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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Jul 2026 12:24:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
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		<title>Ucrânia: Kremlin nega crise económica apesar da contração da economia russa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:24:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Kremlin negou hoje que a Rússia esteja a atravessar uma crise económica, apesar da contração da economia nos primeiros meses do ano e da escassez de combustíveis provocada pelos ataques ucranianos contra refinarias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Kremlin negou hoje que a Rússia esteja a atravessar uma crise económica, apesar da contração da economia nos primeiros meses do ano e da escassez de combustíveis provocada pelos ataques ucranianos contra refinarias.</P><br />
<P>&#8220;Todos conhecem as dificuldades que a nossa economia está a enfrentar. Essas dificuldades não têm um caráter crítico&#8221;, afirmou o porta-voz da presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa diária.</P><br />
<P>Peskov acrescentou que o Governo russo &#8220;garante plenamente a estabilidade macroeconómica&#8221;, embora tenha admitido que, tal como o Presidente Vladimir Putin afirmou em várias ocasiões, &#8220;o ritmo de crescimento económico é insuficiente&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;De um modo geral, a economia internacional encontra-se atualmente numa situação bastante difícil, entre outras razões devido a conflitos como o que decorre no Golfo Pérsico&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O porta-voz da presidência russa sublinhou que &#8220;os países da Europa Ocidental e alguns da Ásia também enfrentam dificuldades económicas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Naturalmente, a Rússia não pode estar isolada dessa realidade&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Os especialistas consideram que a economia russa, que contraiu 0,3% no primeiro trimestre, está à beira da recessão, o que levou o Governo a rever em baixa a previsão de crescimento para este ano, de 1,3% para 0,4%.</P><br />
<P>O défice orçamental no primeiro semestre ascendeu a 5,731 biliões de rublos (66.000 milhões de euros), o equivalente a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais do dobro do registado no mesmo período do ano anterior.</P><br />
<P>A escassez de combustíveis provocou ainda um aumento dos preços da gasolina e dos custos do transporte de mercadorias, afetando consumidores, produtores e comerciantes.</P><br />
<P>Os ataques ucranianos causaram igualmente perdas significativas no setor do turismo, sobretudo na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014 e alvo diário de ataques com drones ucranianos, mas também na costa do mar Negro, devido à poluição causada pelo afundamento de navios petroleiros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790128]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador: EUA “vão tomar conta” da Venezuela? O que está em causa, como funcionaria e quem mandaria no país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:22:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto prevê o envio de cerca de 3.000 pessoas e um investimento inicial próximo dos 3.000 milhões de dólares, aproximadamente 2.600 milhões de euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos estão a estudar uma fórmula extraordinária de administração e tutela temporária da Venezuela que permitiria a Washington coordenar a reconstrução do país, impedir um vazio institucional e preparar eleições democráticas. O plano, acelerado após os terramotos de 24 de junho, continua numa fase preliminar e ainda não foi aprovado pela Casa Branca.</p>
<p>De acordo com o &#8216;ABC&#8217;, o projeto prevê o envio de cerca de 3.000 pessoas e um investimento inicial próximo dos 3.000 milhões de dólares, aproximadamente 2.600 milhões de euros. Não se trataria de uma força de combate nem de uma ocupação militar convencional, mas de uma estrutura civil e técnica com ampla capacidade de coordenação e supervisão.</p>
<p>O modelo levanta, contudo, questões decisivas: quem governaria a Venezuela durante a transição, que poderes permaneceriam nas mãos das instituições atuais, durante quanto tempo vigoraria a tutela e quem controlaria os milhares de milhões destinados à reconstrução.</p>
<p><strong>O que está em causa?</strong></p>
<p>A questão central é a criação de uma administração provisória capaz de responder simultaneamente à emergência provocada pelos sismos e à crise política venezuelana.</p>
<p>Washington pretende evitar que a reconstrução fique inteiramente dependente das estruturas herdadas do chavismo, mas também não quer provocar o colapso imediato das instituições que ainda asseguram a distribuição de ajuda, o funcionamento dos serviços públicos e algum controlo territorial.</p>
<p>Segundo o &#8216;ABC&#8217;, a proposta procuraria criar uma solução intermédia: uma presença dos EUA suficientemente forte para acompanhar as decisões e fiscalizar os recursos, sem anexar a Venezuela ou integrá-la formalmente nos Estados Unidos.</p>
<p>O próprio presidente Donald Trump chegou a brincar publicamente com a possibilidade de transformar a Venezuela no 51.º estado americano, mas essa hipótese não integra os cenários efetivamente analisados pela sua administração.</p>
<p><strong>O que mudaria no terreno?</strong></p>
<p>Uma parte significativa das cerca de 3.000 pessoas previstas no plano poderia ser recrutada no Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA. A equipa incluiria ainda especialistas civis em infraestruturas, energia, comunicações, logística, urbanismo e ordenamento do território.</p>
<p>A missão passaria pela recuperação de estradas, pontes, aeroportos, redes elétricas, sistemas de abastecimento de água e edifícios públicos afetados pelos terramotos.</p>
<p>A estrutura teria igualmente responsabilidades na coordenação da ajuda internacional, na definição das prioridades de reconstrução e na supervisão dos projetos financiados com recursos americanos e de outros parceiros.</p>
<p>A tutela poderia, assim, retirar às atuais autoridades venezuelanas parte da capacidade de decidir autonomamente onde e como seria aplicado o dinheiro da reconstrução.</p>
<p><strong>Seria uma ocupação dos Estados Unidos?</strong></p>
<p>Não nos moldes atualmente em discussão. As fontes citadas pelo ABC insistem que não está previsto o envio de um contingente militar de combate nem uma anexação territorial.</p>
<p>Uma das comparações usadas nas conversações internas remete para os acordos de livre associação mantidos pelos EUA com países como as Ilhas Marshall. Nesses casos, Washington assegura apoio financeiro e responsabilidades em áreas como a defesa, enquanto os territórios mantêm a soberania.</p>
<p>A comparação tem, porém, limites evidentes. Esses acordos foram negociados entre Estados soberanos e assentam em tratados próprios. A Venezuela tem uma dimensão, uma população, uma estrutura constitucional e uma crise institucional incomparavelmente mais complexas.</p>
<p>Até ao momento, não existe uma base jurídica fechada para a tutela. Também não está definido quem dirigiria a administração provisória, quais seriam os seus poderes ou quanto tempo permaneceria em funções.</p>
<p><strong>Quais são os objetivos dos EUA?</strong></p>
<p>A Casa Branca pretende alcançar quatro objetivos principais: responder à emergência humanitária, preservar os serviços básicos, impedir a desintegração do Estado e criar condições para a realização de eleições democráticas.</p>
<p>Washington procura ainda garantir que os fundos destinados à reconstrução não ficam sob controlo exclusivo das estruturas chavistas, mas reconhece que afastar imediatamente todos os dirigentes e funcionários ligados ao antigo regime poderia deixar o país sem capacidade administrativa.</p>
<p>O objetivo declarado é que os venezuelanos voltem a escolher livremente o seu governo. A dificuldade está em definir quem controla o país até às eleições e quem tem legitimidade para participar nessa transição.</p>
<p><strong>Que papel terão as duas assembleias nacionais?</strong></p>
<p>O primeiro passo visível desta nova arquitetura política foi o anúncio de uma mesa de trabalho entre as duas assembleias nacionais que reclamam autoridade na Venezuela.</p>
<p>De um lado encontra-se a Assembleia Nacional eleita em 2015, considerada pelos EUA e por parte da oposição como a última instituição legislativa legítima. Do outro está a câmara controlada pelo chavismo.</p>
<p>Dinorah Figuera, presidente da Assembleia de 2015, e Jorge Rodríguez, responsável pela estrutura legislativa ligada ao regime, anunciaram uma “agenda de trabalho conjunta” com início previsto para 1 de agosto.</p>
<p>O diálogo é apresentado como uma resposta à emergência e como uma forma de promover a reconstrução, a estabilidade e o reforço da democracia. Na prática, coloca Washington no centro da reorganização política do país.</p>
<p>A mesa não contém ainda compromissos sobre eleições, libertação de presos políticos, regresso dos exilados ou distribuição do poder. Também não resolve a disputa sobre a legitimidade de Delcy Rodríguez, que assumiu provisoriamente a chefia do Estado depois da queda de Nicolás Maduro.</p>
<p><strong>Quem governaria durante a transição?</strong></p>
<p>Este é um dos pontos mais difíceis. Delcy Rodríguez mantém o controlo de parte significativa do aparelho do Estado e é a principal interlocutora de Washington dentro da antiga estrutura chavista.</p>
<p>Os EUA podem reconhecê-la como uma autoridade de facto, por conservar capacidade administrativa e territorial, mas têm maiores dificuldades em tratá-la como uma governante democraticamente legítima.</p>
<p>A contradição resulta da posição anteriormente assumida por Washington: se Nicolás Maduro não era considerado presidente legítimo, a legitimidade de uma sucessora escolhida através das instituições controladas pelo próprio chavismo fica igualmente fragilizada.</p>
<p>Por outro lado, María Corina Machado e Edmundo González Urrutia são apresentados por setores da oposição como detentores da legitimidade resultante das eleições presidenciais de 2024. Os EUA reconheceram González Urrutia como vencedor desse escrutínio.</p>
<p><strong>Porque está Washington dividido?</strong></p>
<p>Uma parte da administração Trump considera indispensável trabalhar temporariamente com Delcy e Jorge Rodríguez, além de funcionários e responsáveis que ainda controlam setores essenciais do Estado.</p>
<p>Este grupo receia que uma rutura imediata provoque uma desorganização total, interrompa a distribuição da ajuda e deixe o país sem uma autoridade capaz de garantir segurança e serviços básicos.</p>
<p>Outro setor entende que uma transição demasiado dependente das figuras do antigo regime poderá reabilitar o chavismo, afastar a oposição legitimada pelas eleições e produzir apenas uma mudança aparente.</p>
<p>Também existem divergências sobre o regresso de María Corina Machado. Alguns responsáveis defendem a sua integração imediata no processo, enquanto outros receiam que a sua entrada durante a fase mais grave da emergência desestabilize os contactos com Delcy Rodríguez.</p>
<p><strong>Quando poderiam realizar-se eleições?</strong></p>
<p>A administração americana procura aquilo que Michael Kozak, responsável do Departamento de Estado para o continente americano, descreveu como um “ponto intermédio”.</p>
<p>Washington não quer eleições demasiado rápidas, realizadas sem condições mínimas de liberdade e organização, mas também não pretende permitir que a transição se prolongue indefinidamente.</p>
<p>Antes de uma votação, seria necessário atualizar o recenseamento, incluir novos eleitores, nomear autoridades eleitorais independentes e reconstruir parte das infraestruturas afetadas.</p>
<p>Uma transição demasiado longa poderia reduzir a pressão sobre o chavismo e afastar investidores. Como alertou Kozak, dificilmente haverá investimentos de longo prazo se não existir um governo democrático e reconhecido.</p>
<p><strong>O que pode acontecer aos dirigentes chavistas?</strong></p>
<p>As negociações incluem igualmente o futuro político e judicial de Delcy Rodríguez e de outros responsáveis do antigo regime.</p>
<p>Entre setores próximos da oposição circula a hipótese de que a ofensiva do secretário de Estado, Marco Rubio, contra o Tribunal Penal Internacional possa estar relacionada com a procura de garantias para uma saída negociada de alguns dirigentes.</p>
<p>Não existe, porém, qualquer confirmação oficial dessa ligação. Os EUA não podem extinguir unilateralmente investigações do Tribunal Penal Internacional nem impedir que outros países recorram aos seus tribunais ou a mecanismos de jurisdição universal.</p>
<p>Qualquer acordo sobre imunidades ou garantias teria, por isso, limites jurídicos e poderia provocar forte contestação entre as vítimas do regime e os setores da oposição que exigem responsabilização criminal.</p>
<p><strong>Quais são as principais consequências?</strong></p>
<p>A tutela temporária poderia permitir uma reconstrução mais rápida, melhorar a coordenação da ajuda e limitar o risco de apropriação dos fundos por redes políticas e económicas ligadas ao antigo regime.</p>
<p>Poderia também criar condições técnicas para eleições mais credíveis e evitar um vazio de poder num momento de emergência humanitária.</p>
<p>Mas o plano envolve riscos consideráveis. Uma presença americana com amplos poderes poderia ser interpretada como ingerência externa, alimentar a resistência nacionalista e tornar a futura administração dependente de Washington.</p>
<p>Uma transição apoiada em figuras do chavismo poderia conservar as estruturas que os EUA dizem querer substituir. No sentido contrário, uma purga imediata dessas instituições poderia provocar o colapso dos serviços e obrigar a uma intervenção externa muito mais profunda.</p>
<p><strong>O que falta decidir?</strong></p>
<p>O plano não foi aprovado nem anunciado pela Casa Branca. Falta determinar a base jurídica da administração provisória, a identidade dos seus dirigentes, o seu prazo de funcionamento e a relação com as instituições venezuelanas.</p>
<p>Também não existe ainda um calendário eleitoral, um acordo sobre a participação dos diferentes líderes políticos ou uma solução para o estatuto de Delcy Rodríguez e dos restantes responsáveis chavistas.</p>
<p>Washington procura evitar dois extremos: uma desintegração institucional que obrigue a uma intervenção de maior escala e uma estabilização sem democracia que permita ao antigo regime conservar o poder sob uma nova aparência.</p>
<p>Entre esses cenários, os EUA tentam construir uma administração provisória, uma negociação política e um percurso até às eleições. A grande disputa será decidir quem manda na Venezuela durante esse intervalo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790126]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Não queremos ser carne para canhão”: jovens alemães recusam o serviço militar e travam o plano de rearmamento de Berlim</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nao-queremos-ser-carne-para-canhao-jovens-alemaes-recusam-o-servico-militar-e-travam-o-plano-de-rearmamento-de-berlim/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[objeção de consciência]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[serviço militar]]></category>
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					<description><![CDATA[Departamento Federal para os Assuntos da Família e da Sociedade Civil recebeu 5.862 pedidos de objeção de consciência durante o primeiro semestre de 2026, ultrapassando já os 3.879 registados em todo o ano passado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de jovens alemães que pedem o reconhecimento como objetores de consciência e recusam prestar serviço militar aumentou de forma acentuada, numa altura em que Berlim procura reforçar as Forças Armadas e construir o exército convencional mais poderoso da Europa.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Español&#8217;, o Departamento Federal para os Assuntos da Família e da Sociedade Civil recebeu 5.862 pedidos de objeção de consciência durante o primeiro semestre de 2026, ultrapassando já os 3.879 registados em todo o ano passado.</p>
<p>A subida torna-se ainda mais evidente quando comparada com 2024, ano em que foram apresentados 2.249 pedidos. Até ao final de maio, 2.667 requerimentos tinham sido aceites, comparativamente com 2.830 aprovações durante todo o ano de 2025.</p>
<p>A Constituição alemã reconhece o direito à objeção de consciência e determina que ninguém pode ser obrigado, contra as suas convicções, a prestar serviço militar que envolva o uso de armas.</p>
<p>Embora o serviço militar obrigatório permaneça suspenso desde 2011, os pedidos podem funcionar como medida preventiva perante a possibilidade de a conscrição voltar a ser aplicada.</p>
<p>Este ano, todos os homens alemães com mais de 18 anos passaram a ter de preencher um formulário sobre a disponibilidade para servir nas Forças Armadas e a submeter-se a uma avaliação médica. As mulheres são convidadas a voluntariar-se, mas não estão sujeitas ao mesmo processo obrigatório.</p>
<p>O novo modelo de recrutamento foi apresentado pelo ministro da Defesa, Boris Pistorius, que pretende aumentar o número de militares no ativo para 260 mil até 2035.</p>
<p>Os partidos conservadores da União Democrata-Cristã e da União Social-Cristã, que lideram o Governo, já avisaram que o serviço militar obrigatório poderá regressar caso o recrutamento voluntário não produza resultados suficientes. Essa alteração exigiria, contudo, nova legislação.</p>
<p>O aumento das objeções é atribuído, em parte, ao novo sistema de recrutamento que entrou em vigor no início de 2026 e ao receio de que militares alemães possam vir a ser envolvidos em conflitos internacionais.</p>
<p>Entre os cenários que alimentam a preocupação encontram-se uma eventual intervenção no Estreito de Ormuz e uma futura operação de manutenção da paz na Ucrânia depois do fim da guerra.</p>
<p>A Alemanha dispõe atualmente de cerca de 186 mil militares no ativo, depois de ter reduzido profundamente o efetivo e os meios das Forças Armadas nas décadas que se seguiram à Guerra Fria.</p>
<p>A invasão da Ucrânia pela Rússia, a crescente instabilidade internacional e a pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levaram Berlim a acelerar o rearmamento e a abandonar progressivamente a tradicional contenção militar do pós-guerra.</p>
<p>Para obter o estatuto de objetor de consciência, os candidatos têm de apresentar uma carta assinada, um currículo e uma declaração pessoal explicando as razões morais ou religiosas que os impedem de prestar serviço armado.</p>
<p>Apesar do aumento dos pedidos, também cresceu o número de pessoas que pretendem renunciar ao estatuto de objetor anteriormente reconhecido. De acordo com dados citados pelo jornal &#8216;Neue Osnabrücker&#8217;, 233 pessoas desistiram desse direito durante o primeiro trimestre de 2026, depois de 781 o terem feito ao longo de 2025.</p>
<p>Quem mantenha o estatuto de objetor poderá, ainda assim, ser chamado a desempenhar funções civis em caso de emergência nacional ou de segurança.</p>
<p>As sondagens apontam para um apoio significativo ao reforço das Forças Armadas, mas a política tem provocado resistência entre os mais jovens. Milhares de estudantes participaram este ano em protestos e greves escolares contra o rearmamento e o eventual regresso da conscrição, acusando o Governo de querer transformá-los em “carne para canhão”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790121]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Estes foram os aeroportos mais movimentados da Europa no último ano. Veja o top 10 e os números recorde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:03:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[EO aeroporto de Londres Heathrow voltou a afirmar-se como o mais movimentado da Europa em 2025, depois de ter recebido mais de 84,48 milhões de passageiros ao longo do ano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>EO aeroporto de Londres Heathrow voltou a afirmar-se como o mais movimentado da Europa em 2025, depois de ter recebido mais de 84,48 milhões de passageiros ao longo do ano. Os novos dados, divulgados pelo Airports Council International (ACI) World, mostram que o tráfego aéreo mundial continuou a recuperar, atingindo 9,8 mil milhões de passageiros, um valor que aproxima o setor da histórica marca dos 10 mil milhões de viajantes anuais.</p>
<p>O ranking, elaborado com base no número total de passageiros embarcados e desembarcados — contabilizando os passageiros em trânsito apenas uma vez — revela também o forte desempenho das infraestruturas aeroportuárias europeias, sobretudo no segmento dos voos internacionais.</p>
<p><strong>Heathrow mantém liderança europeia</strong><br />
Com 84.482.126 passageiros registados em 2025, o aeroporto de Heathrow conservou o estatuto de aeroporto mais movimentado da Europa.</p>
<p>À escala mundial, ocupa a sétima posição, duas abaixo da registada no ano anterior. Ainda assim, o aeroporto londrino conseguiu aumentar o movimento de passageiros em 0,7% relativamente a 2024 e em 4,4% quando comparado com 2019, o último ano antes da pandemia de Covid-19.</p>
<p><strong>Istambul continua muito perto da liderança</strong><br />
Logo atrás surge o Aeroporto de Istambul, na Turquia, que terminou o ano com 84.437.710 passageiros, apenas algumas dezenas de milhares abaixo de Heathrow.</p>
<p>No ranking mundial caiu da sétima para a oitava posição, mas a evolução ao longo dos últimos anos continua a ser notável.</p>
<p>Em 2019 ocupava apenas o 28.º lugar mundial, refletindo o crescimento acelerado da infraestrutura turca como um dos principais centros de ligação entre a Europa, a Ásia, o Médio Oriente e África.</p>
<p><strong>Paris, Amesterdão e Madrid completam o top cinco</strong><br />
O terceiro lugar europeu pertence ao Aeroporto Paris Charles de Gaulle, que registou 72 milhões de passageiros durante 2025.</p>
<p>O aeroporto francês apresentou um crescimento de 2,5% face a 2024, embora continue 5,4% abaixo dos níveis registados em 2019. No panorama mundial ocupa a 14.ª posição.</p>
<p>Segue-se o Aeroporto Schiphol, em Amesterdão, com 68,77 milhões de passageiros, suficiente para alcançar o 17.º lugar mundial.</p>
<p>Também aqui se verifica uma tendência semelhante à de Paris: crescimento de 2,9% relativamente a 2024, mas um movimento ainda 4,1% inferior ao período pré-pandemia.</p>
<p>A fechar o top cinco europeu surge o Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, que movimentou 68,11 milhões de passageiros.</p>
<p>O aeroporto espanhol destacou-se pelo crescimento mais expressivo entre os cinco primeiros classificados, aumentando 3% face a 2024 e ultrapassando já em 10,4% os números registados em 2019, o que lhe vale o 18.º lugar na classificação mundial.</p>
<p><strong>Tráfego aéreo mundial aproxima-se de um marco histórico</strong><br />
Segundo o relatório do ACI World, o transporte aéreo internacional continuou a recuperar durante 2025.</p>
<p>Ao longo do ano passaram pelos aeroportos de todo o mundo 9,8 mil milhões de passageiros, aproximando o setor da marca inédita dos 10 mil milhões de viajantes anuais.</p>
<p>Os 10 aeroportos mais movimentados do mundo em 2025</p>
<p>O ranking mundial dos aeroportos com maior movimento de passageiros é liderado pelos Estados Unidos, mas inclui também importantes infraestruturas da Europa, Ásia e Médio Oriente.</p>
<p>A classificação é composta por:</p>
<ul>
<li>Hartsfield-Jackson Atlanta (Estados Unidos) – 106.302.208 passageiros;</li>
<li>Dubai International (Emirados Árabes Unidos) – 95.192.160;</li>
<li>Tóquio Haneda (Japão) – 91.679.814;</li>
<li>Dallas Fort Worth (Estados Unidos) – 85.660.127;</li>
<li>Xangai Pudong (China) – 84.994.548;</li>
<li>Chicago O&#8217;Hare (Estados Unidos) – 84.856.018;</li>
<li>Londres Heathrow (Reino Unido) – 84.482.126;</li>
<li>Istambul (Turquia) – 84.437.710;</li>
<li>Guangzhou Baiyun (China) – 83.582.952;</li>
<li>Denver International (Estados Unidos) – 82.427.962.</li>
</ul>
<p><strong>Europa destaca-se nos voos internacionais</strong><br />
Embora apenas dois aeroportos europeus integrem o top 10 mundial em número total de passageiros, a situação altera-se quando a análise considera apenas o tráfego internacional.</p>
<p>Neste segmento, os aeroportos europeus assumem um peso muito superior.</p>
<p>Heathrow mantém novamente a liderança europeia e ocupa a segunda posição mundial, com 79.874.784 passageiros internacionais, o que significa que apenas cerca de 4,6 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos durante 2025.</p>
<p><strong>Amesterdão e Istambul reforçam posição internacional</strong><br />
O segundo aeroporto europeu com maior movimento internacional foi o Schiphol de Amesterdão, que registou 68.767.548 passageiros internacionais, alcançando o quinto lugar mundial nesta categoria.</p>
<p>Segue-se o Aeroporto de Istambul, com 66.608.849 passageiros internacionais, ocupando o sexto lugar mundial.</p>
<p>Na quarta posição europeia aparece Paris Charles de Gaulle, com 66.135.938 passageiros internacionais, enquanto Frankfurt completa o top cinco europeu, contabilizando 57.528.528 passageiros internacionais.</p>
<p><strong>Madrid, Barcelona, Roma, Gatwick e Munique completam o top 10</strong><br />
O ranking europeu de passageiros internacionais fica completo com:</p>
<ul>
<li>Madrid-Barajas (Espanha) – 51.394.869 passageiros;</li>
<li>Barcelona-El Prat (Espanha) – 43.256.689;</li>
<li>Roma Fiumicino (Itália) – 40.606.167;</li>
<li>Londres Gatwick (Reino Unido) – 39.812.458;</li>
<li>Munique (Alemanha) – 37.274.455.</li>
</ul>
<p><strong>Capacidade continua a ser um desafio</strong><br />
O relatório do Airports Council International World sublinha que os aeroportos europeus continuam entre os principais centros internacionais da aviação mundial, apesar das limitações de capacidade existentes em vários mercados.</p>
<p>Segundo o documento, &#8220;os aeroportos europeus continuam entre as maiores portas de entrada internacionais do mundo, apesar de operarem próximos da capacidade disponível em vários mercados&#8221;, evidenciando que o crescimento futuro dependerá também da expansão das infraestruturas e da capacidade para responder ao aumento contínuo da procura pelo transporte aéreo internacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790118]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>China transforma ilha tropical em laboratório gigante para o fim dos motores a combustão: o que está em causa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:55:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[elétricos]]></category>
		<category><![CDATA[Hainan]]></category>
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					<description><![CDATA[Província chinesa de Hainan vai proibir, a partir de 2030, a venda de automóveis novos equipados exclusivamente com motores a gasolina ou gasóleo, tornando-se a primeira região administrativa da China a anunciar uma medida deste género]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A província chinesa de Hainan vai proibir, a partir de 2030, a venda de automóveis novos equipados exclusivamente com motores a gasolina ou gasóleo, tornando-se a primeira região administrativa da China a anunciar uma medida deste género.</p>
<p>A decisão faz parte do novo plano quinquenal para a construção da chamada “zona-piloto nacional de civilização ecológica” e transforma esta ilha tropical num laboratório para a transição chinesa para uma mobilidade com menos emissões.</p>
<p>Segundo o &#8216;Motor1&#8217;, que cita o &#8216;Car News China&#8217;, Hainan reúne condições consideradas especialmente favoráveis para acelerar a adoção de automóveis elétricos. A ilha tem cerca de 35.400 quilómetros quadrados e uma estrada circular com 612,8 quilómetros, permitindo percorrer todo o território com distâncias compatíveis com a autonomia dos modelos elétricos atuais.</p>
<p>A dimensão e o isolamento geográfico facilitam também a instalação de uma rede de carregamento mais densa e previsível do que em muitas regiões continentais de maior dimensão. Hainan não é um grande polo de produção automóvel, embora tenha acolhido historicamente algumas atividades do setor, incluindo a antiga presença da Hainan Mazda.</p>
<p><strong>Elétricos deverão representar mais de 45% dos carros</strong></p>
<p>A medida integra a iniciativa “Clean Energy Island”, através da qual as autoridades locais pretendem aumentar o peso das fontes de energia limpa no abastecimento da província.</p>
<p>Até 2030, mais de 45% dos veículos em circulação deverão pertencer à categoria chinesa dos veículos de novas energias, que inclui sobretudo automóveis totalmente elétricos e híbridos plug-in.</p>
<p>As metas abrangem tanto o setor público como os particulares. Até ao final da década, todos os veículos novos destinados à administração pública, recolha de resíduos ou transporte de passageiros deverão utilizar sistemas alimentados por energia limpa.</p>
<p>A mesma regra deverá aplicar-se às novas matrículas e à substituição de automóveis particulares, com exceção de veículos especializados que necessitem de características técnicas específicas.</p>
<p><strong>Menos de 2,5 carros por cada carregador</strong></p>
<p>Para acompanhar o crescimento da frota elétrica, Hainan está a reforçar a rede de carregamento, com o objetivo de manter uma proporção inferior a 2,5 veículos por cada ponto disponível.</p>
<p>A província já apresenta uma das taxas mais elevadas de adoção de automóveis eletrificados na China. Ocupa atualmente o primeiro lugar do país na quota de mercado dos veículos de novas energias e a segunda posição no número total destes automóveis em circulação entre as administrações provinciais.</p>
<p>O plano prevê ainda vantagens no processo de matrícula, na circulação e na gestão do estacionamento, procurando tornar a utilização dos automóveis elétricos mais simples e atrativa.</p>
<p><strong>Rede elétrica será um dos maiores desafios</strong></p>
<p>A transição, contudo, não está isenta de dificuldades. Por estar ligada à rede elétrica do sul da China, a ilha tem enfrentado problemas relacionados com a dependência energética, a capacidade de abastecimento e os custos da eletricidade.</p>
<p>Um relatório publicado em 2022 pelo jornal estatal &#8216;People’s Daily&#8217; já tinha identificado dificuldades na articulação entre as infraestruturas de carregamento, a distribuição de energia e o planeamento urbano.</p>
<p>Para reduzir estes riscos, as autoridades pretendem aumentar a autonomia energética de Hainan, que deverá passar dos 24% previstos para 2025 para 54% em 2030.</p>
<p>O reforço será apoiado por investimentos em fontes renováveis e na produção de energia nuclear, numa tentativa de garantir que o crescimento dos automóveis elétricos não aumenta excessivamente a dependência da ilha em relação ao território continental.</p>
<p>De acordo com o &#8216;Motor1&#8217;, o objetivo final passa por retirar gradualmente das estradas os automóveis tradicionais a gasolina e gasóleo e transformar Hainan no primeiro exemplo chinês de um território onde a mobilidade assenta quase totalmente em energia limpa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790115]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Depois do &#8216;Volta&#8217;, novas regras à vista: UE quer fim dos packs de seis e garrafas vendidas apenas à unidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:49:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia está a avançar com novas regras destinadas a reduzir significativamente os resíduos de embalagens, numa medida que poderá alterar a forma como milhões de consumidores compram água, refrigerantes e outras bebidas nos supermercados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia está a avançar com novas regras destinadas a reduzir significativamente os resíduos de embalagens, numa medida que poderá alterar a forma como milhões de consumidores compram água, refrigerantes e outras bebidas nos supermercados. O objetivo passa por eliminar progressivamente as embalagens coletivas de plástico utilizadas para agrupar várias garrafas, como os tradicionais packs de seis, incentivando a venda das unidades individualmente ou através de soluções que tenham um menor impacto ambiental.</p>
<p>As alterações decorrem do novo Regulamento (UE) 2025/40 relativo às embalagens e aos resíduos de embalagens, uma legislação de aplicação direta em todos os Estados-membros que pretende acelerar a transição para uma economia mais circular, reduzindo a utilização de materiais descartáveis e privilegiando embalagens consideradas estritamente necessárias.</p>
<p><strong>Bruxelas quer eliminar embalagens consideradas desnecessárias</strong><br />
Os conhecidos packs de seis garrafas de água, refrigerantes ou outras bebidas são um dos exemplos mais comuns de embalagem coletiva existente nos supermercados europeus.</p>
<p>Embora este formato facilite o transporte das compras e seja amplamente utilizado pelos fabricantes, Bruxelas considera que muitos destes materiais representam resíduos evitáveis.</p>
<p>Segundo o regulamento europeu, a intenção é eliminar progressivamente os elementos de plástico, as anilhas, as películas retráteis e outros sistemas utilizados exclusivamente para manter várias unidades agrupadas no ponto de venda.</p>
<p>A legislação define embalagem coletiva como &#8220;toda a embalagem concebida para constituir, no ponto de venda, um agrupamento de um determinado número de unidades de venda&#8221;.</p>
<p>Ao mesmo tempo, estabelece que as regras deverão aplicar-se às embalagens supérfluas &#8220;que não sejam necessárias para garantir a funcionalidade da embalagem&#8221;.</p>
<p>Na prática, a filosofia da nova legislação passa por privilegiar a comercialização das garrafas individualmente ou através de soluções alternativas que produzam menos resíduos.</p>
<p><strong>Redução do plástico é uma prioridade</strong><br />
A iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla da União Europeia para reduzir a produção de resíduos plásticos e aumentar o aproveitamento dos materiais recicláveis.</p>
<p>Depois da introdução das tampas presas às garrafas de plástico, Bruxelas pretende agora dar mais um passo na diminuição das embalagens descartáveis que acompanham muitos produtos alimentares.</p>
<p>O regulamento estabelece igualmente um princípio geral de redução das embalagens.</p>
<p>Segundo o texto legal, &#8220;as embalagens serão concebidas de forma a reduzir o seu volume e peso ao mínimo necessário para garantir a sua funcionalidade, tendo em conta o material de que são feitas&#8221;.</p>
<p>Este princípio obriga os fabricantes a reverem o desenho das embalagens, eliminando componentes considerados dispensáveis.</p>
<p>Entre os exemplos apontados encontram-se fundos falsos, camadas adicionais de plástico ou outros elementos que aumentem artificialmente a dimensão aparente do produto sem desempenharem qualquer função prática.</p>
<p><strong>Indústria critica alterações</strong><br />
As novas regras não foram recebidas de forma consensual.</p>
<p>O setor da água mineral está entre os que mais contestam a iniciativa europeia.</p>
<p>Os representantes desta indústria defendem que os packs múltiplos têm uma função comercial importante, facilitam o transporte de garrafas de maior dimensão pelos consumidores e oferecem maior proteção durante a distribuição e transporte.</p>
<p>Associações empresariais, como a italiana Mineracqua, alertam também que a adaptação às novas exigências poderá representar dificuldades significativas para as empresas.</p>
<p>Segundo o setor, os fabricantes necessitam de tempo suficiente e de estabilidade regulamentar para adaptar linhas de produção, processos logísticos e sistemas de distribuição às novas obrigações.</p>
<p><strong>Recolha de 90% das garrafas até 2029</strong><br />
O regulamento europeu não se limita às embalagens coletivas.</p>
<p>Outra das metas previstas passa por aumentar substancialmente a taxa de recolha de embalagens para reciclagem.</p>
<p>A partir de 1 de janeiro de 2029, os Estados-membros terão de assegurar &#8220;a recolha seletiva de, pelo menos, 90% em peso&#8221; das garrafas de plástico de utilização única para bebidas e também das embalagens metálicas destinadas ao mesmo fim.</p>
<p>Para atingir esse objetivo, os países serão obrigados a implementar sistemas de depósito, devolução e retorno (SDR), como o programa Volta, já ativo em Portugal.</p>
<p><strong>Consumidores recuperam o valor pago pelo depósito</strong><br />
Estes sistemas funcionam através do pagamento de um pequeno depósito adicional no momento da compra da bebida.</p>
<p>Posteriormente, quando o consumidor devolver a embalagem vazia num ponto de recolha ou numa máquina automática, esse valor é integralmente reembolsado.</p>
<p>O modelo já existe em vários países europeus e começa igualmente a ser implementado em diversas cadeias de supermercados, incluindo em Portugal.</p>
<p>A intenção da Comissão Europeia é incentivar a devolução das embalagens e aumentar significativamente os níveis de reciclagem, reforçando o conceito de economia circular e reduzindo a quantidade de plástico que acaba por se transformar em resíduo.</p>
<p><strong>Mudanças terão impacto em toda a União Europeia</strong><br />
Por se tratar de um regulamento europeu, as novas regras aplicam-se diretamente em todos os Estados-membros, garantindo uma harmonização das normas relativas às embalagens e aos resíduos de embalagens.</p>
<p>Com esta reforma, Bruxelas pretende reduzir o consumo de plástico de utilização única, diminuir a produção de resíduos desnecessários e incentivar fabricantes, distribuidores e consumidores a adotarem soluções mais sustentáveis, alterando gradualmente a forma como muitos produtos chegam às prateleiras dos supermercados europeus.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790111]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>EUA querem medir testosterona dos soldados e recuperar o “padrão masculino mais elevado”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:46:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Pete Hegseth]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Hegseth afirmou que, apesar do investimento realizado em armamento e equipamento, a principal vantagem tática continuará a ser o desempenho de cada combatente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou um programa de testes anuais destinado a medir os níveis de testosterona dos militares com mais de 30 anos, incluindo mulheres, com o objetivo declarado de assegurar condições físicas adequadas ao desempenho operacional.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Español&#8217;, os militares abaixo dos 30 anos poderão realizar o teste voluntariamente. Nos casos em que sejam detetados níveis reduzidos da hormona, poderá ser recomendada terapia de reposição de testosterona, embora o tratamento não seja obrigatório.</p>
<p>A iniciativa integra a campanha de Hegseth para impor requisitos físicos mais exigentes nas Forças Armadas e recuperar aquilo que tem descrito como o “padrão masculino mais elevado”. O responsável já criticou a presença de militares com excesso de peso ou barba e tem defendido uma cultura interna mais centrada na preparação para o combate.</p>
<p>Num vídeo divulgado na rede social &#8216;X&#8217;, Hegseth afirmou que, apesar do investimento realizado em armamento e equipamento, a principal vantagem tática continuará a ser o desempenho de cada combatente.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">The High-T Department of War. <a href="https://t.co/hlAUq3j2cD">pic.twitter.com/hlAUq3j2cD</a></p>
<p>&mdash; Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) <a href="https://x.com/SecWar/status/2077425458430230838?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O secretário da Defesa justificou os testes com a diminuição natural da testosterona associada ao envelhecimento. A partir dos 30 anos, a avaliação passará a integrar os exames médicos regulares realizados anualmente aos militares.</p>
<p>Hegseth garantiu que o programa não pretende aumentar artificialmente as capacidades físicas. Segundo o responsável, a finalidade passa por restaurar níveis considerados naturais, proteger a saúde a longo prazo e assegurar uma base biológica adequada às exigências do serviço militar.</p>
<p>A testosterona é a principal hormona sexual masculina, embora também esteja presente no organismo feminino. Níveis reduzidos podem estar associados a cansaço, perda de massa muscular e densidade óssea, menor desejo sexual, dificuldades de concentração e alterações de humor.</p>
<p>De acordo com o &#8216;El Español&#8217;, o programa representa mais um passo na transformação que Hegseth procura impor no Departamento de Defesa desde que assumiu funções, depois de ter trabalhado como comentador na Fox News.</p>
<p>O responsável tem defendido a adoção de “padrões masculinos” nas Forças Armadas, criticado a presença de mulheres em algumas funções e cultivado publicamente uma imagem de proximidade com os militares, participando regularmente em sessões de treino com as tropas.</p>
<p>Hegseth proibiu igualmente o alistamento de pessoas transgénero e terá bloqueado várias promoções de mulheres aos postos de general e almirante, mesmo quando estas haviam sido selecionadas por comissões de oficiais.</p>
<p>A nova política abrangerá também as mulheres militares com mais de 30 anos, apesar de a testosterona existir em níveis naturalmente muito inferiores no organismo feminino. O comunicado não esclarece se serão aplicados valores de referência diferentes em função do sexo ou da função desempenhada.</p>
<p>Dados do Departamento do Trabalho indicam que apenas entre 10% e 15% de mais de um milhão de militares desempenham funções diretamente relacionadas com o combate. A maioria trabalha em áreas como logística, administração, saúde, construção e manutenção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790109]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PS acusa ministro de responsabilizar professores e exige plano de contingência até sexta-feira</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ps-acusa-ministro-de-responsabilizar-professores-e-exige-plano-de-contingencia-ate-sexta-feira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:37:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ps]]></category>
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					<description><![CDATA[O deputado do PS Marcos Perestrello acusou hoje o ministro da Educação de responsabilizar os professores pelo "caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames" e exigiu ao executivo que apresente um plano de contingência até sexta-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O deputado do PS Marcos Perestrello acusou hoje o ministro da Educação de responsabilizar os professores pelo &#8220;caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames&#8221; e exigiu ao executivo que apresente um plano de contingência até sexta-feira.</p>
<p>O dirigente socialista falava aos jornalistas no Parlamento em reação às declarações de hoje de manhã do ministro da Educação, Fernando Alexandre, que disse faltarem professores para classificar os exames nacionais de algumas disciplinas e admitiu que as pautas dos exames nacionais do ensino secundário poderão não ser afixadas na sexta-feira, conforme previsto, se ainda houver provas por classificar.</p>
<p>Marcos Perestrello afirmou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro da Educação, nas declarações de hoje, estão a responsabilizar os professores &#8220;pelo caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames de acesso ao ensino superior&#8221;.</p>
<p>&#8220;A responsabilidade não é dos professores. Ao contrário do que disse hoje o ministro da Educação, há vários professores a afirmarem publicamente que não foram chamados a classificar exames. A ideia de que há falta de professores para classificar exames, que os professores não se oferecem para classificar exames, estão indisponíveis para o fazer, é uma ideia que é contrariada e negada pelos professores&#8221;, considerou.</p>
<p>O dirigente do PS disse que se esperava que Fernando Alexandre apresentasse &#8220;um plano de contingência para resolver o problema&#8221;, o que não aconteceu, e frisou que sexta-feira &#8220;será um dia decisivo&#8221;, insistindo na necessidade de se apresentar soluções.</p>
<p>&#8220;Amanhã [sexta-feira] será um dia decisivo. E confrontado, novamente, com a incapacidade de resolver o problema, o Governo terá que, definitivamente, apresentar o plano de contingência para o fazer&#8221;, afirmou.</p>
<p>Marcos Perestrello considerou que o Governo tem sido insensível e incapaz de &#8220;dar um sinal de esperança de que o problema será resolvido atempadamente e de forma satisfatória&#8221;, afirmando que os socialistas &#8220;tudo farão para pressionar e forçar o Governo a encontrar uma solução para o problema que o próprio criou&#8221;.</p>
<p>O também vice-presidente da Assembleia da República reiterou que o executivo é o culpado pelos problemas das últimas semanas, argumentando que estes foram &#8220;lançados pela leviandade&#8221; com que o Governo &#8220;desmantelou as estruturas do Ministério da Educação, reduzindo-as à metade&#8221;.</p>
<p>O deputado respondeu também à garantia deixada pelo primeiro-ministro de que vai &#8220;continuar a arriscar&#8221;, argumentando que Luís Montenegro &#8220;não pode fazê-lo pondo em casa e jogando com a vida dos portugueses em momentos chave e fundamentais para o futuro dos jovens&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790101]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Advogado detido pela PJ: prometia agilizar Vistos Gold e terá desviado 1,2 milhões de euros de clientes estrangeiros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/advogado-detido-pela-pj-prometia-agilizar-vistos-gold-e-tera-desviado-12-milhoes-de-euros-de-clientes-estrangeiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:36:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Judiciária]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[vistos gold]]></category>
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					<description><![CDATA[Investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção indica que, entre 2023 e março de 2026, o advogado terá transferido dinheiro das contas dos clientes para contas pessoais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um advogado de 58 anos, residente em Odivelas, foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de ter desviado cerca de 1,2 milhões de euros de clientes estrangeiros que o procuravam para obter aconselhamento em processos relacionados com os chamados Vistos Gold.</p>
<p>Segundo o &#8216;<a href="https://www.jn.pt/justica/artigo/advogado-detido-por-desviar-12-milhoes-de-euros-a-candidatos-ao-visto-gold/18106696?utm_source=egoi&amp;utm_medium=push&amp;utm_term=18106696" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>&#8216;, o suspeito terá conseguido aceder a várias contas bancárias tituladas pelos clientes, alegando que precisava de agilizar os procedimentos destinados à obtenção de Autorizações de Residência para Investimento.</p>
<p>A investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção indica que, entre 2023 e março de 2026, o advogado terá transferido dinheiro das contas dos clientes para contas pessoais.</p>
<p>As autoridades suspeitam de que os montantes tenham sido posteriormente utilizados em despesas particulares do arguido, num esquema que terá provocado prejuízos globais de aproximadamente 1,2 milhões de euros.</p>
<p>Até ao momento, a Polícia Judiciária identificou 33 vítimas, todas de nacionalidade estrangeira. O número poderá, contudo, aumentar à medida que a investigação avance e sejam analisados outros processos acompanhados pelo advogado.</p>
<p>De acordo com o Jornal de Notícias, o homem é suspeito da prática dos crimes de burla qualificada, abuso de confiança e branqueamento de capitais.</p>
<p>O arguido deverá ser presente esta quinta-feira a primeiro interrogatório judicial, durante o qual serão avaliadas as medidas de coação a aplicar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790096]]></sapo:autor>
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		<title>XLVIII BARÓMETRO: Francisco Teixeira, WPP Media</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:33:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Francisco Teixeira, CEO da WPP Media.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Francisco Teixeira, CEO da WPP Media</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os dados deste Barómetro traduzem o realismo e a resiliência das empresas diante de um contexto global complexo. O facto de 58% das organizações preverem crescer, até final de 2026, entre 5% e 20%, e 17% acima dos 20%, é sinal de um dinamismo notável. Este otimismo é, no entanto, contrabalançado por fatores exógenos: a crise no Médio Oriente pressiona os custos, com 36% das empresas a prever aumentos entre 5% e 20%.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo este contexto exige assim um foco redobrado em eficiência operacional, tecnologia, digitalização e gestão de Talento. No campo da IA, embora o panorama seja animador e 34% já reconhecer ganhos de produtividade acima dos 5%, há ainda muito por fazer. A maioria não extrai ainda o pleno potencial deste avanço tecnológico. Trata-se de uma grande oportunidade, que pode ser explorada em conjunto pelas organizações e parceiros especialistas em transformação. Essa cooperação ajudará certamente a desenhar processos mais simples e desburocratizados, um factor apontado como prioritário, para o estado, por 56% das empresas. Eliminar a complexidade é o passo essencial para libertar o talento e permitir que as organizações, apoiadas nos parceiros certos, convertam a tecnologia em crescimento sustentável.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Junho (nº. 243) da Executive Digest, no âmbito da XLVIII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780635]]></sapo:autor>
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		<title>França legaliza uma das fronteiras mais invulgares da Europa — quase 400 anos depois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:28:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Caraíbas]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Países Baixos]]></category>
		<category><![CDATA[São Martinho]]></category>
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					<description><![CDATA[Deputados autorizaram a ratificação do acordo assinado em 2023 sobre a delimitação da fronteira entre Saint-Martin, a parte francesa da ilha, e Sint Maarten, território autónomo integrado no Reino dos Países Baixos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia Nacional francesa aprovou esta quinta-feira a legislação necessária para fixar oficialmente a fronteira que divide a ilha caribenha de São Martinho, quase quatro séculos depois de França e dos Países Baixos terem acordado repartir o território.</p>
<p>Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, os deputados autorizaram a ratificação do acordo assinado em 2023 sobre a delimitação da fronteira entre Saint-Martin, a parte francesa da ilha, e Sint Maarten, território autónomo integrado no Reino dos Países Baixos.</p>
<p>O tratado pretende dar segurança jurídica a uma das fronteiras mais invulgares ligadas ao espaço europeu. De um lado encontra-se território da União Europeia, administrado por França; do outro, Sint Maarten, país autónomo do Reino dos Países Baixos, mas que não pertence à UE.</p>
<p>Apesar das diferenças nos regimes aduaneiro, fiscal e de imigração, os habitantes atravessam diariamente a fronteira sem controlos formais, numa ilha onde a circulação entre os dois territórios faz parte da vida quotidiana.</p>
<p>A divisão remonta a 1648, quando França e os Países Baixos acordaram repartir a ilha. O traçado exato da fronteira, contudo, nunca ficou formalmente estabelecido.</p>
<p>Ao longo dos séculos, consolidou-se uma linha de separação de facto, mas a ausência de uma delimitação jurídica provocou disputas recorrentes relacionadas com licenças, atuação policial e gestão ambiental, sobretudo na zona da lagoa que atravessa os dois territórios.</p>
<p>De acordo com o &#8216;POLITICO&#8217;, foi necessária a devastação provocada pelo furacão Irma, em 2017, para que Paris e Haia avançassem finalmente para uma solução definitiva.</p>
<p>O furacão destruiu ou danificou mais de 95% dos edifícios da ilha, expondo dificuldades de coordenação entre as duas administrações e aumentando a pressão para clarificar responsabilidades territoriais.</p>
<p>“França pode orgulhar-se de ter resolvido uma das suas mais antigas disputas territoriais”, escreveu o deputado Bertrand Bouyx, responsável por conduzir a legislação no Parlamento francês, no relatório que acompanhou o diploma.</p>
<p>O processo ainda não está concluído. O Reino dos Países Baixos terá igualmente de ratificar o acordo antes de este poder entrar em vigor.</p>
<p>Quando isso acontecer, uma fronteira que funcionou durante quase 400 anos com base em práticas e entendimentos informais passará finalmente a estar definida na lei.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790085]]></sapo:autor>
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		<title>MEO transforma festival em Matosinhos numa cidade conectada com rede 5G, 32 quilómetros de fibra e soluções de acessibilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:28:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[MEO]]></category>
		<category><![CDATA[MEO Marés]]></category>
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					<description><![CDATA[O MEO vai assegurar toda a infraestrutura tecnológica do MEO Marés, em Leça da Palmeira, Matosinhos, equipando o novo recinto com cobertura 5G integral, uma rede de mais de 32 quilómetros de fibra ótica e cerca de 155 equipamentos de rede.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O MEO vai assegurar toda a infraestrutura tecnológica do MEO Marés, que decorre entre 17 e 19 de julho, em Leça da Palmeira, Matosinhos, equipando o novo recinto com cobertura 5G integral, uma rede de mais de 32 quilómetros de fibra ótica e cerca de 155 equipamentos de rede para garantir comunicações, segurança e serviços digitais durante o festival.</p>
<p>Naquele que é o 13.º ano consecutivo como parceiro oficial e naming sponsor do evento, a operadora adaptou toda a infraestrutura tecnológica à nova localização do festival, preparada para receber mais de 100 mil pessoas ao longo de três dias.</p>
<p>A operação inclui um reforço da cobertura móvel 2G, 4G e 5G, bem como uma rede de fibra ótica cuja extensão é cerca de cinco vezes superior à da última edição. Segundo a MEO, esta infraestrutura permitirá suportar as comunicações dos festivaleiros, da organização, dos parceiros e dos meios de comunicação social, além das transmissões em direto de rádio e televisão, serviços de streaming, circuitos de produção e a coordenação operacional de todas as equipas no terreno.</p>
<p>A operadora assegura ainda as comunicações entre a organização e as entidades de segurança e emergência, complementando a operação com sistemas de vigilância e monitorização contínua destinados a facilitar a resposta a eventuais incidentes.</p>
<p>Luiza Galindo, diretora de Marca e Comunicação da MEO, afirma que &#8220;os festivais são hoje verdadeiras cidades temporárias, onde milhares de pessoas dependem da rede para comunicar, partilhar experiências, acompanhar conteúdos e garantir o funcionamento de toda a operação&#8221;. A responsável sublinha que a infraestrutura tecnológica implementada &#8220;suporta não apenas a experiência dos festivaleiros, mas também a segurança do recinto e soluções inovadoras de acessibilidade&#8221;.</p>
<p>Além da conectividade, a MEO e a Fundação MEO voltam a apostar em soluções de inclusão através da iniciativa Música com Sentido, desenvolvida em parceria com a Access Lab. Entre as ferramentas disponibilizadas está a aplicação SENTIDO, que permite acompanhar em tempo real a interpretação dos concertos do Palco MEO em Língua Gestual Portuguesa e aceder à audiodescrição do recinto.</p>
<p>A oferta inclui ainda coletes sensoriais, que transmitem a música através de vibrações sincronizadas com o som, e uma sala de pausa destinada a pessoas que necessitem de um ambiente com menor estímulo sensorial.</p>
<p>A pensar nas famílias, o festival contará novamente com a iniciativa &#8220;Estou Aqui! Crianças&#8221;, desenvolvida em parceria com a PSP, através da distribuição gratuita de pulseiras identificativas para crianças, com o objetivo de reforçar a segurança dos mais novos durante o evento.</p>
<p>Com a mudança para Matosinhos, o MEO Marés estreia assim uma nova infraestrutura tecnológica concebida para o recinto de Leça da Palmeira, combinando cobertura 5G integral, reforço das comunicações e soluções de acessibilidade para responder às exigências de um dos maiores festivais de música do país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790091]]></sapo:autor>
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		<title>Almaraz recebe &#8216;luz verde&#8217; técnica para funcionar até 2030, mas decisão final cabe ao Governo espanhol</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/almaraz-recebe-luz-verde-tecnica-para-funcionar-ate-2030-mas-decisao-final-cabe-ao-governo-espanhol/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:20:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Almaraz]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A central nuclear de Almaraz deu um passo decisivo para prolongar a sua atividade até 2030, depois de o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) de Espanha ter emitido um parecer técnico favorável ao pedido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A central nuclear de Almaraz deu um passo decisivo para prolongar a sua atividade até 2030, depois de o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) de Espanha ter emitido um parecer técnico favorável ao pedido apresentado pelas empresas proprietárias da infraestrutura. A decisão confirma que os dois reatores da central reúnem condições de segurança para continuarem a operar durante mais três anos relativamente ao calendário de encerramento inicialmente previsto. Ainda assim, a continuidade da exploração dependerá agora de uma decisão política do Governo espanhol, através do Ministério para a Transição Ecológica.</p>
<p>Segundo o jornal El País, o plenário do CSN aprovou esta quinta-feira a extensão da licença de exploração da central até 2030, tal como tinha sido solicitado em novembro pelas empresas Iberdrola, Endesa e Naturgy, proprietárias da instalação. O organismo regulador esclareceu que a autorização não impõe novas condições técnicas nem exige investimentos adicionais além daqueles que já estavam previstos na última licença de funcionamento.</p>
<p>A decisão do regulador chega depois de um adiamento da reunião inicialmente marcada para a semana anterior. O plenário tinha sido convocado para analisar o parecer dos técnicos, mas um dos conselheiros solicitou mais tempo para estudar a documentação, recorrendo ao direito previsto no estatuto do organismo que permite pedir até dois adiamentos. Apesar desse atraso, já era expectável que o parecer fosse conhecido antes do final de julho.</p>
<p>O Conselho de Segurança Nuclear é atualmente composto pelo presidente Juan Carlos Lentijo, pela vice-presidente Pilar Lucio e pelos conselheiros Javier Dies, Francisco Castejón e Silvia Calzón.</p>
<p><strong>Parecer limita-se à segurança da central</strong><br />
O parecer agora emitido restringe-se exclusivamente às questões relacionadas com a segurança nuclear e não representa uma autorização definitiva para prolongar a exploração da central.</p>
<p>A decisão final pertence ao Governo espanhol, através do Ministério para a Transição Ecológica, liderado por Sara Aagesen, que terá de aprovar uma nova ordem ministerial para formalizar a extensão da licença de funcionamento.</p>
<p>O ministério confirmou, após ser conhecida a decisão do regulador, que aguarda a receção formal do relatório obrigatório elaborado pelo CSN relativo ao pedido apresentado pela Centrales Nucleares Almaraz-Trillo (CNAT), entidade responsável pela exploração da central.</p>
<p>Segundo fontes próximas do ministério citadas pelo El País, &#8220;seguindo o procedimento estabelecido, o ministério estudará o relatório do CSN e toda a documentação que integra o processo antes de tomar uma decisão sobre a autorização de exploração da central&#8221;. O Governo não avançou qualquer calendário para essa decisão.</p>
<p><strong>Encerramento previsto para 2027 e 2028 poderá ser adiado</strong><br />
O calendário atualmente em vigor prevê que o primeiro reator de Almaraz encerre a atividade a 1 de novembro de 2027, enquanto o segundo deverá parar um ano mais tarde, em 31 de outubro de 2028, refletindo o facto de ambos terem iniciado operação em anos diferentes.</p>
<p>Contudo, as empresas proprietárias decidiram solicitar o prolongamento da exploração das duas unidades até 2030.</p>
<p>A Iberdrola, que detém 53% da central, e a Endesa, com uma participação de 36%, defendiam inicialmente uma extensão de dez anos. No entanto, a Naturgy, proprietária dos restantes 11%, opôs-se a esse cenário.</p>
<p>Como a central funciona sob o modelo de comunidade de bens, através da sociedade Centrales Nucleares Almaraz-Trillo (CNAT), todas as decisões estratégicas exigem unanimidade entre os proprietários. Perante essa exigência, acabou por prevalecer a proposta mais conservadora da Naturgy, limitando o pedido a um prolongamento de apenas três anos.</p>
<p><strong>Protocolo de encerramento continua sem caráter vinculativo</strong><br />
O pedido de extensão surge apesar do protocolo assinado em 2018 entre os proprietários do parque nuclear espanhol e a Empresa Nacional de Resíduos Radioativos (Enresa), empresa pública tutelada pelo Ministério para a Transição Ecológica.</p>
<p>Esse acordo estabelecia um calendário de encerramento gradual das centrais nucleares espanholas entre 2027 e 2035, sendo Almaraz a primeira instalação prevista para cessar atividade.</p>
<p>Contudo, esse protocolo nunca teve natureza juridicamente vinculativa. As empresas mantiveram o direito de solicitar o prolongamento das licenças dentro dos prazos legais, o que acabaram por fazer.</p>
<p>Além disso, quando o calendário foi definido, os dois reatores já possuíam autorizações técnicas do CSN válidas por dez anos, uma vez que este tipo de licenças é normalmente concedido por períodos de uma década. Assim, embora o plano político previsse o encerramento ao fim de sete e oito anos, respetivamente, do ponto de vista técnico os reatores continuavam aptos a operar durante mais tempo.</p>
<p>Caso o Governo aprove agora a extensão até 2030, terá igualmente de revogar a ordem ministerial que estabeleceu oficialmente as datas de encerramento atualmente em vigor.</p>
<p><strong>Empresas desistiram de exigir redução de impostos</strong><br />
Nos últimos anos, a Endesa e a Iberdrola procuraram negociar com o Governo espanhol uma redução da carga fiscal aplicada ao setor nuclear, sobretudo do imposto incidente sobre o combustível nuclear usado, criado em 2013 durante o Governo de Mariano Rajoy para contribuir para a redução do défice tarifário do sistema elétrico.</p>
<p>No entanto, à medida que se aproximava o prazo legal para solicitar a prorrogação da licença de Almaraz, ambas as empresas acabaram por abandonar essa exigência.</p>
<p>O Ministério para a Transição Ecológica considerava qualquer redução desses impostos uma &#8220;linha vermelha&#8221; nas negociações.</p>
<p>O Executivo apenas anunciou entretanto a eliminação gradual, até ao final de 2027, do imposto de 7% aplicado à produção de eletricidade, também criado em 2013 para reduzir o défice tarifário. Contudo, esse imposto incide sobre todas as tecnologias de produção elétrica e não constituía a principal reivindicação do setor nuclear.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790086]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Rússia bombardeia Kiev horas antes da última visita de Starmer como primeiro-ministro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/russia-bombardeia-kiev-horas-antes-da-ultima-visita-de-starmer-como-primeiro-ministro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:04:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Keir Starmer]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou as duas mortes e indicou que outras seis pessoas ficaram feridas, entre as quais um jovem de 16 anos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia voltou a bombardear Kiev esta quinta-feira, num ataque que matou pelo menos duas pessoas e ocorreu poucas horas antes da chegada do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à capital ucraniana para a sua última visita ao país enquanto chefe do Governo do Reino Unido.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou as duas mortes e indicou que outras seis pessoas ficaram feridas, entre as quais um jovem de 16 anos.</p>
<p>Starmer chegou de comboio à capital ucraniana depois de uma viagem noturna a partir do Reino Unido. De acordo com a agência ucraniana &#8216;UNN&#8217;, que cita a &#8216;Sky News&#8217;, foi recebido pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Yevhen Perebyinis, e pela diretora de Protocolo, Olena Yalova.</p>
<p>A chegada ocorreu apenas algumas horas depois dos ataques russos contra Kiev, num momento em que Starmer se prepara para abandonar Downing Street e quis deslocar-se pessoalmente à Ucrânia para uma última reunião com o presidente Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Esta foi a terceira visita de Starmer a Kiev desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro. A deslocação deverá servir para reafirmar que o apoio britânico à Ucrânia continuará apesar da saída do governante.</p>
<p>A Força Aérea ucraniana afirmou que a Rússia lançou 13 mísseis, munições de ataque Banderol e 146 drones contra o território ucraniano durante as últimas horas.</p>
<p>As defesas aéreas terão intercetado três mísseis e 129 aeronaves não tripuladas. Ainda assim, seis mísseis, incluindo cinco projéteis balísticos, e 16 drones atingiram 15 locais, enquanto destroços resultantes das interceções caíram noutros sete pontos.</p>
<p>Zelensky aproveitou a visita do primeiro-ministro britânico para voltar a pedir aos aliados que acelerem o envio de sistemas e munições de defesa aérea. O presidente ucraniano afirmou que este foi já o sexto ataque com mísseis balísticos contra Kiev durante o mês de julho.</p>
<p>“Moscovo está a recorrer ao terror com mísseis balísticos e continua os seus ataques”, declarou Zelensky, defendendo que tudo o que foi acordado com os parceiros internacionais deve chegar dentro dos prazos estabelecidos.</p>
<p>Segundo a &#8216;UNN&#8217;, Starmer deverá garantir a Zelensky que o Reino Unido manterá o apoio militar à Ucrânia, incluindo a disponibilização de três mil milhões de libras por ano enquanto for necessário.</p>
<p>O primeiro-ministro britânico deverá também destacar o papel de Londres na coligação de 34 países dispostos a apoiar Kiev, assim como a liderança britânica no Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, responsável pela coordenação das doações militares.</p>
<p>Antes da viagem, Starmer afirmou estar orgulhoso do contributo britânico e garantiu que o trabalho desenvolvido nos últimos dois anos continuará. O governante tem procurado apresentar o apoio à Ucrânia e o reforço da cooperação europeia em matéria de defesa como uma das principais marcas do seu mandato.</p>
<p>A deslocação a Kiev ocorre poucos dias depois de Starmer ter participado, em Paris, numa última reunião da chamada Coligação dos Voluntários, grupo criado com o presidente francês, Emmanuel Macron, para reforçar o apoio militar e político à Ucrânia.</p>
<p>O Ministério da Defesa russo confirmou, entretanto, a ofensiva e afirmou que os ataques tiveram como alvo instalações envolvidas no fabrico e armazenamento de drones ucranianos de médio e longo alcance.</p>
<p>Entre os locais atingidos estaria a empresa Rapid Logistics, onde, segundo Moscovo, são produzidos, montados e armazenados drones e componentes estrangeiros.</p>
<p>As forças russas terão ainda atacado um depósito da empresa de radioeletrónica Kiev-1, onde seriam montados os drones Liuti e Leleka-100. Pelo terceiro dia consecutivo, foram também atingidos portos estratégicos da região de Odessa, junto ao Mar Negro.</p>
<p>De acordo com o &#8217;20 Minutos&#8217;, Moscovo tem concentrado parte da ofensiva recente na destruição da capacidade ucraniana de produzir drones de longo alcance, usados para atingir regiões russas, territórios ocupados, a Crimeia anexada e refinarias de petróleo.</p>
<p>A Ucrânia lançou, por sua vez, um ataque de grande dimensão com drones contra território russo durante a madrugada. Moscovo afirmou ter abatido 375 aparelhos em 18 regiões da zona europeia da Rússia.</p>
<p>Os ataques ucranianos terão provocado pelo menos três mortos. Na região fronteiriça de Bryansk morreram um jovem de 15 anos e a avó, enquanto uma terceira vítima foi registada em Yaroslavl, onde quatro pessoas ficaram feridas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790076]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Parlamento ucraniano aprova gestor público Serhiy Koretskyi como novo primeiro-ministro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/parlamento-ucraniano-aprova-gestor-publico-serhiy-koretskyi-como-novo-primeiro-ministro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[Serhiy Koretskyi]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[O Parlamento ucraniano aprovou esta quinta-feira a nomeação do diretor do grupo energético público Naftogaz, Serhiy Koretskyi, para o cargo de primeiro-ministro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Parlamento ucraniano aprovou esta quinta-feira a nomeação do diretor do grupo energético público Naftogaz, Serhiy Koretskyi, para o cargo de primeiro-ministro, no âmbito de uma remodelação ministerial iniciada pelo Presidente Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Com 289 votos a favor num total de 318, o Parlamento &#8220;votou a nomeação de Serhiy Koretskyi para o cargo de primeiro-ministro da Ucrânia&#8221;, anunciou a instituição nas redes sociais, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).</p>
<p>Koretskyi, 48 anos, vai substituir Yulia Svyrydenko, que oficializou a demissão na terça-feira, dois dias depois de Zelensky ter anunciado uma remodelação governamental no âmbito de &#8220;uma nova estratégia política&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790064]]></sapo:autor>
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		<title>Sustentabilidade é criar valor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:58:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Daniel Ribas Amaral, Head of Sustainability Forvis Mazars em Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Daniel Ribas Amaral, Head of Sustainability Forvis Mazars em Portugal</strong></em></p>
<p>A revisão da <em>Corporate Sustainability Reporting Directive</em> (CSRD) e o pacote Omnibus I alteram a abrangência e algumas obrigações de reporte de sustentabilidade. Mas a simplificação regulatória não altera prioridades empresariais que devem ser fundamentais: gestão de riscos, competitividade e criação de valor.</p>
<p>O principal fator por detrás deste “travão” é a agenda de competitividade da União Europeia. A prioridade passou a ser a redução da carga administrativa sobre as empresas, procurando recentrar esforços na gestão efetiva dos impactos, e não no cumprimento de obrigações de reporte.</p>
<p>A implementação fragmentada da diretiva de 2022 também pesou neste ajustamento. A transposição desigual entre Estados-membros criou desequilíbrios regulatórios, com vários países a falharem os prazos iniciais e a necessidade de maior harmonização até março de 2027.</p>
<p>O novo enquadramento aponta para um critério mais restrito e unificado: empresas com mais de 1000 trabalhadores e volume de negócios superior a 450 milhões de euros. As PME cotadas deixam de estar abrangidas pelo reporte obrigatório e o regime aplicável a grupos extra-UE é igualmente ajustado. Ou seja, estas alterações representam uma redução estimada de cerca de 90 por cento no número de empresas abrangidas.</p>
<p>No entanto, a simplificação regulatória não altera prioridades empresariais que devem ser fundamentais. Por isso, a pergunta que muitas empresas devem continuar a fazer é “tenho dados necessários para responder às exigências dos meus clientes, financiadores, reguladores e cadeias de valor?”. Isto porque as empresas vão continuar a ser questionadas pelos seus <em>stakeholders</em> e, numa economia integrada, parte significativa da criação de valor com sustentabilidade depende também da capacidade em demonstrar transparência, resiliência e preparação para responder a riscos ambientais, sociais e de <em>governance</em>.</p>
<p>Dados, processos e capacidade de resposta, sobretudo nas áreas mais críticas para o negócio, incluindo energia, emissões, embalagens, produtos, matérias-primas, fornecedores e certificações, continuam a ser centrais. Caso contrário, a sustentabilidade fica reduzida a intenções.</p>
<p>O mesmo é dizer no acesso a financiamento porque bancos, investidores e seguradoras continuarão a incorporar critérios ESG na avaliação de risco. Ou seja, as empresas com dados credíveis estarão melhor posicionadas. Clientes e parceiros também exigem dados ESG aos fornecedores para assegurar conformidade e responder às necessidades do mercado.</p>
<p>Paralelamente, a atual simplificação não deve ser confundida com menor exigência. Em última análise, é a reputação da empresa e a confiança que gera no mercado que estão em causa. Evitar o <em>greenwashing</em> ou estar preparado para cumprir com novos regulamentos (por exemplo, <em>Packaging and Packaging Waste Regulation</em>, <em>European Union Deforestation Regulation</em>, <em>Ecodesign for Sustainable Products Regulation</em>, entre outras) é parte, indissociável, do reforço da credibilidade.</p>
<p>Outro aspeto que não muda é a importância da análise de materialidade: permite identificar os impactos, riscos e oportunidades mais relevantes para o negócio e apoiar uma tomada de decisão mais informada. Se o objetivo é reportar menos, a materialidade ajuda as empresas a focarem-se no que realmente importa. Uma boa análise pode revelar riscos climáticos, dependências de fornecedores, oportunidades de eficiência energética, desafios laborais ou fatores reputacionais. Integrada na estratégia, deixa de ser uma etapa do relatório e passa a apoiar decisões mais robustas.</p>
<p>Em resumo, a revisão da CSRD deve ser vista como uma oportunidade: não para abandonar a sustentabilidade, mas para a tornar mais útil, estratégica e com capacidade para criar valor.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790060]]></sapo:autor>
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		<title>Comprar um aldeia inteira por menos de 400 mil euros? O negócio insólito que está a dar que falar na Alemanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:56:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[omprar uma aldeia inteira pelo preço de um apartamento numa grande cidade parece um cenário improvável, mas é precisamente isso que está a acontecer no estado alemão da Turíngia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comprar uma aldeia inteira pelo preço de um apartamento numa grande cidade parece um cenário improvável, mas é precisamente isso que está a acontecer no estado alemão da Turíngia. Um complexo composto por 15 edifícios, um edifício central de grandes dimensões e cerca de 24 mil metros quadrados de terreno foi colocado no mercado por 390 mil euros. No entanto, apesar do preço considerado atrativo e da infraestrutura já existente, há um problema jurídico relacionado com o ordenamento do território que poderá dificultar qualquer projeto de reconversão do espaço.</p>
<p>Segundo a Euronews, o imóvel localiza-se em Kamsdorf, no distrito de Saalfeld-Rudolstadt, a poucos centenas de metros da albufeira de Hohenwarte. A propriedade inclui 15 edifícios térreos com aproximadamente 100 metros quadrados cada um, além de um edifício principal equipado com uma sala de refeições superior a 300 metros quadrados. O terreno, rodeado por áreas florestais, prados e árvores de grande porte, dispõe de ligação à rede elétrica e de abastecimento de água, embora o sistema de saneamento continue a funcionar através de uma fossa séptica. Os edifícios encontram-se atualmente reduzidos à sua estrutura base, preparados para futuras obras de reabilitação.</p>
<p>O anúncio imobiliário deixa claro que o proprietário não procura apenas um comprador interessado num terreno, mas sim alguém &#8220;com uma visão que reconheça o potencial para criar algo extraordinário&#8221;. Essa ambição acompanha a história recente do espaço, cuja origem remonta à antiga República Democrática Alemã (RDA).</p>
<p><strong>De centro de férias da RDA a projeto inacabado</strong><br />
O atual proprietário, Franz Eberitsch, explicou à Euronews que o complexo foi utilizado entre 1954 e 1990. Inicialmente serviu de residência para aprendizes ligados à indústria siderúrgica da Turíngia e, posteriormente, transformou-se num centro de férias e recreio.</p>
<p>Após a reunificação alemã, o espaço permaneceu abandonado durante cerca de uma década. A partir de 2000, algumas das construções voltaram a ser utilizadas como habitação permanente. Segundo Eberitsch, os residentes estavam oficialmente registados naquela morada e, tanto quanto sabe, chegaram mesmo a receber apoios públicos relacionados com a habitação, circunstância que o levou a acreditar que o uso residencial estava legalmente consolidado.</p>
<p>Foi com essa convicção que adquiriu o complexo em 2014, depois de regressar da Nova Zelândia com a família. O objetivo era criar &#8220;um lugar onde as pessoas pudessem viver em contacto com a natureza, experimentar um espírito comunitário e construir algo novo em conjunto&#8221;.</p>
<p><strong>O grande obstáculo está nas regras de urbanismo</strong><br />
O projeto acabou, porém, por esbarrar nas normas alemãs de planeamento territorial.</p>
<p>Apesar de o complexo se situar apenas a cerca de 200 metros da zona urbana de Kamsdorf, o terreno encontra-se classificado como &#8220;Außenbereich&#8221;, uma categoria aplicável a áreas exteriores ao perímetro urbano consolidado. As autoridades entendem que, devido ao período de cerca de dez anos em que o local esteve sem utilização, o direito anteriormente existente para uso habitacional perdeu validade.</p>
<p>Eberitsch explicou que, quando tentou avançar com obras de maior dimensão e desenvolver o projeto, as autoridades reavaliaram a situação urbanística.</p>
<p>&#8220;Quando mais tarde quisemos realizar obras de renovação mais profundas e desenvolver o espaço, a situação urbanística foi novamente analisada. Fomos informados de que os registos efetuados na altura não alteravam o estatuto do terreno e que o direito anteriormente adquirido tinha caducado devido ao longo período sem utilização&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo o proprietário, as autoridades consideram atualmente que permitir habitação permanente naquele local poderá dar origem a uma denominada &#8220;ocupação dispersa&#8221; (&#8220;Splittersiedlung&#8221;), algo que a legislação urbanística alemã procura evitar.</p>
<p>Para que seja possível utilizar legalmente o espaço para habitação ou para outros projetos permanentes, seria necessária a aprovação de um novo plano urbanístico local ou outro tipo de autorização específica de ordenamento do território.</p>
<p><strong>Um projeto de aldeia dedicada à saúde e ao bem-estar</strong><br />
Apesar dos obstáculos legais, Franz Eberitsch continua a acreditar no potencial do complexo.</p>
<p>A sua ideia passa por transformar o antigo centro de férias numa aldeia dedicada à saúde, regeneração e bem-estar, reunindo diferentes especialidades num único espaço. Entre as possibilidades previstas encontram-se clínicas de fisioterapia, osteopatia, naturopatia e yoga, complementadas por alojamentos e por um edifício comunitário destinado à realização de seminários, refeições partilhadas e outras atividades.</p>
<p>O próprio anúncio admite igualmente um interesse comercial adicional, referindo que todas as obras de construção, remodelação e arranjos exteriores poderiam ser executadas diretamente pela empresa de construção associada ao proprietário.</p>
<p><strong>Um apelo à mudança das regras e até a Elon Musk</strong><br />
Para Franz Eberitsch, este caso representa um exemplo das dificuldades burocráticas que afetam a reutilização de património construído na Alemanha.</p>
<p>Questiona se, perante a escassez de habitação, a necessidade de reutilizar edifícios existentes e a procura de novos modelos de habitação, não faria sentido adaptar o enquadramento legal para facilitar a recuperação de estruturas já existentes.</p>
<p>&#8220;Aqui existe uma pequena aldeia completa, com edifícios e infraestruturas já construídos. Na minha perspetiva, deveria ser mais fácil, dentro de regras legais claras, devolver este tipo de complexos a uma utilização útil&#8221;, defendeu.</p>
<p>O proprietário admite que gostaria de concretizar pessoalmente o projeto, mas reconhece não possuir o capital necessário para o iniciar. Por isso, deixou até um apelo pouco habitual dirigido ao empresário Elon Musk.</p>
<p>&#8220;Talvez seja mesmo preciso alguém como Elon Musk. Se Elon Musk ler este artigo, ficaria muito satisfeito com um financiamento inicial de cerca de um milhão de euros.&#8221;</p>
<p>Como contrapartida, Eberitsch afirma que ofereceria ao fundador da Tesla uma estadia na sua quinta de alpacas, situada na localidade vizinha de Unterwellenborn, caso este &#8220;precise de voltar a pôr os pés na terra&#8221;.</p>
<p><strong>Um negócio invulgar que segue uma tendência europeia</strong><br />
A venda desta pequena aldeia junta-se a outros negócios imobiliários pouco convencionais registados recentemente na Europa. A Euronews recorda que, nos últimos meses, foram colocadas à venda uma ilha abandonada no mar Báltico por cerca de 60 mil euros, uma cabana isolada numa ilha escocesa por aproximadamente 405 mil euros e até uma ilha privada na Grécia levada a leilão por um valor inicial de 247 mil euros.</p>
<p>Em comum, estes imóveis apresentam preços relativamente reduzidos quando comparados com propriedades urbanas, mas também desafios significativos, como localizações remotas, necessidade de profundas obras de reabilitação ou incertezas legais quanto à utilização futura.</p>
<p>No caso da antiga aldeia da Turíngia, o sucesso da venda dependerá não apenas da capacidade financeira e da visão do futuro comprador, mas também da eventual flexibilidade das autoridades alemãs relativamente ao reaproveitamento deste património atualmente devoluto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790072]]></sapo:autor>
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		<title>Washington aprovou venda de armas à Arábia Saudita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:47:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[arábia saudita]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Departamento de Estado norte-americano aprovou uma venda de armas à Arábia Saudita no valor de quase dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) em pleno conflito no Médio Oriente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Departamento de Estado americano aprovou uma venda de armas à Arábia Saudita no valor de quase dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros) em pleno conflito no Médio Oriente.</p>
<p>A guerra foi desencadeada pela ofensiva lançada em fevereiro pelas forças americanas e de Israel contra o Irão.</p>
<p>Em comunicado, o Departamento de Estado norte-americano anunciou a aprovação da venda de material militar à Arábia Saudita envolvendo &#8220;sistemas de armas avançadas guiadas com precisão&#8221;.</p>
<p>Washington especificou que vai comprar compra de até 10 mil secções ar-ar e outras 10 mil secções ar-solo para os sistemas de armas avançadas guiadas com precisão (APKWS-II).</p>
<p>O pacote inclui lançadores, ogivas, motores de foguete, equipamento de suporte, dispositivos de lançamento, peças sobressalentes, documentação técnica e formação especializada.</p>
<p>No documento, salienta-se que o negócio vai melhorar a segurança de &#8220;um importante aliado não pertencente à Aliança Atlântica&#8221;.</p>
<p>O Departamento de Estado disse ainda que a venda vai melhorar a capacidade da Arábia Saudita de dissuadir as ameaças atuais e futuras, reforçando a defesa e melhorando a operacionalidade conjunta com as forças dos Estados Unidos, da região e da NATO.</p>
<p>O contrato principal vai ficar a cargo da empresa BAE Systems, com sede em New Hampshire, Estados Unidos.</p>
<p>O anúncio da diplomacia norte-americana ocorreu depois de um porta-voz do Departamento de Estado ter manifestado o &#8220;apoio firme&#8221; de Washington a Riade face à &#8220;agressão iraniana&#8221;.</p>
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		<item>
		<title>Negócio da Glovo em Portugal vendido a fundo americano SSW Partners</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:47:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SSW Partners]]></category>
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					<description><![CDATA[O negócio da Glovo em Portugal é um dos 14 que serão vendidos ao fundo norte-americano SSW Partners pela Delivery Hero, estando dependente da aquisição desta última pela Uber, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O negócio da Glovo em Portugal é um dos 14 que serão vendidos ao fundo americano SSW Partners pela Delivery Hero, estando dependente da aquisição desta última pela Uber, foi hoje anunciado.</p>
<p>Em causa estão operações em 14 mercados das empresas Foodora (Áustria, Chéquia, Noruega e Suécia), Efood (Grécia), Foody (Chipre), Glovo (Moldova, Polónia, Portugal, Roménia e Espanha), PedidosYa (Chile e Equador) e Yemeksepeti (Turquia).</p>
<p>&#8220;A SSW Partners vai adquirir os negócios da Delivery Hero num total de 14 mercados em que a Uber Eats e a Delivery Hero competem, estando dependente da oferta de aquisição da Uber e a outras condições habituais, por um valor de aproximadamente 1.400 milhões de euros&#8221;, refere um comunicado hoje divulgado pela Delivery Hero.</p>
<p>O negócio é paralelo à compra da Delivery Hero pela Uber, hoje anunciado e que comporta 12.000 milhões de euros para adquirir a participação que ainda não detém na empresa.</p>
<p>Em comunicado divulgado hoje, a Uber indicou que ofereceu 41,50 euros por ação da Delivery Hero, avaliando o grupo alemão, dono da Glovo, em 14.800 milhões de dólares (cerca de 12.900 milhões de euros).</p>
<p>A Uber já era o principal acionista da Delivery Hero, controlando cerca de 36% do capital, pelo que a operação lhe permitirá passar a deter a maioria do grupo sediado em Berlim, na Alemanha.</p>
<p>Em comunicado da Uber, a empresa refere que não vai controlar estes 14 negócios que serão transferidos para a SSW Partners.</p>
<p>&#8220;A SSW irá liderar, de forma independente, o processo para encontrar parceiros estratégicos que melhor posicionem essas empresas para sucesso a longo prazo&#8221;, refere o documento.</p>
<p>Os 14 negócios deverão continuar a operar na mesma tecnologia e estrutura operacional que têm hoje em dia, incluindo plataforma, logística e capacidade de dados.</p>
<p>&#8220;Isso significa que as equipas locais mantêm a velocidade e o conhecimento de mercado que os torna competitivos, sustentados por uma tecnologia partilhada e de ponta&#8221;, referiu.</p>
<p>Citado no comunicado da Delivery Hero, Josh Steiner e Antonio Weiss, da SSW Partners, mostraram-se satisfeitos pela aquisição das marcas.</p>
<p>&#8220;Apoiaremos a equipa de gestão para garantir que estas empresas continuam a crescer, investem nos seus trabalhadores e prestem um serviço excecional aos clientes. Em paralelo, lideraremos o processo para encontrar as melhores soluções a longo prazo para estas empresas, em que continuarão a prosperar&#8221;, disseram.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790034]]></sapo:autor>
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		<title>Plataforma X tem seis meses para cumprir exigências da UE de transparência e acesso a dados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:46:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<category><![CDATA[x]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia aceitou hoje o plano apresentado pela plataforma X para cumprir as obrigações de transparência e de acesso de investigadores aos dados, previstas na Lei dos Serviços Digitais, dando à plataforma seis meses para o implementar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Comissão Europeia aceitou hoje o plano apresentado pela plataforma X para cumprir as obrigações de transparência e de acesso de investigadores aos dados, previstas na Lei dos Serviços Digitais, dando à plataforma seis meses para o implementar.</P><br />
<P>No comunicado em que anuncia a aceitação do plano, o executivo comunitário refere que as medidas aprovadas &#8220;representam um passo importante&#8221; para permitir que investigadores, organizações da sociedade civil e o público em geral tenham &#8220;maior transparência sobre os sistemas do X&#8221;, nomeadamente para monitorizar os riscos sistémicos da plataforma e avaliar o seu impacto nos utilizadores e na sociedade europeia.</P><br />
<P>A decisão surge na sequência da conclusão da Comissão Europeia de que a plataforma violou a Lei dos Serviços Digitais e da aplicação de uma multa em dezembro de 2025.</P><br />
<P>A Lei dos Serviços Digitais é a legislação da União Europeia que estabelece um conjunto de regras para as plataformas digitais, impondo obrigações de transparência, combate a conteúdos ilegais e proteção dos utilizadores, além de prever mecanismos de supervisão e a aplicação de coimas elevadas em caso de incumprimento.</P><br />
<P>Segundo Bruxelas, o X (antigo Twitter) comprometeu-se a reforçar o seu repositório de publicidade, introduzindo melhores funcionalidades de pesquisa, tempos de resposta mais rápidos, mais informação sobre os anúncios publicados e acesso aos dados através de uma interface de programação de aplicações.</P><br />
<P>A empresa garantiu ainda que vai facilitar o acesso de investigadores elegíveis a dados públicos, através da aceleração do processo de análise dos pedidos, da disponibilização gratuita dos dados e da alteração dos termos de utilização para deixar de proibir contratualmente a recolha de informação pública para fins de investigação.</P><br />
<P>As alterações serão sujeitas a uma auditoria externa independente, cujos resultados terão de ser entregues à Comissão Europeia.</P><br />
<P>Caso a auditoria identifique recomendações, o X ficará obrigado a implementá-las.</P><br />
<P>No entanto, o Conselho dos Serviços Digitais, órgão que junta as autoridades nacionais responsáveis pela aplicação da nova lei comunitária, considerou que o plano de ação é apenas &#8220;parcialmente adequado&#8221; e entendeu que as medidas relativas à auditoria, e consequentemente o plano no seu conjunto, são &#8220;insuficientes para resolver as infrações&#8221;.</P><br />
<P>Bruxelas afirmou, porém, que teve em conta esse parecer e esclareceu vários aspetos que a empresa terá de considerar durante a execução do plano.</P><br />
<P>&#8220;A Comissão acompanhará de perto os progressos, em particular sobre as questões levantadas pelo Conselho&#8221;, adiantou o executivo comunitário, acrescentando que manterá igualmente informados o Conselho dos Serviços Digitais e os coordenadores nacionais dos serviços digitais sobre a implementação das medidas.</P><br />
<P>O X dispõe agora de seis meses para concretizar os compromissos assumidos e, concluído esse período, terá de apresentar à Comissão Europeia uma auditoria que comprove a aplicação das medidas previstas no plano de ação.</P></p>
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