Gaia, Maia, Valongo e Gondomar pediram cercas sanitárias. ARS Norte recusou

O pedido do cordão sanitário seria para os municípios de Vila Nova de Gaia, Maia, Valongo e Gondomar, onde existem neste momento 690 casos confirmados.

Sónia Bexiga

A Administração Regional de Saúde (ARS) Norte não vê resultados numa cerca sanitária no combate à pandemia da Covid-19 e recusou que fosse ativada em quatro concelhos do Grande Porto, segundo denunciou, à Renascença, o presidente da Câmara de Gondomar e da Comissão Distrital da Proteção Civil, Marco Martins.

O pedido do cordão sanitário seria para os municípios de Vila Nova de Gaia, Maia, Valongo e Gondomar, onde existem neste momento 690 casos confirmados, para além dos 317 existentes no Porto. Estas municípios estão entre os que mais casos tem no pais.

Esta sexta-feira foram conhecidos os primeiros casos num lar de Santa Maria Feira, concelho vizinho de Ovar.

O presidente da Câmara de Gondomar admite que o pedido de cerca sanitária foi feito por duas vezes, esta semana, e que a recusa se manteve. A explicação dada pela ARS Norte ao autarca é a de que a cerca sanitária não é eficaz, tem mesmo sido dado como exemplo o caso de Ovar, onde os responsáveis da ARS Norte consideram não estar a resultar.

“Enquanto autarca de Gondomar e presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil já no domingo coloquei essa questão à autoridade [de saúde], perante o aumento de casos. Só que a autoridade de saúde diz que isso não se justifica porque não é eficaz, como não está a ser eficaz em Ovar. A meio da semana voltei a insistir no assunto”, explica Marco Martins em declarações à Renascença.

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Ainda assim o autarca diz ter perguntado à ARS Norte que sentido faz o confinamento geográfico continuar em Ovar. E como resposta foi-lhe dito que “é uma questão da ARS Centro. A ARS Norte defende que não está a ser eficaz em Ovar e não se justifica [nos concelhos da sua competência]”.

Também Emídio Sousa, presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, concorda que a cerca sanitária não está a resultar. “Isto é uma opinião de um presidente de câmara, não é de um especialista em saúde pública. Quando se toma uma posição destas é tomada isoladamente parece-me que tem pouco resultado. Ou era tudo ou não era ninguém”, defende.

O presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, com uma posição que vai de encontro à defendida pela Administração Regional de Saúde (ARS) Norte.

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