GameStop: Trabalhadores falam “em precariedade”, numa empresa onde as ações dispararam 2.500%

O maior acionista da GameStop, Ryan Cohen, juntou-se ao seu conselho de administração da empresa em janeiro e tornou-se CEO da organização em julho. Três fontes próximas do presidente, contactadas pela Reuters garantem que Cohen quer apostar mais nas vendas online e na capacitação dos vendedores em loja.

Para tal, Cohen tem percorrido os EUA, entrando em lojas em avisar, ou fazendo “compras fantasma”. Apesar de o CEO ainda não ter começado a fazer mudanças na empresa, uma coisa é certa: o executivo terá de mudar a política de recursos humanos.

Quando em janeiro, as ações das GameStop subiram mais de 2.500% em janeiro, muitos clientes ao entrar nas lojas brincavam com os funcionários, ao afirmarem que “devem agradecer aos investidores pelo salário que ganhavam, mas não é bem assim”, refere  Gianna Pandiscio-Ferrero um estudante de 19 anos que confessa que que trabalhava a part-time, a ganhar cerca de cinco euros por hora, sem seguro de saúde e com muito trabalho para pouco pessoal.

“O moral dos trabalhadores está muito em baixo, daí eu ter-me demitido. São poucos os que aguentam”, conclui Pandiscio-Ferrero.

Em janeiro a empresa vendeu 1,7 mil milhões de ações.



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