G7 acusado de hipocrisia financeira: Cerca de metade dos fundos de recuperação alimentaram combustíveis fósseis

As sete principais economias do mundo alavancaram, no total, mais de 170 mil milhões de euros em fundos de recuperação destinados a empresas exploradoras de combustíveis fósseis, apesar de grande parte destes Governos se ter comprometido a uma agenda verde, tendo em vista a mitigação do carbono.

Mais de metade dos 368 mil milhões de euros financiados pelo G7 para o setor da energia, entre janeiro de 2020 até março deste ano, teve como principais destinatários várias empresas exploradoras de carvão, petróleo e gás, de acordo com o relatório da ONG Tearfund.

Como esclarece o documento, a maior parte do dinheiro foi entregue “sem amarras verdes”, que garantam que estas empresas reduzam a  pegada carbónica.

“A recuperação económica pós-covid é uma grande oportunidade para acelerar a transição para uma economia verde”, disse Rich Gower, associado da Tearfund. “No entanto, neste momento, o G7 não está a aproveitar a oportunidade.”

Apenas pouco mais de 140 mil milhões de euros foram destinados às energias renováveis. Entre os casos mais gravosos deste relatório, constam os nove mil milhões concedidos pelo Executivo de Angela Merkel à companhia aérea Lufthansa e os quase 10 mil milhões de euros financiados aos aeroportos pela administração Biden.

Os países do G7 representam cerca de um quarto do resultado global anual de emissões globais de carbono, embora representem apenas cerca de 10% da população mundial.

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