Fuzileiros são acusados de homicídio qualificado do agente da PSP, Fábio Guerra. Arriscam pena máxima de 25 anos

Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko vão ainda responder por crimes de ofensas à integridade física, violentas agressões a outros clientes da discoteca

Francisco Laranjeira

Os fuzileiros Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko, de 22 e 21 anos, respetivamente, foram acusados, esta sexta-feira, pelo Ministério Público de homicídio qualificado do agente da PSP Fábio Guerra, avançou a ‘CNN Portugal’. Vão ainda responder por crimes de ofensas à integridade física, violentas agressões a outros clientes da discoteca. Arriscam pena máxima de 25 anos de prisão.

O despacho da acusação, de procuradora Filismina Carvalho Franco, do DIAP de Lisboa, diz respeito aos incidentes à porta da discoteca Mome, em Lisboa, em março último. Os dois acusados já tinham visto o Tribunal da Relação mantê-los em prisão preventiva devido ao perigo de perturbação do inquérito e pelo condicionar de testemunhas através de ameaças físicas. Algumas vão ter direito ao regime de proteção de testemunhas. Os juízes consideraram, no entanto, que não existe “perigo de perturbação da ordem pública”.

“Entendemos que existe um risco sério de pressão sobre as testemunhas, demovendo-as de colaborarem com a justiça, afirmando mesmo o Ministério Público que algumas requereram a aplicação do regime de proteção de testemunhas”, pôde ler-se no acórdão da Relação. Há testemunhas “lapidares”, com referências a “violência gratuita perante socos ‘knock-out'” e descrições de que “as cabeças das vítimas pareciam bolas de futebol”.

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