Em Silicon Valley, existe uma espécie de clube de elite onde apenas entram os empresários que acumulam o cargo de CEO em mais do que uma empresa. Um dos nomes mais conhecidos deste grupo é Elon Musk, que divide o seu tempo entre a Tesla e a SpaceX (mas não só). Jack Dorsey é outro dos membros deste clube, mas o facto de liderar duas companhias não está a ser visto com bons olhos por toda a indústria.
Segundo adianta a CNN, o CEO do Twitter e do Square está sob ataque por parte de um investidor que quer que Jack Dorsey esteja à frente de apenas uma das empresas. O fundo de investimento Elliott Management Corp adquiriu uma participação de grandes dimensões na estrutura accionista do Twitter e, agora, pede mudanças.
Fonte citada pela mesma publicação afirma que o fundo não se importa com a ideia de Jack Dorsey continuar a comandar o destino do Twitter, desde que deixe a cadeira de CEO no Square. «O CEO deve estar a liderar activamente a empresa, e não a tentar equilibrar as duas», sublinha Parker Ellen, professora assistente de Gestão e Desenvolvimento Organizacional na Northeastern University. A especialista aponta para potenciais problemas como burnout ou conflitos de gestão.
Por conhecer bem a pressão que Jack Dorsey enfrenta, Elon Musk já saiu em sua defesa. Numa publicação partilhada no Twitter, o fundador da Tesla afirma: «Quero apenas dizer que apoio o Jack como CEO do Twitter. Ele tem um bom coração.»
Além de Elon Musk e Jack Dorsey, há outros nomes conhecidos da indústria que também dividiram o seu tempo entre duas empresas. É o caso de Steve Jobs, que foi CEO da Apple e da Pixar e que admitiu que esta foi uma das piores experiências profissionais que teve. O profissional trabalhava 14 horas por dia, tinha dificuldades em equilibrar o trabalho e a família e acabou mesmo por ter pedras nos rins como consequência do desgaste.
Just want say that I support @Jack as Twitter CEO. He has a good ❤️.
— Elon Musk (@elonmusk) March 3, 2020













