Furla limita utilização de produtos animais nas suas malas

Na colecção “Cruise 2020” da marca italiana Furla, as lãs mohair e angorá serão banidas.

Filipa Almeida

O Grupo Furla está a reforçar o seu compromisso com o ambiente através de um plano alargado de medidas que visa a protecção e sustentabilidade do mundo que nos rodeia. Uma das mais recentes decisões envolve a adesão, em parceria com a LAV, ao programa “Fur Free Retailer”, promovido pela Fur Free Aliance. Trata-se de uma rede que reúne algumas das principais organizações de direitos dos animais do mundo.

Recorde-se que a Furla já tinha anunciado, no ano passado, a intenção de não usar mais peles de animais nas suas colecções. Este é apenas mais um passo nesse sentido, segundo adianta o grupo italiano em comunicado.

A renovada aposta na sustentabilidade inclui também o fim da utilização de alguns tipos de lã: na colecção “Cruise 2020”, as lãs mohair e angorá serão banidas das malas e acessórios da Furla. Segundo a empresa, o recurso a fios de origem animal está cada vez mais limitado, mas ainda há muito a fazer no sentido de uma produção mais responsável, com base numa cadeia de fornecimento também mais sustentável.

«Não podemos considerar a falta de sustentabilidade como um mero problema do nosso ambiente, mas, além disso, deve ser entendido como um problema do nosso planeta, de cada um de nós e de todos, e do futuro dos nossos filhos», comenta Alberto Camerlengo, CEO do Grupo Furla. De acordo com o responsável, «a Furla reage ao crescente desejo de um produto eticamente correcto por parte de um consumidor cada vez mais consciente e interessado nestes tópicos».

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