Os futuros sobre o carvão no mercado chinês voltaram a bater um novo recorde.
Os contratos futuros de carvão negociados na Bolsa de Mercadorias de Zhengzhou subiram 11,6% para fechar em alta de todos os tempos, de 1.408,20 renminbis, 218,74 dólares, a tonelada, à taxa de câmbio de hoje.
O índice CSI Coal de grandes mineradoras listados em Xangai e Shenzhen subiu 3,7%, revertendo parcialmente as perdas da semana passada, quando as ordens oficiais para impulsionar a produção de carvão fizeram os preços caírem.
As inundações na província central de Shanxi, que ocorreram no fim de semana, aumentaram ainda mais a pressão sobre Pequim para conter uma crise energética galopante que ameaça minar a recuperação da segunda maior economia do mundo.
A maior parte do carvão chinês vem de Shanxi, província vizinha de Shaanxi e região da Mongólia Interior. Outros fatores locais, incluindo uma campanha anticorrupção na indústria do carvão e os encerramentos de algumas minas, com o intuito de reduzir a poluição do ar em torno de eventos nacionais, levaram ao racionamento de energia para players industriais e particulares.
“Esperamos que os cortes de energia e as interrupções resultantes da produção sejam temporários”, disse Michael Taylor, diretor de crédito da Ásia-Pacífico da Moody’s, em entrevista à Bloomberg.
“Mas se estes cortes continuarem por um longo período, como no inverno, os efeitos vão espalhar-se pela economia chinesa, e possivelmente, pela economia mundial”.
Taylor alerta ainda para o facto desta situação “poder interromper as cadeias de abastecimento toda a região Ásia-Pacífico, o que pode levar a um aumento dos preços”
As inundações em Shanxi deslocaram cerca de 120.000 pessoas e forçaram o encerramento de 60 minas de carvão, tendo ainda destruido mais de 190.000 hectares de agricultura, segundo dados divulgados pelo governo da região.







