrais, académicos e representantes do mercado financeiro.</p>
<p>Este ano, tem como tema &#8220;Moldar o futuro da Europa: inovação, crescimento e estabilidade&#8221; e decorre de 29 de junho a 01 de julho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784252]]></sapo:autor>
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		<title>Onda de calor pode aumentar mortalidade &#8220;a partir do terceiro ou quarto dia&#8221;, alerta especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:39:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O alerta é deixado por Bernardo Gomes, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, que descreve a atual onda de calor como uma “minimaratona” e não como um episódio curto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A persistência das temperaturas elevadas em Portugal poderá ter impacto na mortalidade nos próximos dias, sobretudo se o calor extremo se mantiver durante vários dias consecutivos. O alerta é deixado por Bernardo Gomes, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, que descreve a atual onda de calor como uma “minimaratona” e não como um episódio curto.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Renascença, Portugal atravessa um período prolongado de calor intenso, com temperaturas que podem chegar aos 44 ºC e noites em que os termómetros dificilmente deverão descer abaixo dos 20 ºC em grande parte do território.</p>
<p class="isSelectedEnd">A situação levou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a colocar os distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria sob aviso vermelho nos próximos dias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Impacto pode surgir após vários dias de calor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes admite que os efeitos na saúde podem não ser imediatos, mas tendem a agravar-se com a duração do episódio.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É provável termos um sinal estatístico no sentido de algum excesso de mortalidade a partir do momento em que entramos pelo terceiro, quarto, quinto dia de calor sucessivo”, afirmou à Renascença.</p>
<p class="isSelectedEnd">O médico sublinha que este cenário é expectável em períodos prolongados de calor extremo, sobretudo num país envelhecido, com problemas de pobreza energética e muitas habitações pouco preparadas para proteger os residentes de temperaturas muito elevadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não poderemos dramatizar, mas é o que se espera. O que devemos tentar fazer é minimizar”, defende.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Idosos, doentes crónicos e crianças entre os mais vulneráveis</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública afasta, ainda assim, um cenário semelhante ao registado na onda de calor em França. Bernardo Gomes diz não esperar um impacto exagerado, mas considera natural que exista algum efeito estatístico na mortalidade, tendo em conta o envelhecimento da população e as condições existentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os grupos mais vulneráveis incluem idosos, doentes crónicos, crianças e pessoas que vivem em casas mal preparadas para temperaturas extremas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O risco é agravado pelo facto de o calor se prolongar durante vários dias, dificultando o arrefecimento das casas e também dos organismos humanos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Comunicação das autoridades tem melhorado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes considera positiva a forma como as autoridades têm comunicado os riscos associados ao calor extremo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“A comunicação relativamente a isto tem sido melhorada, até porque há necessidade. Estamos a passar por um período em que o risco destas circunstâncias vai aumentar”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o médico, a existência de um momento formal de comunicação ao país é importante porque mostra “a seriedade daquilo que está em causa”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, alerta que a resposta não pode ficar limitada à transmissão de recomendações gerais nem à abertura pontual de espaços climatizados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Locais climatizados podem fazer diferença</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A estratégia apresentada pelo Governo prevê, entre outras medidas, a existência de pelo menos um local de abrigo climatizado para acolher populações mais vulneráveis, como idosos e doentes crónicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes considera positiva a existência destes espaços, mas lembra que a resposta deve estar preparada localmente e não pode depender apenas de um único local por território.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Duas horas por dia de proteção térmica em indivíduos mais vulneráveis podem fazer toda a diferença, até uma questão de vida ou morte nestes dias prolongados, porque fazem com que o organismo consiga descansar”, explicou.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, o médico sublinha que esta solução não é nova e deveria estar prevista nos planos de contingência face às temperaturas extremas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Resposta exige articulação local</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Renascença, Bernardo Gomes alerta ainda para a necessidade de articulação entre unidades locais de saúde, municípios, proteção civil e instituições locais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O médico recorda que as unidades locais de saúde abrangem vários concelhos e não conseguem, sozinhas, assegurar toda a resposta necessária.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Se houver necessidade de mobilizar pessoas vulneráveis para locais climatizados, não é a unidade local de saúde que vai fazer isso sozinha”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Bernardo Gomes, a proteção dos grupos mais frágeis depende de uma resposta coordenada no terreno, com capacidade para identificar e acompanhar pessoas em risco.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Não vai ser um sprint”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O principal perigo desta onda de calor não está apenas nos picos de temperatura, mas na duração do episódio, defende o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Isto não vai ser um sprint. Vai ser uma minimaratona de alguns dias”, resumiu.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes recomenda que os próximos dias sejam planeados com cuidado. Entre as medidas prioritárias estão evitar a exposição solar entre o fim da manhã e o final da tarde, reforçar a hidratação, adaptar horários de trabalho e atividades físicas, proteger idosos, crianças e doentes crónicos e ter cuidados especiais em viagens.</p>
<p>Com temperaturas muito elevadas durante o dia e noites tropicais em grande parte do país, o alerta centra-se na persistência do calor e na necessidade de prevenir os efeitos acumulados no organismo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784246]]></sapo:autor>
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		<title>Fed vai seguir um novo percurso e continuar a ser independente, diz Presidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:21:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Kevin Warsh, disse hoje que o banco central norte-americano vai seguir um novo percurso, mas garantiu que a Fed vai continuar a ser independente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Kevin Warsh, disse hoje que o banco central norte-americano vai seguir um novo percurso, mas garantiu que a Fed vai continuar a ser independente.</p>
<p>Numa intervenção num painel no Fórum BCE, em Sintra, o responsável sinalizou que começaram discussões na Fed com &#8220;mente aberta&#8221; para pensar sobre política monetária, assegurando que vão &#8220;ter um novo percurso para melhores decisões e fazer melhor&#8221;.</p>
<p>Para estas mudanças, foram criados grupos de trabalho, sendo que Warsh não adiantou quem os irá liderar, remetendo para a próxima semana o anúncio sobre composição, &#8220;pessoas com experiência, incluindo de fora dos EUA&#8221;.</p>
<p>Sobre a sua postura na política monetária, Kevin Warsh apontou que as expectativas de inflação caíram, os riscos de inflação caíram, se há pessoas e mercados financeiros que &#8220;acharam que este banco ia estar confortável com um objetivo de inflação acima de 2% vão ficar desapontados&#8221;.</p>
<p>Questionado sobre as pressões do Presidente dos EUA, Donald Trump, que exigiu várias vezes um corte nos juros, Warsh assegurou que a Fed tem sido um banco central independente por muito tempo, &#8220;vai ser agora e não vai ver mudanças nisso&#8221;.</p>
<p>Quanto à decisão para a reunião de julho, o presidente da Fed apontou que há muitos dados que vão receber e espera ter uma &#8220;boa discussão familiar&#8221;, sinalizando que quando o comité chegar à sala vai &#8220;fechar a porta e ter um bom debate&#8221;.</p>
<p>Na reunião de junho, que marcou a estreia de Kevin Warsh à frente da instituição, a Fed decidiu manter as taxas de juro no intervalo entre 3,50% e 3,75%.</p>
<p>O Fórum é um evento anual organizado pelo Banco Central Europeu e realizado em Sintra, que reúne governadores de bancos centrais, académicos e representantes do mercado financeiro.</p>
<p>Este ano, tem como tema &#8220;Moldar o futuro da Europa: inovação, crescimento e estabilidade&#8221; e decorre de 29 de junho a 01 de julho.</p>
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