Os gastos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos continuam a aumentar exponencialmente, mesmo depois de o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, ter dito no ano passado que seria “insustentável” que a despesa pública com fármacos crescesse acima do crescimento do PIB, de 10% ao ano. Só nos primeiros seis meses de 2023, nos hospitais, os gastos já cresceram 12,3% face ao mesmo período do ano passado.
Os dados do Infarmed, cedidos ao Jornal de Notícias, revelam que, entre janeiro e final de junho deste ano, os hospitais gastaram quase mil milhões de euros (993 milhões) em medicamentos, mais 109 milhões do que no período homólogo de 2022. Já nas farmácias, a despesa também subiu 27 milhões de euros, mais 3,5% do que entre janeiro e junho de 2022, para um total de 790 milhões de euros.
Também as famílias gataram mais no último ano com medicamentos: subiu 26,5 milhões de euros, mais 6,6%.
Olhando a regiões, foi nos hospitais de Lisboa e Vale do Tejo em que a fatura com medicamentos mais subiu, em mais 48,4 milhões de euros, seguido do Norte, 35,4 milhões de euros.
Já quanto a fármacos, a substância ativa que foi responsável por maiores encargos, entre janeiro e junho deste ano, foi o Pembrolizumab, medicamento usado no tratamento de vários tipos de cancro.













