As candidaturas ao Prémio Maria de Sousa, promovido pela Ordem dos Médicos e pela Fundação Bial, estão abertas. Na sua sexta edição, a distinção prevê um apoio global até 150 mil euros, a atribuir a até cinco jovens investigadores portugueses na área das Ciências da Saúde.
Criado em 2021, o prémio tem como objetivo reconhecer e apoiar investigação científica de excelência, exigindo que os projetos incluam obrigatoriamente um período de estágio num Centro Internacional de Excelência. Poderão ser selecionados até cinco vencedores, independentemente de residirem em Portugal ou no estrangeiro. As candidaturas são individuais e decorrem até 31 de maio.
O galardão presta homenagem a Maria de Sousa, uma das figuras mais marcantes da ciência portuguesa, cujo contributo teve impacto duradouro no desenvolvimento da investigação científica e académica a nível nacional e internacional.
Para o Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, o prémio representa “uma justa homenagem a uma cientista de exceção”, sublinhando que o legado ético e humanista de Maria de Sousa continua a ser uma referência para as novas gerações de investigadores, o que se reflete no crescente interesse pela iniciativa.
Já para o presidente do júri do Prémio Maria de Sousa, o neurocientista Rui Costa, a distinção reflete a visão da cientista homenageada, assente “na independência de pensamento, na internacionalização e na superação dos limites do conhecimento”, incentivando os jovens investigadores a desenvolverem projetos alinhados com esses princípios.
Luís Portela, Presidente da Fundação Bial, considera que “este prémio representa um enorme orgulho, pela homenagem a uma mulher ímpar da ciência e, simultaneamente, pelo estímulo sólido e consistente ao talento científico emergente. Ano após ano, verificamos com grande satisfação que a qualidade científica das candidaturas continua a superar expectativas”.
Além de Rui Costa, o júri integra Miguel Castelo-Branco, Diretor do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) da Universidade de Coimbra; Maria Manuel Mota, CEO do Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular; Joana Palha, Professora Catedrática da Escola de Medicina da Universidade do Minho; e João Relvas, investigador no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S).















